Este sábado foi dia de um passeio solo. Minha lindinha estava de plantão, mas o dia estava perfeito para um passeio de moto. Cheguei a entrar em contato com o Samuel e o Thiago, mas estavam enrolados. Também cheguei a mencionar a ideia para o Alex que também estaria trabalhando. Confesso que chegou a bater uma certa preguiça no sábado pela manhã, ainda mais que eu tinha alguns serviços de áudio apra entregar no final de semana, além de algumas preparações para a escola, como sempre (essa vida de professor). Contudo, afastei os pensamentos das atividades rotineiras e decidi que era hora mesmo de pegar uma estrada.
Saí tarde, por volta das 9h30min, com objetivo de rodar com calma, mas almoçar na estrada. Peguei a Ténéré, fiz as verificações de praxe, calibrei os pneus e tomei o rumo da BR-040. O tempo estava frio, mas sem qualquer nuvem. Perfeito. Após o pedágio, peguei a BR-265 para Santa Bárbara do Tugúrio. As estradas estavam muito boas. A 265 tem apenas um estreitamento na pista na serra por conta de um deslizamento de terra. Passei por Santa Bárbara e percorri mais alguns quilômetros até o trevo de acesso a Paiva.
A MG-452, mais estreita, revela paisagens muito bonitas dos vales próximos à Serra da Mantiqueira. Fazia muito tempo que havia passado por ali. Nosso passeio por essa estrada tinha sido lá em 2018. Nem dá para acreditar, por ser um local tão próximo.
Em Paiva, parei e dei uma olhada pelo pequeno centro da cidade. Praça bem cuidada e a antiga estação. Paisagem típica de Minas Gerais, do interior de nossa região. Tudo muito parado, com algumas pessoas reunidas em alguns bancos e algumas crianças brincando. Era cedo ainda e resolvi seguir rumo a Oliveira Fortes.
Este trecho da estrada estava bem desafiador. Muitos deslizamentos de terra deixaram a estrada em meia pista em inúmeros trechos. Uma operação de recuperação da via estava também em curso e, por isso, vários e vários pontos estavam completamente sem asfalto, na terra mesmo, fofa ou cascalhada, em meia pista ou em sua totalidade.
Até pensei em ver o acesso para a Aracitaba, que eu e a Rochelli havíamos pegado da outra vez, mas, em razão do estado da estrada, achei melhor seguir direto para Oliveira. Próximo à cidade, o asfalto sumiu de vez, e segui por uma terra batida bem dura (acredito que já tinham jogado até um pouco de piche) até o começo da parte urbana.
Em Oliveira Fortes, passei pelo centro e resolvi visitar a igreja principal, de Nossa Senhora do Livramento. Há uma boa vista lá, por ser um ponto bastante alto. Depois, desci até a praça, onde pude parar mais uma vez para explorar o também pequeno centro. Tudo muito bem cuidado, da praça à antiga estação, muito bela, que transformou-se na agência dos Correios da cidade. Uma senhora me parou e disse que iria acontecer um encontro de motocilistas na cidade no próximo final de semana. Agradeci gentilmente a informação e, claro, vou repassar aos motociclistas conhecidos. É uma boa opção de passeio e um motivo para retornar à cidade em ou outro contexto. Depois de tirar algumas fotos, resolvi partir. Não encontrei nenhum lugar interessante para almoçar.
Segui novamente pela MG-452, agora em direção à 040. Esse acesso principal de Oliveira Fortes, partindo da 040 estava em boas condições e não tive surpresas. Estrada sinuosa e muito bonita, serpenteando através das formações da Mantiqueira. Em pouco tempo, já estava no trevo da 040 e tomei o caminho de volta.
A parada do almoço foi mesmo no retorno, logo após a subida, no Alto da Serra, uma boa parada, com um amoço self service muito bom. Ali, pude descansar um pouco e comer bem, assegurando um ótimo retorno para casa, após uim passeio simples, mas revigorante!
Depois de um tempinho sem passearmos, por muitos motivos, resolvemos voltar a explorar os arredores da Serra da Mantiqueira. A ideia era, também, testarmos as jaquetas e luvas que havíamos comprado.
Particularmente, nunca havia sequer passado por algumas cidadezinhas próximas, inclusive algumas situadas em braços da serra, a leste da 040. A ideia era fazer um pequeno circuito, visitar inicialmente Mercês, passando naturalmente por Santa Bárbara do Tugúrio, e voltar por outro trajeto, a estrada que passa por Paiva e Oliveira Fortes, antes de pegar novamente a BR-040.
Pegamos a estrada com o dia lindo e ensolarado, seguindo nossos planos. Nossa, que calor! Havia um desvio a ser feito em Santa Bárbara, por conta de um problema de infra estrutura em uma ponte. Já havíamos feito o tal desvio por dentro da cidade quando fomos a Guarapari. Mas, dessa vez, uma pequena variante de terra estava pronta, deixando as coisas um pouco mais fáceis (e interessantes).
Adoramos Mercês. Muito aconchegante e arrumada. Além disso, almoçamos num ótimo restaurante, ligado a um hotel. Achamos totalmente por acaso. Chamava-se Hotel e Restaurante Meia Lua e, contava com uma comida mineira ótima, preço acessível e atendimento de primeira linha. Ficamos admirados. Um ótimo local e um motivo para retornar mais vezes à pequena cidadezinha.
De Mercês, pegamos o trajeto de volta, dessa vez desviando para a estrada de Paiva. Passando pelo pequeno lugar, não percebemos grandes atrativos, tirando a antiga estação ferroviária que, por mais derrubada que esteja, sempre chama minha atenção.
Estrada estreita e sinuosa. Grandes subidas e descidas, típicas de serra. Asfalto em boas condições. Íamos no sentido de Oliveira Fortes quando, de repente, topamos um trevo bem interessante, com uma saída em uma descida íngreme e uma pequena placa: Aracitaba, 9 Km. Minha lindinha logo disse: "Vamos?". Olhei aquela descida íngreme e aquele asfalto horroroso morro abaixo e pensei duas vezes. Mas, já estávamos ali e, se fosse inviável, poderíamos apenas dar meia-volta e retomar nossa rota. E morro abaixo fomos. Morro acima também. A estrada era bem ruim e novamente, totalmente de serra. Dessa vez, ao contrário da estrada principal (para Oliveira Fortes), a qual tinha trechos muito altos, sobre os morros, essa parecia procurar vales, descendo sempre. Em pouco tempo chegamos a Aracitaba, com uma bonita igreja matriz e uma praça muito bem conservada. Como boa cidadezinha do interior, havia um evento com cavalos bem no centro. Estava repleta deles. Depois de uma breve rodada pela praça, seguimos nossa viagem. Voltamos ao trevo e seguimos para Oliveira Fortes.
Chegando lá, vimos mais uma pequena cidade, com um centro muito bem cuidado e uma bela estação, desativada, mas impecável (tão diferente da magnífica estação de Barbacena, a qual, infelizmente, está caindo aos pedaços).
O trecho final da estradinha, justamente o que a liga à 040, estava péssimo, com trechos repletos de buracos. Nada de mais para a Ténéré, mas, tomei cuidado extra. O retorno a partir da 040, foi tranquilo e nos ajudou a dissipar um pouco o calor que sentíamos, já que estávamos bem "paramentados".