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sábado, 16 de maio de 2026

Passada por Dores e Lagoa

Este sábado foi o dia de voltar a pegar a estrada. Acabei contraindo uma virose ou algo parecido e fiquei mal. Em recuperação e com uma tosse danada, estava querendo pegar uma estradinha ao menos para descansar a mente. Sabia que estava acontecendo um encontro de motociclistas em Dores de Campos. Apesar de eu não ser um frequentador assíduo de encontros (acho todos um tanto quanto parecidos), poderia ser uma oportunidade de dar um pulo na pequena cidade.

O pessoal do grupo de moto até pensou em ir lá, mas acredito que acabaram desanimando. Minha ideia também não era ficar muito tempo no evento, mas apenas usá-lo como justificativa para rodar um pouco (como se precisasse de alguma...). Resolvi enviar uma mensagem para o Samuel e o Charles, para ver se estavam tranquilos. O Samuel estava enrolado, mas o Charles topou na hora. Avisei que estava meio doente e que a minha ida estaria condicionada a, pelo menos, uma boa noite de sono.

Bem, amanheceu o sábado, um dia bem bonito. Havíamos combinado de não sair muito cedo, por volta das 9h. Estava me sentindo bem, apesar da tosse meio chata. Mas pegar um ar puro realmente iria me ajudar, como mais tarde se confirmou.

Nos encontramos no Parque de Exposições e partimos rumo a Dores de Campos, via Barroso. A estrada estava tranquila, a moto, ótima, como sempre. Eu e o Charles adotamos um ritmo de cruzeiro tranquilo, o que é sempre legal para passeios — e isso apesar de a moto dele ser, na verdade, uma esportiva (a Honda CB650R). Depois de deixarmos a BR-265, a estrada de Dores também é bem bonita, convidativa às motos e está bem cuidada. Muito por conta de a cidade ser sede da Marluvas, indústria conhecida por seus calçados e EPIs.

Assim que chegamos à cidade e localizamos o ponto do encontro, percebemos que não haveria movimento nenhum naquela manhã. Barracas e palco montados, mas fechados. Umas poucas pessoas na praça e algumas bandeiras de motoclubes. Descobrimos que, no sábado, as atividades estavam marcadas para começar às 13h. Mal passava das 10h. Eu já estava com fome, pois não havia tomado café da manhã. Então, precisaríamos procurar um lugar para comer. Como não conhecíamos lanchonete alguma por ali, propus o mais seguro: seguirmos viagem para Prados e depois pegarmos o caminho de Lagoa Dourada, onde poderíamos saborear um bom café e lanchar n'O Legítimo Rocambole, que já se tornou tradicional para minhas paradas. O problema, para o Charles, é que a rota é repleta de quebra-molas nas cidades pequenas, além de trechos de bloquetes e calçamentos meio ruins, o que não combina com a motocicleta dele. Mas o Charles é de boa e não viu problema algum. Iríamos tranquilos, passando bem devagar nessas partes. Seguimos.

Avançamos lentamente por Prados e, em seguida, pegamos a MGC-383 rumo a Lagoa Dourada. Outra estrada muito bonita, com trechos altos e vales. Estava com um movimento maior, por ser a ligação mais natural entre a região de São João del-Rei e Tiradentes com a região da capital mineira. Chegamos sem demora a Lagoa e paramos no Rocambole, onde pudemos lanchar e conversar bastante.

Para o retorno, escolhemos a rota mais tranquila para Barbacena, passando por Carandaí. Voltamos curtindo cada quilômetro desse conhecido trecho. O asfalto já tem dado sinais de desgaste, não sendo mais aquele tapete de outrora, mas o caminho pelas grandes plantações serpenteando por vales e altos dos morros proporciona ótimas vistas.

Ao passar por Carandaí, lembrei-me do novo viaduto sobre a ferrovia e, tomando a dianteira, fiz questão de que passássemos bem pelo centro da cidade, acessando a nova passagem. Ficou aparentemente muito bem executado, com subidas e curvas bem suaves e sua saída contornando a rodoviária. Bem legal.

De Carandaí, seguimos normalmente até Barbacena, rendendo um pouco mais por estarmos na BR-040. Ao chegarmos, paramos no Mart Minas para nos despedirmos. Eu aproveitei para comprar umas coisas lá para casa.

Depois disso, foi só tomar o rumo de casa e aproveitar o resto do sábado para descansar um pouco.







sábado, 9 de agosto de 2025

Rocambole de presente

Hoje foi dia de dar um pulo em Lagoa Dourada. Sempre um destino legal, com boas estradas e paisagens.

A ideia era buscar um rocambole para presente do Dia dos Pais. E pegar uma estrada é sempre bom.

Saí logo pela manhã pela BR-040, rumo a Carandaí para depois pegar a sempre ótima estrada para Lagoa, onde iria aproveitar, claro, para tomar um bom café.

Cheguei ao Legítimo Rocambole de Lagoa Dourada, pedi meu tradicional café com pão de queijo e um rocambole de doce de leite com morango para o meu pai. A loja estava repleta de gente em razão da parada de um ônibus de excursão, praticamente em frente. Apesar do tumulto, fui muito bem servido.

Para o retorno, resolvi tomar o caminho de Prados, Dores de Campos e Barroso.

O dia estava muito bonito e outra estrada bem pitoresca é aquela que passa atrás da Serra de São José, para alcançar Prados. Para minha surpresa, o trecho todo havia sido recapeado e estava ótimo de rodar. Da última vez em que passei por ali, estava repleto de buracos e remendos. Depois de passar pela parte central de Prados, calçada, a viagem de retorno fluiu muito bem, através de Dores e alcançando a BR-265 em Barroso.

Em pouco tempo, já estava de volta em casa, com o presente que levaria no dia seguinte, domingo do Dia dos Pais.

O importante é rodar sempre...




domingo, 23 de junho de 2024

Meditação

Viajar de moto tem sido meu principal escape. Não interessa tanto para onde ir, mas apenas a estrada, os caminhos, o percurso.

Neste sábado minha lindinha estaria de plantão, então, se eu quisesse passear, teria de ser mais um dos passeios solo. Ela também estava recuperando de uma virose e eu mesmo tinha andado tendo umas crises de dor na coluna. Alguma coisa de postura que de vez em quando me ataca mesmo.

Apesar disso, acordei bem. Tinha deixado as baterias das câmeras carregando na véspera, só para garantir mesmo. Não tracei rota alguma para o GPS, mas tinhas algumas direções em mente. Coloquei a roupa de viagem e desci com os baús da moto. O dia, como tem sido nesta época, estava maravilhoso, sem nuvem alguma e ameno. Até um pouco frio pela manhã. Do jeito que mais gosto. Não era um dia para ficar em casa mesmo. O tanque, já estava cheio: um convite.

Saí com a Ténéré e peguei a BR-265 no sentido Barroso. A estrada simples, porém com acostamento, está bem mantida. Não havia muito movimento no trecho que peguei.

Em Barroso, peguei a estrada para Dores de Campos e segui pelo traçado sinuoso, com subidas e descidas. Quando cheguei à pequena cidade, aproveitei para parar no centro, onde estava havendo uma feira. Parei em frente à Igreja de Nossa Senhora das Dores e tirei uma foto para um colega de trabalho dorense.

De Dores, segui rumo a Prados, que era uma de minhas ideias de lugares ou direções para seguir (em momento algum me passou pela cabeça a palavra "destino"). O trecho da estrada entre Dores de Campos e Prados está horrível. O asfalto original sumiu em meio a inúmeras camadas de remendos de diversas épocas. Difícil acreditar, pois parece que seria muito mais fácil passar uma camada contínua de asfalto na estrada toda do que montar aquele verdadeiro quebra-cabeças de materiais para remendos. Ainda bem que a Ténéré é uma moto alta e de uso misto. Depois da rotatória de acesso à antiga estação de Prados, a qual já visitamos uma vez, o piso da estrada melhorou um pouco. De qualquer forma, como eu não estava com pressa de jeito nenhum (quanto mais rápido se anda, mais rápido o passeio acaba... kkk), curtia cada tipo de estrada diferente e em condições diversas pelas quais passava.

Chegando em Prados, pensei em procurar um local para comer alguma coisa. O centrinho estava bem movimentado e me lembrei que, naquela pequena cidade, pouco tinha andado. Parece que Prados sempre foi uma cidade pela qual passamos, mas só paramos realmente uma única vez, faz tempo, buscando carimbos da Estrada Real. Como sempre dou uma olhada em mapas das cidades (é um passatempo que tenho), lembrei-me que uma das ruas à esquerda daria acesso a uma parte com arquitetura colonial. Encontrei uma rua bastante estreita (acho que mais parecia uma viela) e muito íngreme. Como imaginava, saí em um pequeno platô na colina, onde foi construída a bela Matriz de Nossa Senhora da Conceição. A cidade tem várias partes bonitas que já conhecia, principalmente a parte antiga que acompanha a estrada e o pequeno córrego central. Mas foi muito interessante explorar esta parte alta (e histórica da cidade). Minas Gerais realmente tem grandes tesouros. Pena que é um estado que tem sido tão mal administrado nas últimas décadas. Depois da visita, segui a estrada na direção noroeste, contornando a maravilhosa Serra de São José.

Buscando a saída para a MG-383, lembrei-me de uma pequena igrejinha, pela qual sempre passávamos quando rodamos por aquela estrada de Prados. Sabia que ela ficava já bem próximo ao trevo com a 383 e, quando a vi, dei uma paradinha para algumas fotos. Bem legal a vista, já que é um lugar alto e até bem ermo.

Quando cheguei ao trevo, poderia seguir para Resende Costa ou Lagoa Dourada, no sentido Belo Horizonte, ou voltar no sentido São João del-Rei. Não estava muito a fim de atravessar São João para o retorno, mas ao mesmo tempo ir direto a Resende ou a Lagoa, cidades que visitamos já com uma boa frequência, não fazia tanto sentido também. Mas aí lembrei-me também de Coronel Xavier Chaves, uma pequena cidade cujo trevo de acesso não ficava muito longe dalí, seguindo pela 383 na direção de São João del-Rei e que tínhamos visitado apenas uma vez (coincidentemente, no mesmo dia em que fomos à antiga estação de Prados). Era para lá que eu iria.

O dia continuou muito bonito e a MG-383 estava até que bem movimentada. Depois do trevo, foram poucos quilômetros percorridos na estrada de acesso a Coronel Xavier Chaves e, em pouco tempo, já estava no centro da cidade. Revisitei a igreja de pedra (Nossa Senhora do Rosário), a bonita praça central e, dessa vez, parei próximo à Igreja de Nossa Senhora da Conceição, que aparenta ser a matriz do local.

Dali, teria que pensar no retorno. Resolvi voltar à 383, mas ainda desanimado de atravessar São João. Decidi tomar o rumo nordeste e ir em direção a Lagoa Dourada. Lá, poderia fazer uma parada e ainda trazer uns rocamboles para o pessoal de Barbacena. Chegando no Legítimo Rocambole, fiz um bom lanche e peguei as preciosas encomendas. O tempo foi ficando meio nublado, do nada.

O retorno de Lagoa Dourada, acessando a BR-040 através de Carandaí, é já um percurso muito conhecido, mas sempre prazeroso, com belas vistas. Como de costume, passei por Bandeirinhas e Arame, atravessei Carandaí e logo já estava retornando pela rodovia principal.

Mais um passeio de refazimento e desconexão com a rotina do dia a dia. Acaba sendo como uma meditação: esquece-se do passado e futuro, focando-se totalmente no presente e na experiência sensorial que ele proporciona.

Mas, ao contrário da meditação do pensamento, essa te leva para lugares reais, concretos e... incríveis.