Mais um passeio aproveitando o período de recesso da escola. Mais um passeio solo por conta do trabalho da Rochelli no sistema de plantões do hospital. De qualquer forma, é bom poder rodar e revisitar alguns lugares pelos quais não passei há anos.
Com certeza, já era hora de retornar para aquelas bandas, ver como estavam as estradas e as pequenas cidades. Não até Conceição do Ibitipoca (lugar para onde ainda iremos, para dormir em alguma pousadinha confortável e para desfrutar novamente do parque estadual), mas ao menos até à pequena cidade de Santa Rita.
De antemão, já tinha informações de que o trecho da MG-338 entre Barbacena e Ibertioga estava com seu recapeamento asfáltico terminado. Certamente, estaria um tapete até Ibertioga. Depois, sabia de forma genérica que as estradas não estavam boas. O trecho que vai até o trevo para Santana do Garambéu até já percorremos algumas vezes. Mas pela parte além do trevo de Santa Rita, que ruma para o sudeste da região, não passamos desde aquele longínquo 2016.
Saí não muito cedo. Acredito que já era por volta das 9h30min e ainda teria que abastecer. A rota realmente não era longa e eu teria o dia inteiro para explorar a região. Peguei a parte inicial da estrada, que passa pela Colônia Rodrigo e Silva, uma antiga colônia de imigrantes italianos de Barbacena e pelo Distrito de Campolide, o qual fica na divisa dos municípios de Barbacena e Antônio Carlos. Nenhuma suspresa até ali. Estrada tão conhecida que é praticamente nosso quintal de testes, kkkk. De Campolide até Ibertioga, a estrada estava realmente um tapete, conforme os relatos que eu tinha com um colega da escola, o Prof. Elinho, que mora em nessa cidade. Bem tranquila a viagem por uma estrada por si só muito bonita mesmo, com partes altas e alguns vales. Depois de Ponto Chique do Martelo tem um trecho mais sinuoso e uma descida de uma serrinha ao chegar em Ibertioga.
Seguindo pela MG-338, cheguei ao trevo para a estrada de Santa Rita. Havia um bloqueio com montes de terra e apenas uma pequena passagem. Sinal de obras grandes, provavelmente impedindo o tráfego de veículos grandes, ou talvez até de todos os tipos de veículos. Difícil saber. Mas a cidade não poderia estar completamente isolada, sendo esse o principal acesso. Lembrei-me de uma outra estrada a partir de um bairro de Ibertioga e pela qual havíamos passado lá em 2016. Era uma estrada pavorosa, cheia de costelas e uma terra muito dura. Se aquele era o único acesso, o pessoal da cidade deveria estar mal. Não dava para saber se a outra estrada eventualmente fora melhorada... Muitos anos tinham passado daquele passeio.
Segui pelo trevo parcialmente impedido pelo que um dia foi uma estrada asfaltada. Hoje é o pior dos cenários: partes de asfalto velho, partes de terra batida dura, muito compactada por caminhões. De cara, poucos metros à frente, um desvio à direita foi feito para veículos pesados. Segui pelo desvio, apesar de estar de moto. Queria sair daquele misto de asfalto velho com terra e não me arrependi. O desvio subia uma colina e serpenteava lá pelo alto, num corte bem largo com terra bem fofa e solta. O maior poeirão. Mas uma vista lindíssima para o sudeste, sendo possível avistar a Serra de Ibitipoca.
Um pouco mais à frente, mais obras. Estavam bloquetando uma subida bem íngreme. Confesso que pensei em desistir e voltar, pois, lá do alto, de onde eu estava, só via a ladeira com uma terra funda e recém jogada para a colocação dos bloquetes e uma barreira de cones lá em baixo, impedindo a pista toda. Cheguei a dar meia volta no início da descida. Mas lembrei-me de ter cruzado com um carro algum tempo antes. Não era possível que estivesse completamente impedido. Iniciei a descida com cautela, pois tudo estava muito solto e cheguei à "barreira". Alguns operários foram logo tirando os cones e, passando pela lateral bem estreita da pista, em meio a montes de terra, cheguei à parte bloquetada. Mesmo nessa, ainda era preciso cuidado: um pó finíssimo cobria o novo piso de bloquetes e, embora não dê para perceber nas filmagens da GoPro (elas sempre dão a ilusão de que tudo é muito plano e seguro), a inclinação da descida era bem considerável (não à toa estavam colocando os bloquetes).
A estrada seguia muito mista e inesperada. Terra, terra solta, bolsões de areia, partes cascalhadas e alguns pequenos trechos em que era ainda possível rodar no asfalto fragmentado. Em pouco tempo, cheguei a uma pequena igreja na beira da estrada e mais um punhado de casas. Mais tarde vim a saber que se tratava da Comunidade Santa Clara, acredito que algum tipo de distrito ou lugarejo de Ibertioga.
Seguindo pela estrada de Santa Rita, surpresa... O asfalto volta novamente. Agora com partes remendadas e outras bem decentes. Há trechos entre plantões de eucalipto, outros em morros mais altos, com ótimas vistas. É preciso ter bastante cuidado nas partes finais, já próximos à cidade, pois há diversas travessias de gado de fazendas com lotes dos dois lados da estrada.
A chegada em Santa Rita do Ibitipoca é bem marcada pelo bonito pórtico na entrada da cidade, que é bem pequena. Em pouco tempo já estava no centro e parei bem em frente à Paróquia de Santa Rita, onde aproveitei para descansar um pouco em um dois muitos bancos da muito bem cuidada praça principal. Nesta praça há uma fonte bem grande (que estava desligada) e uma estrutura montada de barracas ou quiosques, talvez para alguma feira de livre ou de artesanato.
Depois de ficar ali por um tempo, peguei a Ténéré e segui ainda mais para a frente, na direção do acesso à Conceição do Ibitipoca, por onde passamos da outra vez. Hoje não seria o dia de refazer aquele percurso maluco, mas é uma boa ideia para uma viagem de alguns dias com a Rochelli para, finalmente, conhecermos, em definitivo, as belezas do parque do Ibitipoca. Ainda vi uma placa que indicava o acesso à estrada de Paraíso Garcia e Bias Fortes. Essa, com certeza irei percorrer em breve, fazendo um outro circuito pela região.
Não encontrei nenhum lugar que me chamos a atenção para comer alguma coisa. Contudo estava ainda bem sem fome para almoçar e, por isso, resolvi que o melhor seria retornar e comer alguma coisa na estrada ou mesmo almoçar em Ibertioga ou Barbacena, dependendo de como fosse a viagem de volta.
Percorri o exato caminho pelo qual tinha ido, não fazendo, portanto, nenhuma estripulia de rotas alternativas sem estarem mapeadas no meu Garmin. É fácil se perder nessa região de muitos morros e estradas vicinais de fazendas. A chance de entrar numa enrascada é grande também. Sozinho, não compensa muito sair adoidado explorando não. A aventura já era grande o suficiente dado a variação de condições daquela estrada. Ainda teria aquela pirambeira de bloquete e terra fofa para subir no retorno... Mas tudo correu muito bem e fiz um treinamento intensivo de pilotagem com a Ténéré. Quem quer aprender a dominar um pouco mais de sua motocicleta, deve, sem dúvidas, fazer esse trajeto de Barbacena a Santa Rita.
Chegando em Ibertioga, encontrei um bonito restaurante com comida simples e cobrada a quilo, por um preço muito em conta, chamado Sabor da Terra. Almocei por lá e fiquei bem satisfeito. Dali a Barbacena, a estrada ótima faria a viagem ser apenas um pulo.
Ao final, o passeio foi ótimo! Pude revisitar pequenas cidades e estradas pelas quais há anos não passava. Tanto Ibertioga quanto Santa Rita estão lindas. Muito bem cuidadas.
Não demorarei tanto tempo mais para voltar por estas bandas. Vale muito a pena!
Com o dia-a-dia corrido, cheio de trabalho, tanto na escola quanto com áudios, além dos estudos, resolvemos fazer um passeio curto pelas redondezas, para a Rochelli continuar com seu aprendizado motociclístico. E eu, claro, iria aproveitar os efeitos terapêuticos de mais um pequeno passeio de moto, kkkk.
A ideia era pegarmos alguma estradinha de terra bem tranquila e fácil, para minha lindinha ir testando como a moto se comporta em estradas não pavimentadas. O tempo, porém, não estava ajudando muito. Na véspera havia chovido um pouco e parecia que havia serenado durante a noite.
Bem, saímos em direção ao distrito de Campolide, para tentarmos pegar a antiga Linha da Oeste rumo a Antônio Carlos. Um passeio que já fizemos muitas vezes e que, por isso mesmo, parecia ser o ideal para um aprendizado básico: conhecido, sem subidas ou descidas íngremes e geralmente bem cuidado. Como tudo estava ainda bem úmido, falei que iria na frente, na parte de terra, para ir sacando como estavam as condições da estrada.
Próximo já de Campolide, lembramos que o acesso para a Linha da Oeste deveria estar em obras, ao menos até as instalações dos laticínios Porto Alegre, pois havíamos visto alguma movimentação neste sentido quando fomos até Ibertioga. Ao chegarmos no distrito, paramos no posto de gasolina e segui sozinho para avaliar o antigo caminho. Estavam fazendo um asfaltamento da sede da Porto Alegre até Campolide e as obras já estavam bem avançadas, com a camada asfáltica sendo colocada na antiga estação ferroviária do distrito. Toda esta parte estava ótima. Tanto a asfaltada quanto a preparada. Só seria ruim passar pelo trecho com as máquinas na pista. Segui mais em frente, para além dos laticínios e a estrada continuava boa, porém com algumas poças e algum barro fora do "trilho" dos carros e caminhões. Retornei e ponderamos. Como ela está ainda pegando confiança e não tem experiência alguma com off, resolvemos não arriscar. Além disso, depois do tombo que tomou, de bobeira, praticamente parada, chegamos à conclusão de que seria interessante rebaixar um pouquinho a Crosser. Isso vai fazer com que ela tenha mais conforto e segurança para encarar situações de manobras e baixas velocidades.
Como o acesso não estava do jeito que pensamos que estaria, decidimos que o ideal seria rodar em estradas asfaltadas. Pegamos o caminho de volta a Barbacena e atravessamos a cidade para acessarmos a BR-040. O novo plano seria irmos na direção de Santa Bárbara do Tugúrio, para comermos em um restaurante logo antes da descida da serra, ou mesmo descermos o início da mesma até chegarmos ao mirante com lanchonete que serve um delicioso pastel de queijo, cujo sabor experimentamos no ano passado.
Atravessamos o pedágio, o trevo de acesso para a BR-265 para Santa Bárbara e passamos em frente ao tal restaurante, mas resolvemos prosseguir para o mirante. Quando chegamos, para nossa surpresa, estava tudo fechado. Sem ter como parar ali (colocaram uma corrente no acesso ao estacionamento) não faria sentido nenhum atravessarmos a pista (estávamos descendo e o mirante fica no lado de quem sobe). Seguimos em frente, mas nosso plano não era descer a serra toda. Perguntei a minha lindinha se deveríamos voltar quando encontrássemos uma reta com boa visão e alguma entrada para estradas vicinais, o que possibilitaria fazermos um retorno. Ela preferiu ir descendo, para retornarmos, com toda a calma e segurança lá em Santa Bárbara do Tugúrio. Isso implicaria em descer a serra toda.
Bem, descemos com toda a calma do mundo, inclusive um bom trecho atrás de um caminhão, sem forçar qualquer ultrapassagem. Desfrutamos da sempre linda vista da serra, aproveitando o passeio. A Rochelli sempre super tranquila. Em Santa Bárbara do Tugúrio, paramos no posto SBT e lembrei de uma lanchonete nova, pouco mais à frente, onde decidimos parar. Além de salgados tinham também almoço com preço fixo por pessoal (o que geralmente não compensa muito para nós). Tudo parecia ser muito bem feito e acabamos comendo por ali mesmo. O espaço era bem legal, com uma vista bonita da cidade e da serra, ao fundo.
Depois de um bom papo e a troca de impressões sobre o passeio e as estradas que percorremos, subimos a serra de volta. Mais um passeio para a conta e mais quilômetros de experiência para a minha lindinha. A terra ficará para a próxima. Vamos rodando sempre!
É isso mesmo que você leu, mas imagino que não tenha entendido, kkkkk. Agora não sou mais garupa do meu lindo, minha gente. Menos 60kg atrás dele... Agora estou é pilotandoooo.
Tudo aconteceu tão rápido! Em um mês fiz todos os procedimentos da auto escola, fiz exame, passei, compramos uma motoca para mim. Uma Crosser linda e maravilhosa, kkk. Encontrei na Olx uma moto impecável, 2.600 km rodados, praticamente 0 km. Fomos na casa do rapaz olhar a raridade. Não pensamos duas vezes e fechamos negócio. No dia seguinte fomos buscar.
O primeiro test drive foi no campo do parque de exposições, pois minha carteira ainda não havia chegado e eu não sou maluca de sair pelas ruas. Mas logo minha habilitação apareceu no app do celular e eu já estava apta a sair pelas ruas da grande e maravilhosa Barbacena (contém ironia).
Estavámos muito felizes e logo já quis dar um passeio. Escolhi o distrito de Campolide inicialmente. Saímos com as motos. Chegando em Campolide, achei pouco, kkkkk (igual criança que ganha brinquedo novo), então falei que queria ir a Antônio Carlos. Meu lindo aceitou meu pedido. Fomos rumo à pequena cidade. Comunicadores sempre deixando o passeio mais legal, várias dicas do meu motociclista favorito.
Chegamos lá, paramos perto da estação. Conversamos, tiramos fotos... E voltamos... Guardamos as motos cientes de que a partir daquele dia novas aventuras estariam por vir... Mas dessa vez: separados... porém sempre juntos!