Com o feriadão de páscoa, o pessoal do grupo de moto começou a se manifestar. Como sempre, o Alex foi um dos primeiros, dizendo que estava a fim de rodar por esses dias. Algumas mensagens trocadas e saiu o combinado de dar uma rodada na sexta. Só não definimos para onde, kkkk. Aproveitei e mandei uma mensagem também para o Samuel. Fazia um bom tempo que havíamos rodado e disse para ele chamar os amigos dele também. Acabou que ele também topou, mas disse que os caras provavelmente estariam enrolados. Combinamos todos de encontrar no Posto Pelicano da Avenida Sanitária às 8h.
Eu e a Rochelli saímos mais cedo de casa, pensando em abastecer no posto Belvedere, no qual confiamos mais, mas acabou que fizemos uma projeção do combustível restante nas motos e desistimos, tínhamos mais de meio tanque. Fomos direto para o Pelicano e, em pouco tempo, o Samuel chegou, seguido, poucos minutos depois, pelo Alex e a Maria. Foi bom que iríamos rodar pela primeira vez com essa formação. O Alex nos conheceu no Belvedere justamente quando estávamos em um passeio com um Samuel, anos atrás. Mais um casal, afinal, se juntou ao nosso grupo do dia, o qual tivemos o prazer de conhecer: o Edu e a Alexsandra, que nos encontraram mais perto da BR-040, na Cabana da Mantiqueira, com uma bela Honda CB500X.
Acabou que decidimos ir a Mercês para tentar tomar um café por lá, no Meia Lua ou em alguma outra padaria. Em plena sexta-feira da paixão, grandes eram as chances de ter muita coisa fechada, principalmente em uma cidade pequena. Mas haveria de ter algum lugar legal aberto pelo menos no trajeto. Imaginei logo os Laticínios Boa Vida, com aquele ótimo iogurte, mas as chances de estarem com a loja aberta eram bem pequenas também. A partir da Cabana da Mantiqueira, seguimos rumo sul pela 040.
Finalmente parecia um dia sem qualquer chance de chuva, ao menos na parte da manhã. O tempo estava firme, com poucas nuvens, o que era um ótimo sinal, depois de toda a chuvada dos últimos meses. Seguimos a bela estrada e fomos passando pelos lugares, todos com portas fechadas por causa do feriado. Os Laticínios Boa Vida estavam aparentemente fechados e nossas opções pensadas previamente iam diminuindo a cada trecho rodado.
Chegando em Mercês, paramos na praça principal. Tudo fechado mesmo. Meia Lua, padarias, lanchonetes, enfim, todo o comércio. Conversamos um pouco ali na praça e mesmo e logo vimos que teríamos de procurar um outro lugar para comer. O Alex então sugeriu um pesque e pague próximo de Carandaí, para almoçar. O Samuel não poderia ficar com a gente até a parte da tarde, pois já tinha marcado um almoço com os sogros em Barbacena. Seguimos com o retorno então, mas dando duas paradinhas na BR-265: na Parada Olhos D'Água, onde, apesar dos preços exorbitantes, tomamos um cafezinho e conversamos por um tempo, e no Posto SBT, em Santa Bárbara do Tugúrio, para abastecermos algumas das motos (inclusive a Crosser e a Himalayan).
De lá, passamos novamente por Barbacena e, no primeiro acesso nos despedimos do Samuel. Seguimos então para Carandaí, procurando o tal do pesque e pague, o qual depois descobrimos se tratar da Fazenda Prainha, cujo acesso era por uma estrada de chão em frente ao Restaurante Caldeirão Mineiro. Seguindo o Alex, ainda pegamos um acesso errado, que nos fez dar de cara com a entrada de um sítio, com a porteira fechada. Depois de trocar uma ideia com um caseiro, retornamos e descobrimos o acesso correto, o qual é, basicamente, uma estrada que liga a 040 à antiga Linha do Centro, da ferrovia, hoje desativada. Havia um pouco de barro e umas poças bem profundas, mas chegamos sem problemas ao lugar.
Um restaurante rústico, mas muito bem pensado e com bom atendimento. Um grande lago e ótimas vistas. Foi um bom novo lugar para se conhecer. Pedimos pratos individuais bem servidos com preços bem acessíveis e conversamos bastante enquanto comemos. Só não ficamos mais tempo por ali porque o dia começou a ficar escuro, com ar de chuva. Decidimos todos que era melhor irmos embora. Ainda demos uma voltinha para conhecer as instalações e tiramos umas fotos.
Depois disso, pegamos novamente o acesso e logo, a 040. Em pouco tempo, estávamos de volta a Barbacena.
Hoje foi um sábado letivo na escola em que trabalho. Uma pena, pois a minha ideia era dar uma rodada de moto, aproveitando o tempo muito bom a claro de final de inverno. O Alex e a turma do grupo resolveram ir a um encontro de moto em Lafaiete, mas, considerando que eu estaria agarrado com trabalho, acabaria empatando o pessoal de sair cedo ou tendo de encontrar o pessoal direto lá, mais tarde.
Aí, para não perder ao menos uma pequena parte do sábado (perfeito para rodar, diga-se de passagem), resolvi pegar uma estrada quando saí da escola.
Primeiramente, fui na direção da Serra de Santa Bárbara. Poderia tentar comer alguma coisa por lá. Pensei em tentar almoçar (embora fosse ainda cedo) no Império Restaurante e Lanchonete, mas, quando cheguei lá, parecia, ao olhar de fora, que a comida ainda não estava servida. Além disso, estava tocando uma música sertaneja altíssima e logo pensei que seria melhor ir a outro lugar.
Meio sem opções mais próximas (com o negócio de ter trabalhado pela manhã, já tinha descartado os lugares mais distantes devido ao cansaço), resolvi subir novamente a serra e dar um pulo no Alto da Serra em Correia de Almeida. E lá vou eu subindo a serra de novo.
Cheguei no Alto da Serra e ainda era bem cedo, mas o almoço já estava servido. Fiz meu prato e comi muito bem. É um lugar que sempre vale a pena.
Depois, voltei para casa, nesse dia bem atípico, para resolver mais umas coisas. Mas ficou aquele gostinho de poder ter mais tempo para rodar um pouco mais. Que venha um final de semana completo de descanso para rodar um pouco mais.
Depois de algumas semanas bastante turbulentas, já era passada a hora de pegar a estrada. Mesmo que fosse para um pequeno passeio.
Há algumas semanas, a Rochelli torceu o tornozelo jogando vôlei. Foi uma torção muito feia, que a obrigou a ficar com o tornozelo imobilizado, andar com a ajuda de muletas e se afastar do trabalho por 60 dias. Para complicar ainda mais as coisas, nossa gatinha Lisa, já idosa, ficou doente e faleceu na última quinta-feira, após o carnaval. Ela já tinha algumas doenças crônicas, principalmente renais devido à idade, mas a piora repentina, apesar de todos os nossos esforços, foi um baque. Todo o nosso foco, nesses dias, estava voltado para medicamentos, exames e tentativas de recuperação.
A moto e a estrada, neste sábado, eram mais necessárias do que nunca. Sair de casa, fazer um bom passeio e apreciar belas paisagens sempre são estímulos à melhora em meio à reflexão.
Não preciso dizer que foi um passeio solo. Saí na manhã de sábado com a ideia de ao menos tomar um café em algum outro lugar, mesmo que na estrada. Acabei pegando a bela e conhecida BR-265, em sua sinuosa descida pela Mantiqueira. Pensei em ir até Mercês, mas me contentei em alcançar Santa Bárbara do Tugúrio, aproveitando para fazer uma parada na Lanchonete e Restaurante do Posto SBT, onde nunca havia parado antes.
Fiz um pedido simples e até trivial: um pão com linguiça e um café com leite, que estavam muito bons, na medida certa, sem aquele exagero de algumas porções de paradas de estrada e com um preço justo. O atendimento também foi bem legal. Apesar de um pouco escondida (por estar recuada em relação à estrada) e de ter uma estrutura um tanto antiga, é uma boa parada e condizente com o que se propõe. Vou me lembrar de parar ali mais vezes quando estiver com fome naquela altura.
Depois do café da manhã, subi a serra e voltei para casa, pois almoçaria com a Rochelli.
No fim, acabamos almoçando com meus pais no Pesque e Pague Paraíso, saboreando uma ótima porção de tilápia, o que foi uma excelente surpresa para o dia. Mas, dessa vez, fomos de carona, de carro.
Ao final, foi um ótimo sábado, que me fez lembrar que, mesmo sozinho, andar de moto é curativo e terapêutico.
Com o dia-a-dia corrido, cheio de trabalho, tanto na escola quanto com áudios, além dos estudos, resolvemos fazer um passeio curto pelas redondezas, para a Rochelli continuar com seu aprendizado motociclístico. E eu, claro, iria aproveitar os efeitos terapêuticos de mais um pequeno passeio de moto, kkkk.
A ideia era pegarmos alguma estradinha de terra bem tranquila e fácil, para minha lindinha ir testando como a moto se comporta em estradas não pavimentadas. O tempo, porém, não estava ajudando muito. Na véspera havia chovido um pouco e parecia que havia serenado durante a noite.
Bem, saímos em direção ao distrito de Campolide, para tentarmos pegar a antiga Linha da Oeste rumo a Antônio Carlos. Um passeio que já fizemos muitas vezes e que, por isso mesmo, parecia ser o ideal para um aprendizado básico: conhecido, sem subidas ou descidas íngremes e geralmente bem cuidado. Como tudo estava ainda bem úmido, falei que iria na frente, na parte de terra, para ir sacando como estavam as condições da estrada.
Próximo já de Campolide, lembramos que o acesso para a Linha da Oeste deveria estar em obras, ao menos até as instalações dos laticínios Porto Alegre, pois havíamos visto alguma movimentação neste sentido quando fomos até Ibertioga. Ao chegarmos no distrito, paramos no posto de gasolina e segui sozinho para avaliar o antigo caminho. Estavam fazendo um asfaltamento da sede da Porto Alegre até Campolide e as obras já estavam bem avançadas, com a camada asfáltica sendo colocada na antiga estação ferroviária do distrito. Toda esta parte estava ótima. Tanto a asfaltada quanto a preparada. Só seria ruim passar pelo trecho com as máquinas na pista. Segui mais em frente, para além dos laticínios e a estrada continuava boa, porém com algumas poças e algum barro fora do "trilho" dos carros e caminhões. Retornei e ponderamos. Como ela está ainda pegando confiança e não tem experiência alguma com off, resolvemos não arriscar. Além disso, depois do tombo que tomou, de bobeira, praticamente parada, chegamos à conclusão de que seria interessante rebaixar um pouquinho a Crosser. Isso vai fazer com que ela tenha mais conforto e segurança para encarar situações de manobras e baixas velocidades.
Como o acesso não estava do jeito que pensamos que estaria, decidimos que o ideal seria rodar em estradas asfaltadas. Pegamos o caminho de volta a Barbacena e atravessamos a cidade para acessarmos a BR-040. O novo plano seria irmos na direção de Santa Bárbara do Tugúrio, para comermos em um restaurante logo antes da descida da serra, ou mesmo descermos o início da mesma até chegarmos ao mirante com lanchonete que serve um delicioso pastel de queijo, cujo sabor experimentamos no ano passado.
Atravessamos o pedágio, o trevo de acesso para a BR-265 para Santa Bárbara e passamos em frente ao tal restaurante, mas resolvemos prosseguir para o mirante. Quando chegamos, para nossa surpresa, estava tudo fechado. Sem ter como parar ali (colocaram uma corrente no acesso ao estacionamento) não faria sentido nenhum atravessarmos a pista (estávamos descendo e o mirante fica no lado de quem sobe). Seguimos em frente, mas nosso plano não era descer a serra toda. Perguntei a minha lindinha se deveríamos voltar quando encontrássemos uma reta com boa visão e alguma entrada para estradas vicinais, o que possibilitaria fazermos um retorno. Ela preferiu ir descendo, para retornarmos, com toda a calma e segurança lá em Santa Bárbara do Tugúrio. Isso implicaria em descer a serra toda.
Bem, descemos com toda a calma do mundo, inclusive um bom trecho atrás de um caminhão, sem forçar qualquer ultrapassagem. Desfrutamos da sempre linda vista da serra, aproveitando o passeio. A Rochelli sempre super tranquila. Em Santa Bárbara do Tugúrio, paramos no posto SBT e lembrei de uma lanchonete nova, pouco mais à frente, onde decidimos parar. Além de salgados tinham também almoço com preço fixo por pessoal (o que geralmente não compensa muito para nós). Tudo parecia ser muito bem feito e acabamos comendo por ali mesmo. O espaço era bem legal, com uma vista bonita da cidade e da serra, ao fundo.
Depois de um bom papo e a troca de impressões sobre o passeio e as estradas que percorremos, subimos a serra de volta. Mais um passeio para a conta e mais quilômetros de experiência para a minha lindinha. A terra ficará para a próxima. Vamos rodando sempre!
Seguindo a série "escapadas da sexta-feira", decidi sair para arejar um pouco a cabeça em meio a muito, muito trabalho durante a semana. Tive na véspera a ideia de revisitar a pequena cidade de Mercês, por ter um bom tempo que eu e a Rochelli passamos por lá e por ser uma belíssima estrada com a descida da Serra da Mantiqueira, no trecho até Santa Bárbara.
Dei sorte, pois a sexta-feira amanheceu com um dia perfeito, com o céu completamente azul. Peguei a moto, abasteci e logo já estava na estrada. Ainda no trecho da BR-040, nas regiões dos Costas e do Pombal, as nuvens estavam tão baixas que parecia dar para tocá-las, o que, em realidade se transformou em um nevoeiro denso e muito úmido. Como esperado, após começar a descida da serra na BR-265, as nuvens ficaram para trás (e para cima, junto aos cumes) e, mais uma vez o sol reinou absoluto no vale do Rio Pomba, lá em baixo.
Fiz uma pequena parada no Chalé do Mirante da serra, onde pude tirar algumas fotos. Era muito cedo ainda e a lanchonete do famoso pastel de queijo frito na hora ainda estava fechada. Eu também estava àquela altura sem fome e, embora estivesse marcando alguns locais interessantes pelo caminho para lanchar, o mais provável seria tomar o café da manhã em Mercês mesmo.
A estrada estava perfeita, com pouco trânsito e ótimas paisagens. Os poucos remendos e pequenos problemas no asfalto não atrapalharam em nada a viagem (e, em comparação com o estado de muitas estradas da região, esta ainda é praticamente um tapete). A Ténéré estava muito boa de guiar e esperta, confirmando a minha suspeita do combustível: mudar de posto de gasolina foi uma decisão acertada.
Entrei em Mercês pelo antigo acesso da estrada de ferro, sem um trevo adequado, mas que leva a uma ponte estreita sobre o Pomba e segue por uma parte da cidade que eu não conhecia. Sabia que o caminho daria na antiga estação, hoje transformada em uma grande agência dos Correios. Parei na bem conservada praça em frente à estação e fui examinar o lugar. A construção está relativo bom estado, mas uma pena é o local hoje em dia estar completamente gradeado.
Bem, seguindo para o centro, parei na linda praça da matriz para descansar, tirar umas fotos e procurar algum lugar para tomar um café. Acabei voltando a um estabelecimento com lanchonete, restaurante e hotel chamado Meia Lua, em que eu e a minha lindinha já havíamos almoçado da outra vez em que estivemos em Mercês. Recebido com bastante simpatia por quem parecia ser o dono, pedi um capuccino e um pão de queijo, ao que o senhor respondeu que eu tomaria o melhor capuccino da minha vida, kkkk. Ok! Aguardei o pedido e, realmente, ele tinha razão. Simplesmente delicioso, com muita cremosidade. Bom demais! Mais um ponto positivo para a pequena cidade.
Com o café tomado, agradeci ao senhor e ao funcionário e segui para rodar um pouco mais pela bela Mercês. E como é uma cidade bonita! Limpa, bem cuidada, ruas sinalizadas... Aquele charme das pequenas cidadezinhas de Minas, acolhedor e pacato. Bom para descansar, pausar a vida corrida... Respirar.
Seguindo o ritmo das minhas escapadas, resolvi voltar sem muita demora, afinal... Ainda tinha trabalho me esperando em casa. Peguei novamente a estrada sinuosa e, passeando, logo cheguei em Santa Bárbara do Tugúrio. Já havia descartado minhas opções de paradas para comer pelo caminho, mas poderia entrar um pouco em outra pequena cidade antes de voltar. Apenas mais uma visitinha. E essa foi ainda mais rápida: uma pequena passada e umas fotos para o registro. Depois, "bora subir a serra".
Apesar de singela, essa foi uma ótima escapada. Daquelas apenas para quebrar o automático da rotina. Se você nunca fez, experimente!