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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Conhecendo Viçosa

Essa viagem foi daquelas planejadas previamente. Nosso plano é, sempre que possível, fazer alguma viagem para destinos mais distantes, desses que dependem de hospedagem. Pensamos em algumas opções: Nova Friburgo, Poços de Caldas, Divinópolis... Ficamos pesquisando hotéis, tendo em mente nosso orçamento e a quantidade de diárias possíveis. Acabou que a Rochelli encontrou um hotel interessante e com ótimo custo-benefício em Viçosa, uma cidade que nunca havíamos visitado. Planejamos, então, um roteiro curto, de duas diárias, afinal, Viçosa é uma cidade pequena.

Saímos na terça-feira, não muito cedo, já que o check-in do hotel começava somente às 14h. Preparamos as motos e passamos pelo centro da cidade para abastecer no Posto Avenida. Em seguida, pegamos a BR-040 em direção ao sul e depois a BR-265 rumo a Santa Bárbara do Tugúrio. Passamos pelas entradas de Mercês e paramos em um restaurante e lanchonete chamado Parada Mineira, onde pudemos tomar um cafezinho. Seguimos viagem atravessando Rio Pomba, Tocantins e depois Ubá, onde demos uma paradinha para a Rochelli passar em uma farmácia. Continuamos rumo a Visconde do Rio Branco (passando pelo contorno da cidade), São Geraldo, subimos uma serra até atingir Coimbra e chegamos, finalmente, a Viçosa.

Sobre as estradas que pegamos, o trecho da BR-265 entre a 040 e Ubá nós já conhecíamos (principalmente a parte até os trevos de Mercês). Estava com o pavimento razoável, apresentando alguns pequenos remendos. Já as partes menos conhecidas, depois de Rio Pomba, estavam melhores. A rodovia estava com o trânsito bem cheio, chamando atenção o grande número de caminhões e carretas, inclusive bitrens. De qualquer forma, aproveitamos bem o percurso, indo com bastante calma, pois estávamos com folga de tempo até o horário mínimo do check-in.

Ao chegar a Viçosa, fomos direto ao hotel, que gentilmente liberou nosso check-in meia hora antes do previsto. Trata-se do Mundial Park Hotel, bem legal e bonito, mas um pouco distante do centro. Tomamos banho, o que é sempre bom após a viagem de moto, descansamos um pouco e começamos a procurar algum lugar para ir. Até aquele momento, tínhamos apenas feito o lanche na estrada, que, embora generoso, já fazia muito tempo. Não paramos para almoçar em lugar algum, pois não sentimos necessidade. Já passava das 15h e vimos algumas opções.

Pegamos a Himalayan e saímos, agora com a Rochelli na garupa (coisa raríssima hoje em dia). O trânsito estava carregadíssimo. Não sabemos se era porque estava rolando um grande evento na cidade, a Semana do Fazendeiro (e, especialmente neste ano, comemorando os 100 anos da UFV!) ou se o fluxo nas ruas é sempre assim, congestionado. Ao tentarmos alguns dos lugares centrais que havíamos marcado em nosso mapa, tais como o Beirut Restaurante Árabe e Esfiharia e o Restaurante, Pizzaria e Choperia Noa Noa, não encontramos vaga alguma para estacionar, nem mesmo para uma moto, e isso em meio a um tráfego bem intenso e chato.

Mudamos então de ideia e fomos para o nosso plano B: o Café da Villa, que a Rochelli havia encontrado e era bem distante, nos arredores da cidade. Com custo, atravessamos o centro, enfrentando semáforos bem demorados, e chegamos ao charmoso café. É um espaço mais gourmet, mas bem legal mesmo. Gostamos das opções e da tranquilidade do local. Enquanto esperávamos, um senhor notou a Himalayan e me chamou para ver sua Royal Enfield Continental. Era praticamente vizinho do café e mostrou-me sua moto na garagem. Muito linda! Aproveitamos bem o lugar e voltamos, depois, satisfeitos para a nossa hospedagem. À noite, ainda pudemos aproveitar o jantar do hotel. Pedimos uma porção de batatas fritas com bacon e uns pasteizinhos de angu, muito saborosos.

No dia seguinte, após tomarmos café no hotel, resolvemos sair para conhecer a UFV. Pegamos mais uma vez a Himalayan e enfrentamos o trânsito, mas agora sem cair na parte mais caótica do centro. Acessamos a universidade por uma rotatória e depois por outra, mais famosa, com as colunas que são um símbolo conhecido da sua entrada. Conseguimos parar perto do edifício histórico Arthur Bernardes, que marca o centro do campus e também do evento que acontecia.

A universidade é muito bonita e organizada. Diferentemente da UFJF, onde me formei, é bem plana em sua parte central, com grandes avenidas. A Semana do Fazendeiro tinha inúmeros estandes interessantes, com informações sobre animais, máquinas, tecnologias agrícolas, produtos e muito mais. Rodamos bastante, comprei umas pimentas artesanais e a Rochelli comprou doce de leite, queijo e um massageador, kkkk. Todo mundo muito receptivo, educado e empolgado em estar lá. Almoçamos em uma praça de alimentação montada em um grande galpão onde ocorria uma feira de artesanato. Valeu muito a pena a visita.

Pedimos um carro de aplicativo para sairmos tranquilos à noite, sem a preocupação com trânsito ou vagas. Decidimos ir a um restaurante de comida japonesa, o Sushi Mirim, que fica em um shopping localizado em um calçadão (onde, obviamente, não haveria vaga alguma para moto). Achamos o restaurante muito bom, com uma porção farta e saborosa. Infelizmente, a praça de alimentação não estava tão bem cuidada nem era um espaço aconchegante para se estar à noite, mas, paciência. Essas coisas acontecem mesmo em viagens, quando não conhecemos bem a cidade. De qualquer forma, voltamos satisfeitos para o hotel.

O dia seguinte já era o momento do retorno a Barbacena. Tomamos o café da manhã e começamos a preparar as nossas coisas e as motos valentes para o trajeto de volta. Para ficar mais interessante, voltaríamos por outra rota, desta vez rumando diretamente a oeste até alcançarmos Conselheiro Lafaiete e, de lá, direto pela conhecida 040 até Barbacena.

Após o check-out, enfrentamos o trânsito e seguimos pela rota sugerida pelo Waze para deixarmos a cidade pela BR-482. Imaginei que as estradas naquela direção estivessem bem ruins, como pudemos conferir, ao menos em parte,  quando fomos até Catas Altas da Noruega há alguns anos. Porém, encontramos uma rodovia muito bem cuidada, o que não é comum aqui em Minas Gerais. Passamos pelo acesso a Porto Firme, por Piranga, pelo trevo de Catas Altas da Noruega e por Itaverava. Fizemos aquela paradinha estratégica para o café no Restaurante Pé da Serra, que já conhecíamos. Seguimos depois para Lafaiete, também atravessando a cidade, e em pouco tempo já estávamos de volta à 040.

No retorno, ainda paramos novamente para esticar as pernas e aproveitar os produtos locais na Parada da Mexerica, que é sempre boa.

Chegamos a Barbacena na parte da tarde, realizados por mais uma viagem para a nossa conta, com tudo dando certo e dentro do que programamos para nossas singelas férias.
















domingo, 14 de setembro de 2025

Neblina, café e uns quitutes

Um domingo de um feriado prolongado (dia 15/09 é feriado municipal em Barbacena, caindo nunca segunda-feira) e, sempre, um tempo para descansar a cabeça e pegar uma estradinha. A Rochelli estaria de plantão e já estávamos combinando de rodar juntos no dia seguinte, feriado de fato. Mas, sabe como é... Como ela trabalha com fotografia, poderia surgir alguma coisa de última hora e eu queria já garantir alguma rodada solo já nesse domingo mesmo. Se fosse para rodar também na segunda, melhor ainda.

O problema é aquela famosa Lei de Murphy. Ao longo de toda a semana, o tempo ficou incrível, perfeito mesmo. Céu de brigadeiro com temperaturas amenas. Nenhum sinal de chuva. Aquele tempo mesmo convidativo para a estrada. Foi terminar a sexta-feira e tudo virou. Chuva, frio, neblina... Aquela chuvinha molha-bobão, contínua e afeita a Barbacena. Passei o sábado em casa.

Por isso, no domingo, dei a louca e saí mesmo com o tempo meio instável. Chuva, não tinha, mas estava bem feio e frio. Meio sem destino, pensei que seria bom rodar pela BR-040 e, eventualmente, ir para os lados de Conselheiro Lafaiete, ou até mesmo Congonhas e além (o problema é que é a região do minério e aí já viu, né... Aquela meleca ferrosa na estrada toda - Já tivemos uma experiência bem ruim). De qualquer forma, ali até Lafaiete estaria de bom tamanho, considerando que poderia rumar para o leste também, na direção de Itaverava, Catas Altas da Noruega,etc.

Saí não muito cedo, ainda meio sem realmente uma decisão absoluta sobre o destino. Mas peguei a 040 no sentino norte. Estava bem frio, mas foi com a roupa de moto usual: calça e jaqueta de viagem, botas e luvas com os dedos cortados. Mas, passando Ressaquinha, o frio foi pegando pelas mãos e parei para trocar as luvas. Com o passar dos quilômetros, o tempo foi fechando, fechando e um nevoeiro muito denso se instalou. Toda a região de Carandaí e, principalmente, Pedra do Sino (conhecida pelos seus nevoeiros densos) estava uma verdadeira cortina branca.

Quando cheguei a Cristiano Otoni, a visibilidade aumentou um pouco, mas à essa altura, já havia decidido fazer uma paradinha para o café na Parada da Mexerica, ótima, por sinal. Lá, pude tomar um café quentinho com ótimos pães de quejo e empadas. Lanche bem reforçado, para aquecer o corpo. Aproveitei e coloquei também o forro extra da minha jaqueta, que me daria uma proteção adicional.

Apesar dessa preparação, realmente, refleti que o dia não estava lá essas coisas para aproveitar paisagens e lugares. A estrada estava até muito bonita com toda a cobertura branca, mas a umidade e o frio estavam bem intensos, chegando mesmo a chover leve em algumas partes. E visitar alguma cidade pequena assim não seria lá muito legal. Como já estávamos pensando em rodar também no dia seguinte e a previsão do tempo parecia um pouco mais promissora, resolvi voltar para casa, mas, claro, aproveitando todo o retorno com calma, curtindo cada curva.

Em pouco tempo já estava de volta, em um passeio meio doido, meio inusitado, mas que no final foi muito bom e me rendeu um café gostoso e mais alguns quitutes que eu trouxe nos baús.


sábado, 2 de novembro de 2024

Um passeio com novas paradas

Dia de dar aquela descansada na mente. Nada melhor que um passeio de moto, nem que seja por perto! Eu e o Felipe resolvemos dar um passeio de moto no sábado, pois tinha muito tempo que não fazíamos. Ficamos em dúvida sobre onde ir e no que fazer. Algumas opções surgiram e decidimos por uma delas. Fomos a Carandaí, na parada da Estação.

O Felipe havia dito que era um lugar novo e que a gente nunca tinha ido. Nada melhor que ir até lá para ver qual é. Chegando lá, nos deparamos com um ambiente bem bonito e bem novo. Mas a gente queria saber como era o lanche lá, kkkk. 

Pedimos algumas opções do cardápio. Eu pedi um pão com queijo e Felipe um pão com linguiça e salada. Comemos e ficamos bem satisfeitos com a qualidade da comida. Pedimos até mais um pão de queijo, que também estava muito bom. Apenas o atendimento que deixou a desejar um pouco. Uma menina aparentemente nova, sem muita vontade de trabalhar. Mas, vamos relevar. Na mesa mesmo me lembrei de um lugar que eu sempre tive vontade de conhecer. Chamado Parada da Mexerica, que antes era apenas uma lojinha na beira da estrada entre Cristiano Otoni e Conselheiro Lafaiete. Agora virou uma bela parada, com tudo muito bem pensado e de muito bom gosto. Fomos até lá, já que a gente estava com o dia tranquilo.

No meio do caminho uma surpresa. Um cachorrinho atordoado no meio da estrada. Felipe passou do lado, porém quando fui passar ele entrou na minha frente. Mas eu já estava atenta e reduzindo bem antes para não ir para o chão. Tive que parar a moto no meio da estrada (atitude perigosa) porém não tinha como fazer outra coisa, já que o cãozinho entrou na minha frente. Fico tão preocupada e triste em saber que o povo solta os bichinhos inocentes na estrada como se não fossem nada. Minha vontade foi descer e levar ele comigo. Mas depois olhei para trás e vi que ele havia entrado em um matagal na lateral da estrada. Espero que fique bem.

Chegando na Parada da Mexerica já fomos logo pedindo um sorvete de mexerica, que me indicaram. Eu peguei um, mas Felipe não resistiu ao picolé de milho verde, que também é minha paixão, kkkk, porém, devemos fazer escolhas. Então escolhi o sorvete de mexerica, que estava delicioso por sinal. E quem disse que resisti ao picolé de milho? Peguei um também! E que bom que peguei! Estava delicioso. Milho verde e aparentemente um toque de canela. Ai, ai... Deu até água na boca só de lembrar. Iremos voltar lá sem dúvidas. Lugar espetacular e um atendimento muito bom. Depois de comer e ir ao banheiro, compramos uns canudinhos de doce de leite e partimos de volta para Barbacena. 

Um dia tranquilo, passeio bom e revigorante. Mais um para conta e com novas paradas.