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domingo, 18 de setembro de 2022

Do chão não passa

É minha gente! Nem só de flores se vive. Já que falamos das coisas boas, vamos falar das ruins também. Kkk

Eu e meu lindo resolvemos passear de moto, ele queria um lugar mais perto, mais tranquilo e eu como sempre achando que estou podendo. Falei para irmos a Lagoa Dourada, onde tem o maravilhoso rocambole. Aproveitar a viagem e comer algo que adoro.

Acordamos cedo, arrumamos e eu disse que iria buscar a moto na garagem (triste escolha), era melhor ele ter ido. Cheguei lá. Era só subir na motinha e descer. Porém preciso de uma academia. Tentei subir na moto sem descanso, num lugar não tão bom, e o resultado foi a moto vindo em câmera lenta e eu tentando arrumar um jeito dela não estragar nada. Coloquei todas as forças da minha vida para segurá-la e pedi socorro o Felipe pelo comunicador. Foi até engraçado, porque a moto não caiu. Eu só a deitei para descansar um pouquinho. Kkkk. Ai, ai gente. O dia só estava começando. Felipe desceu com a moto porque minha ansiedade deu uma atacada, mas logo fiquei de boa.

Saímos com as motoca e pegamos a estrada. A gente sempre conversando pelos comunicadores. Felipe me dando umas dicas de estrada, dia lindo, estrada perfeita. Chegamos em Lagoa, fomos numa igrejinha lindinha e depois no nosso querido Legítimo Rocambole (acho que deveriam nos patrocinar, mas...). Almoçamos umas bobagens por lá mesmo. Pegamos a moto pra voltar. Não queríamos chegar tão tarde em casa.

Chegamos em Barbacena e resolvemos ir num mercado e depois na casa do pai do Felipe (para cuidar dos bichinhos). Os mercados que iríamos estavam fechados, porém tinha um perto da casa dos pais dele, já bem no caminho. Resolvemos ir na casa e depois mercado. Cuidamos dos pets e já estávamos saindo para irmos ao mercado. Descendo a rampa da casa eu simplesmente caí. Caí mesmo gente, não deitei a moto como de manhã. Kkkkk. Eu caí igual a uma jaca. Meu lindo já estava em sua moto e viu de camarote, tadinho. Ele passa cada coisa por minha causa. Veio me socorrer, porém eu estava preocupada com a moto. Aaaaah, que raiva ver minha filhinha caída e sem saber se estava bem. Felipe disse que a manete de freio tinha quebrado, aí eu chorei. Kkkkkk, igual criança. Entrei de novo na casa e fui analisar minha perna que tinha batido no chão. Só depois lembrei que eu estava sentindo dor. Joelho ralado, perna vermelha. Mas eu continuava brava pelo meu descuido. Por sorte, tirando o manete, que dá para trocar, a moto não teve absolutamente nada...

Pegamos as motos e fomos para o mercado. Afinal, precisávamos abastecer a casa, porque uma coisa não tem nada a ver com outra. Chegamos em casa felizes pela viagem e eu cismada por ter que arrumar a moto na segunda-feira, kkk. Mas ficamos felizes por não ter sido nada demais. No fim... Do chão não passa.

Beijo povo!



















sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Cicerone de estrada

Sexta-feira, dia já tradicional de pegar a estrada. Quando fomos a Vitorinos, o Samuel havia me dito que estaria de férias também nas próximas sextas-feiras e então deixamos combinado mais um passeio. De vários destinos interessantes, com estradas bem legais para ele conhecer, fechamos Lagoa Dourada, através da bela estrada MG-275, que passa por Carandaí.

Saímos por volta das 8h a partir do mesmo ponto de encontro, o posto Petrobrás do Belvedere. Pegamos a BR-040 e seguimos no sentido norte, para Ressaquinha e Carandaí. O dia estava incrível: tempo ameno com um dia completamente ensolarado. A 040 estava com um fluxo médio, o que permitiu darmos uma boa esticada nas motos. A CG-160 Fan do Samuel fez bonito na estrada. Leve, ágil e com uma potência bem legal para uma 160. A Ténéré, com toda a parafernalha colocada ao longo dos anos, mais a resistência imposta pelos baús laterais (levados por um nobre motivo), estava com um desempenho semelhante, kkkk. Bem, passeios e viagens de moto não são sobre velocidade, mas sobre apreciar as estradas. Mais tarde, fiquei ainda mais perplexo com a autonomia da pequena notável do Samuel: 600 km!

Depois de Carandaí, continuamos pela estrada estadual que já é uma das minhas preferidas. Passagens altas com vistas para a Serra de São José, ao longe; vales com grandes fazendas e um traçado que parece ter sido feito sob medida para motocicletas. Tenho certeza de que o Samuel curtiu, afinal, a escolha da rota foi completamente intencional.

Chegando em Lagoa Dourada, fizemos um pequeno tour pela parte alta das antigas igrejas, com uma breve parada para trocar as impressões sobre a rota e as pilotagens, além de alguns detalhes sobre as motos. Descemos para o centro e, lógico, para a objetivo obrigatório: rocamboles. Daí o motivo dos baús extras. Lanchamos, compramos alguns legítimos rocamboles de Lagoa Dourada e decidimos que era hora de voltar.

O retorno se deu pela mesma rota, por escolha do Samuel, que teria oportunidade de curtir novamente aquela ótima estrada, além da maior velocidade, posteriormente, na 040. No retorno, fizemos ainda algumas paradas na localidade de Arame (para trocar a bateria da GoPro) e em Carandaí (por causa de algum problema com as luvas do Samuel). Ah, foi legal poder fixar uma das GoPros na CG desta vez, possibilitando uma nova perspectiva para fotos. Vou pensar em mais formas de compartilhar as câmeras, gerando novos ângulos nos registros dos passeios.

É isso aí. Um passeio rápido remetendo à essência do motociclismo: boas estradas sem horários, rotinas ou compromissos. Liberdade.