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sábado, 20 de junho de 2026

Revisitando Ouro Branco e região

Neste sábado resolvi dar uma esticada na moto e aí pensei em revisitar alguns lugares históricos. Acabei optando por ir para os lados de Ouro Branco, afinal, a estrada entre Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco é um ótimo trecho da Estrada Real, passando pelas fazendas da Varginha e Carreiras.

Saí de casa não muito cedo, com a ideia de lanchar ou almoçar em algum lugar. O frio de inverno já está pegando em nossa região e, por isso, fui precavido, separando algumas camadas extras de roupa. Optei por não colocar o forro de minha jaqueta, sabendo que a região para onde eu iria é, normalmente, bem quente.

O dia estava muito bonito, com o céu completamente azul. Peguei o contorno e, em pouco tempo já estava na BR-040, aproveitando a estrada. Mas realmente, o frio ainda estava intenso, apesar de não ser tão cedo assim. Acabei parando em uma das lanchonetes do trecho próximo a Ressaquinha para colocar o forro da minha jaqueta, assim, meu conforto aumentou consideravelmente.

Segui por Carandaí e cheguei em Conselheiro Lafaiete, acessando a Estrada Real, hoje MG-129, estrada para Ouro Branco, pela Rua Santo Antônio de Pádua.

Fiz duas paradas. Uma na Fazenda da Varginha, onde uma parte do corpo de Tiradentes ficou exposta após a sua execução, e a outra na antiga hospedaria da Fazenda Carreiras, conhecida hoje como "Casa de Tiradentes". Foi basicamente o mesmo trajeto que eu havia feito há cerca de um ano. A Fazenda da Varginha agora está muito mais bem cuidada, sem tanto mato. Animei, então, a entrar e visitá-la, juntamente com o monumento a Tiradentes, para tirar umas fotos. A hospedaria da Carreiras etá igualmente bem cuidada e também dei uma paradinha por lá. Segui, depois, para Ouro Branco.

Ao chegar, minha intenção era fugir do agito e assim descartei a ideia de repetir o almoço no restaurante Trem Mineiro. Pelo que entendi, aos sábados ocorre uma feira na rua do restaurante, o que deixa a rua lotada e as vagas bem difíceis. Optei então por ir a um supermercado que vi no Google Maps e estava com várias marcações de lanchonetes e restaurantes, inclusive da rede Giraffas. Parei no supermercado, bem grande por sinal, e dei uma olhada nas opções. Acabei optando por tomar um café em uma lanchonete de lá. Café com leite e uma coxinha de costela, aparentemente a especialidade do local. Tudo muito bom por sinal. Aproveitei para esticar as pernas e descansar, com a bela vista da magnífica Serra de Ouro Branco logo ao meu lado, na janela. Uma funcionária do supermercado, ao me ver, até me perguntou se eu iria a um encontro de motociclistas que, aparentemente, estava acontecendo em alguma cidade próxima. Falei que não. Que era só uma rodada solo mesmo. A comunidade de motociclistas é, aparentemente, bastante unida. Ela se queixou de não poder ter ido e seguiu com seus afazeres.

Terminado o lanche e passado o tempo no local, resolvi voltar, mas por outro caminho. Não estava a fim de correr o risco de fazer o retorno zoado por dentro de Lafaiete como da última vez. Optei por tomar o acesso do "minério", passando ao largo da siderúrgica e através de Lobo Leite. Da última vez em que passamos por ali pegamos uma chuva e ficamos cor de ferrugem. Deu trabalho para limpar as moto. Dessa vez, o tempo estava seco, embora a poeira de minério fosse jogada ao ar pelos caminhões que cruzavam por mim no trecho, que é a MG-443. Sobre Lobo Leite, sei que existe um carimbo do passaporte da Estrada Real na pequena e histórica cidade. Até pensei em parar lá, mas eu não estava com o meu passaporte. Bem, é motivo para retornar por aquelas bandas, com a Rochelli, para conseguirmos mais este carimbo.

Depois de atingir o acesso à 040 novamente, o retorno foi tranquilo. Pensei em dar aquela passadinha na Parada da Mexerica, mas ainda estava em fome pelo bom lanche feito em Ouro Branco. Segui de volta para casa, aproveitando cada parte da estrada e suas paisagens. Como a temperatura subiu, o dia ficou muito agradável.

Em pouco tempo, já estava em casa. Cabeça renovada.












sábado, 3 de maio de 2025

Resquícios do alferes

Esse sábado acordei com uma vontade de andar de moto devidamente, rodar mais, e resolvi sair sozinho. A Rochelli estava trabalhando — era o plantão dela — e o pessoal do grupo da moto estava meio off. Apesar de terem mandado umas mensagens no dia anterior, na sexta-feira, a coisa ficou meio parada por lá. Então, resolvi que ia sair independentemente de todo mundo. Olhei pela janela e vi que o tempo estava bem bacana: um friozinho, mas com sol. Um dia muito bonito.

Não tinha programado nada — coisa que eu gosto de sempre fazer: programar alguns destinos, algumas rotas. Mas isso não me impediu de sair. Peguei os baús, as GoPros, que tinham algumas baterias carregadas, meu GPS de trilha só para marcar o caminho, e o GPS do painel da moto para ir pensando em trajetos. A ideia era sair meio sem rumo, embora eu tivesse duas rotas em mente. Uma, mais curta, por estradas menores, me levaria até Santana do Garambéu, para dar uma olhadinha naquela cachoeira da Água Limpa e ver se melhoraram o acesso, segundo alguns relatos que recebi. A segunda opção seria seguir em direção a Lafaiete e Ouro Branco, pois sempre tive interesse por alguns pontos da Estrada Real naquela região — como o Sítio da Varginha, onde há um monumento em homenagem a Tiradentes, o inconfidente, e a própria "Casa de Tiradentes", que seria uma antiga fazenda, a Fazenda Carreiras
, usada possivelmente como hospedaria pelos Inconfidentes.

Acabei optando pela segunda opção, pois queria pegar uma estrada maior, mais rápida, e rodar um pouco mais. Desci com as coisas para a moto e saí logo em seguida. Saí por volta das nove da manhã e peguei o contorno de Barbacena, como costumo fazer para evitar o trânsito da cidade. Em pouco tempo já estava na BR-040, seguindo ao norte, passando por Vasconcelos, Ressaquinha, Carandaí, Cristiano Otoni… E logo já estava pelas bandas de Lafaiette.

A estrada estava pouco movimentada e muito agradável. O tempo frio, mas não gelado, um sol realmente muito bonito, céu sem nuvens… Estava o tempo perfeito para andar de moto.

Chegando em Lafaiete, segui a rota presente no meu GPS, porém já fazendo o acesso pelo contorno da cidade — vamos dizer assim — que se tratava de um acesso entrando por um bairro à direita, cujo nome eu não sei, e subindo diretamente até a estrada Lafaiete–Ouro Branco, que é a antiga Estrada Real.

Segui por essa estrada, que também estava com pouco movimento e tem um traçado muito bonito, serpenteando por cima dos morros, com uma vista de longas distâncias. Já era possível inclusive ver a Serra de Ouro Branco logo à frente, e fui avançando.

Quando cheguei ao Sítio da Varginha, acabei passando do ponto, porque não havia indicação nenhuma, e tive que fazer um retorno para acessar o sítio histórico. A porteira estava fechada com cadeado, então, infelizmente, não pude chegar muito perto das estruturas. Mas deu para ver o monumento em homenagem a Tiradentes — uma réplica da perna dele em exposição — e, ao longe, a sede, com algumas ruínas. Estava tudo muito mal cuidado e fechado também, não deu para ver maiores detalhes, mas consegui tirar algumas boas fotos dali.

Segui depois, passando por uma pequena comunidade (Carreiras), e após alguns quilômetros cheguei à Casa de Tiradentes - Fazenda Carreiras, que é um lugar mais bem sinalizado. Acredito que funcione como um museu, inclusive. Consegui parar a Ténéré bem em frente a essa casa, que era uma antiga hospedaria. Apesar de o interior da casa estar fechado para visitação, era possível circular por todo o entorno: os jardins, o quintal, as varandas antigas… Andar sobre as madeiras, sentir o tempo daquelas estruturas. Rendeu ótimas fotos. Foi muito bom ter ido até lá, mesmo com a casa fechada. Fiquei bem satisfeito.

É muito bom poder visitar esses locais com calma — e essa é uma das vantagens de rodar sozinho de vez em quando. Quando a gente está acompanhado, acaba considerando o interesse dos outros, os horários, os pontos de encontro. Ali não: era só eu, a moto e o que eu quisesse fazer. Esse sentimento de liberdade é muito bom.

Quando me dei por satisfeito, segui em direção a Ouro Branco e, pela previsão, chegaria muito cedo lá — antes das 11 horas ainda.

Segui pela estrada e, devido ao horário, marquei o centro da cidade como destino, porque os restaurantes provavelmente ainda estariam fechados. Resolvi parar perto da Igreja Matriz de Santo Antônio para tirar umas fotos por lá, já que a praça central histórica é muito bonita. O dia estava perfeito para fotos. É realmente belíssima a vista do centro histórico com a igreja à frente e o fundo formado pela magnífica Serra de Ouro Branco. Incrível paredão natural.

Fiquei ali por um tempo, tirando fotos, visitando o local, até mais ou menos umas 11 horas da manhã — que já estava se aproximando. Peguei a moto novamente e coloquei no GPS um bom restaurante para almoçar. Apesar de ainda ser cedo, eu só tinha tomado café com leite pela manhã e já estava com fome. Não fiz nenhuma parada na estrada também.

Lembrei-me de um restaurante muito bom que eu, a Rochelli, o Paulo e a Natália havíamos descoberto por acaso na última vez que estivemos em Ouro Branco. Naquela ocasião, pegamos uma chuvada no retorno, que sujou as motos com barro de minério. Mas dessa vez, o tempo estava muito bom.

Segui para o restaurante (Trem Mineiro) e, ao chegar no entorno, percebi que estava muito cheio. Havia uma feira livre e de artesanato rolando na rua — exatamente como da outra vez, com o Paulo, a Natália e a Rochelli. Mesmo assim, consegui parar relativamente perto e acessar o restaurante.

Foi muito bom ter voltado ali, porque as opções são inúmeras e o preço é bem legal. Pude almoçar muito bem e descansar. Fiquei um bom tempo por ali e, quando me dei por satisfeito também, resolvi voltar.

Coloquei no GPS a rota para casa, me perguntando qual caminho ele calcularia — se via Congonhas ou por dentro de Lafaiete novamente. Acabou que ele traçou a rota por Lafaiete, e eu segui. O retorno foi super tranquilo, sem pressa. A estrada continuava vazia, talvez até um pouco mais, por ser horário de almoço. Fui voltando praticamente pelo mesmo caminho que tinha feito na ida: Ouro Branco a Lafaiete. De Lafaiete, acessei a BR-040 novamente, passando por fora da cidade. Em pouco tempo, já passava por Cristiano Otoni, Carandaí, Ressaquinha e Alfredo Vasconcelos.

Cheguei em casa por volta de 13h30min, realizado por ter feito um passeio solo muito bom, muito contemplativo, muito tranquilizador, aproveitando essa oportunidade de visitar paradas históricas tão interessantes. E os registros de foto sempre vão reavivar minha memória.

Viagem de moto é tudo de bom!