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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Amigos, terra e cachoeira

Já estávamos secos para dar um passeio de moto. Final de ano é fogo. A gente pensa que o agito acabou, mas até a virada do ano tudo fica muito doido. Fato é que com o início de 2019 e as semi-férias de janeiro (nosso estágios continuam a todo vapor), colocamos os passeios dentro de nossas prioridades.

Entrando em contato com o Pedro e a Luíza, descobrimos que eles estavam em Barbacena! Oportunidade de programar um passeio, mesmo que curto. A quinta-feira não era o dia em que estávamos exatamente pensando em sair (a Rochelli madruga na sexta por conta do estágio dela), mas veio bem a calhar. Alguns destinos em mente, todos próximos, mas resolvemos dar um pula na cachoeira do Fagundes, ali logo depois de Antônio Carlos. Para deixar as coisas mais interessantes, faríamos mais off, pegando a Linha da Oeste entre Campolide e Antônio Carlos. Tínhamos ido àquela cachoeira faz muito tempo, quando fomos a João Ayres, ainda com a Brosinha. Agora seria bom ver de novo como estava o lugar, além de mostrá-lo a nossos amigos. O Pedro estava doido para entrar em qualquer água que fosse, kkk. O calor está mesmo de matar.

Encontramos no posto de gasolina e seguimos para um passeio tranquilo e muito bonito. O dia estava um pouco nublado, mas muito quente. Pegamos a estrada para Campolide e depois a antiga Linha da Oeste, saindo em Antônio Carlos. Depois, tomamos o rumo de Curral Novo, mas saímos da estrada quando encontramos a entrada para a cachoeira do Fagundes, que fica próxima a uma barragem.

Quando chegamos percebemos a barragem completamente cheia e a cachoeira, com um pequeno fluxo d'água. A água não estava muito limpa e acreditamos que seja em razão do pequeno volume. De qualquer forma, paramos as motos e descemos pelas pedras até encontrarmos um bom lugar, plano, para fazermos nosso "piquenique". É, piquenique entre aspas, pois eu e a Rochelli não nos programamos direito por conta dos estágios e só levamos água... Que vergonha! Nosso amigos não se importaram e levaram uns biscoitos e salgadinhos.

Ótimo momento para conversar e aproveitar a natureza em um lugar tão pertinho de nossa terra! Saímos já ao entardecer com planos de comer um bom hamburguer artesanal no Morada, em Barbacena.

Bom demais rever amigos (principalmente os motociclistas, kkk). Ótimo passeio!




sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Antiga parada

Ferrovias estão no meu sangue, pois sou filho e neto de ferroviários. Além disso, tornaram-se também meu objeto de estudo em minha graduação em História. Daí, destes interesses também surgem destinos.

A localidade de João Ayres, no município de Antônio Carlos, abriga uma estação magnífica (hoje abandonada, com o declínio dos trens de passageiros) e sempre tive curiosidade de conhecê-la, assim como outras estações de ferrovias antigas da região.

Tivemos então a ideia de um passeio breve, aproveitando a oportunidade de conhecer não apenas esta estação, mas também a Cachoeira do Fagundes, bem conhecida do pessoal daqui de Barbacena, mas que também fica em Antônio Carlos.

Pegamos a estrada num dia muito bonito, não muito quente, mas com bastante sol. A estrada é de asfalto até Antônio Carlos e depois, acompanhando a ferrovia, segue de terra, mas bem cuidada. Como sempre, a Rochelli aproveitou para fotografar paisagens, a estrada, sedes de fazendas, etc. Em um ou outro ponto pior, passamos dentro de grandes poças, o que foi divertido, além de uma passagem de nível cruzando a própria ferrovia. A Bros, como moto altinha, passava muito bem por todos esses pequenos percalços.

Depois de algum tempo rodando, avistamos a estação, ainda imponente apesar do abandono. havia muito mato, alto, e chegar próximo à construção seria difícil. Mas valeu a pena conhecer e tirar muitas fotos do que, um dia, foi uma importante construção, servido tanto a passageiros como a cargas de todo o tipo.

De lá, voltamos com a ideia de, novamente a partir de Antônio Carlos, visitarmos a Cachoeira do Fagundes. Seguimos pelo asfalto na direção do Curral Novo para Bias Fortes. Alguns quilômetros depois, pegamos um desvio de terra batida à direita, numa estrada que serpenteava por muitos morros. Estrada de terra, mas muito larga.

Chegando na localidade do Fagundes, vislumbramos uma grande represa, com fazendas ao redor. Próximo, na descida, um conjunto de quedas d'água muito bonito, em meio à mata nativa. Aproveitamos o visual para algumas fotos e andamos um pouco. Como não havíamos pensado em entrar na água (nem levamos toalhas ou roupas de banho) e ficamos preocupados em deixar a moto sozinha, longe lá em cima, ficamos pouco tempo também. Bem, a ideia era passear mesmo.

Voltamos felizes e curtindo, mais uma vez como só uma viagem de moto é capaz de propiciar, a estrada e o percurso.

Mas dois destinos para marcarmos no mapa dos visitados.