sexta-feira, 25 de março de 2022
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sexta-feira, 21 de agosto de 2020
Retorno a Prados
A necessidade, mais uma vez, gerou a oportunidade para um passeio de moto. Novamente, precisaríamos ir a São João del-Rei para buscar um importante remédio manipulado para o Jetsan, cão da Rochelli. Nossa última ida à cidade tinha sido justamente por este motivo.

Bem, seria então, obrigatoriamente, uma viagem em repetição. Mas daí tive a ideia de fazer a mesma viagem, porém buscando outros trajetos. Isso é sempre interessante, como demonstrou nosso último passeio com a viagem a Juiz de Fora via estrada de Tabuleiro. Especificamente, havíamos passado somente uma vez pela cidade de Prados, quando fizemos uma verdadeira peregrinação por carimbos do passaporte da Estrada Real. Já fazia tanto tempo! Só que a lembrança nítida que tínhamos era a visão da linda estrada que passa na face norte da impressionante Serra de São José. Para mim, que sempre visitei a cidade de Tiradentes, é como um dark side da serra, o lado desconhecido. Seria ótimo poder voltar àquela estrada.
Tudo pronto, combinado, iríamos partir em plena quinta-feira (folga dos plantões da minha lindinha) rumo a São João pela BR-265, planejando o caminho rápido e tradicional. O melhor ficaria para o retorno. Alguns contratempos. Ao chegarmos no estacionamento com tudo (baús, câmeras, já vestidos com as roupas de viagem) percebi que justamente o trajeto de volta não havia sido carregado no Etrex 10, nosso GPSzinho de viagens e trilhas. Pena, pois sempre é bom ter uma rota marcada quando vamos pegar estradas menores, geralmente com sinalizações deficientes e que passam por dentro de pequenas cidades. Outra coisa: era prudente abastecer. Apesar do combustível no tanque provavelmente ser suficiente para ir e voltar, nunca é bom sair com a quantidade "certa". É bom ter uma folga. Orientação sempre dada pelo meu pai (e pelos pilotos de avião, kkk). Não compensava subir, ligar o computador para carregar as rotas novamente. Saímos então para uma viagem à moda antiga, ou seja, confiando nas indicações da estrada e em meu senso de localização (que, modéstia a parte, é muito bom). Abastecida a Ténéré, pé da estrada para São João.
A viagem de ida transcorreu sem problema algum, por uma estrada que também já está se tornando uma velha conhecida, ao lado da BR-040. A cidade, linda, com aquele sol e luz de inverno. Fomos primeiro à farmácia, cumprir com nosso objetivo primário. Depois, devidamente mascarados, fizemos uma breve visita à praça em frente à famosa e imponente Igreja de São Francisco de Assis.
Saindo de São João, agora sem o suporte do GPS, atravessamos a cidade, pegando a saída para o aeroporto, a estrada para Resende Costa e Lagoa Dourada. Alguns quilômetros depois, encontramos o trevo para a estrada de Prados. Depois de andar bem pouco, já fomos recompensados. Que estrada linda por "trás" da Serra de São José. certamente um percurso que merece ser revisitado de vez em quando.
A pequena cidade de Prados é um charme. Mesmo em um contexto triste de pandemia, dá para ver que é um lugar bem legal para planejarmos uma visita mais demorada. Passamos por incontáveis oficinas e ateliês de artesanato. De lá, trafegamos por pequenas e antigas estradas que serpenteavam por fazendas. Seguimos para Dores de Campos com suas fartas lojas de trabalho em couro e selarias e, de lá, retornamos para a BR-265 chegando em Barroso.
Como não havíamos almoçado ainda (e eu já estava morto de fome), paramos em uma lanchonete no trevo da cidade. Comemos um delicioso pão de queijo recheado e, assim, ficamos aptos a percorrer a perna final de nosso passeio, voltando para Barbacena.
Bons demais esses caminhos mineiros!
domingo, 6 de outubro de 2019
Oeste de Minas
Combinamos de sair no domingo eu, a Rochelli, o Filipe meu cunhado, acompanhados do Rodrigo (irmão do Filipe) e a Bianca (esposa dele). Tudo certo, encontramos por volta das 9h para sairmos. O Rodrigo disse que havia sim passagem pelas pontes caídas, o que possibilitaria percorrer o trecho todo da antiga linha férrea (algo que sempre quis fazer de moto, mas julgava impossível, desde os tempos das saídas de bicicleta). Eu e o Filipe não queríamos fazer trilha e sim um passeio tranquilo, mas concordamos em ver como estavam as tais passagens.
Ao invés de seguirmos para o Faria, tomamos o rumo de Campolide, antigo ponto de entroncamento da ferrovia extinta. Interceptamos o leito velho logo após a localidade, quando saímos da rodovia e passamos a transitar pela estrada de terra repleta de seixos rolados deixada pela estrada de ferro.Belas paisagens, passagens estreitas. O Rodrigo e a Bianca na frente, davam boas esticadas com a Lander deles (que, por sinal, acho muito bonita - tendo a gostar de motos laranjas, kkk). Como trilheiro que é, o Rodrigo adora estradas mal cuidadas. Eu, a Rochelli e o Filipe fomos seguindo com nossas Ténérés, no nosso ritmo, curtindo as paisagens e registrando com fotos e vídeos.
Passamos por uma antiga estação, já transformada em alguma moradia, também pela Usina de Ilhéus, logo chegamos a um trecho em que havia um desvio, certamente devido à queda de uma ponte. A passagem, em meio a sítios, era mais acidentada e levava a uma pequena ponte em um vale mais apertado. Subidas e descidas com um pouco de cascalho, mas nada mal. O desvio era bem feito, tranquilo para as motos. Retornando ao velho leito, depois de andarmos mais uns quilômetros, chegamos a uma linda cachoeira, onde paramos por alguns momentos. Aproveitamos para tirar fotos todos reunidos. Muito, muito bom.
Seguindo pela estrada, mais um desvio. Este, bem acidentado. Saímos com as motos por uma pequena e estreita trilha à direita da velha estrada de ferro. Descida acidentada, que objetivava a passagem sobre um riacho. O problema da passagem, a princípio, é que minha moto possui descanso central que a deixa bem baixa. Raspou um pouco quando passei por sobre uma elevação, mas deu certo. Passei sozinho, pois minha lindinha não animou. Na verdade foi melhor: com duas pessoas, a moto teria ficado ainda mais próxima ao chão.
Vencidos os percalços, seguimos pela linha até a Usina de Lavras, onde paramos novamente. Dali para frente, eu e a Rochelli conhecíamos o caminho (e também lembrávamos da beleza da estrada). Seguimos até a ponte de Severiano Resende, onde deveríamos decidir se continuaríamos até Barroso pela linha ou se voltaríamos pela estrada da localidade do Faria. Decisão de todos: Barroso. Continuamos.Dali para frente, margeamos o Rio das Mortes até a chegada à cidade. Alguns trechos de retas permeados por partes com curvas e pontes. Em Barroso, o Filipe e o Rodrigo buscaram o melhor percurso para alcançarmos a rodovia (BR-265). Dela a Barbacena, foi o retorno de um pulo.
Este memorável passeio nos fez imaginar a época em que as marias fumaças faziam a ligação entre Barbacena, Campolide e Barroso. Muito bom revisitar essas históricas passagens e paisagens!












































































