domingo, 30 de agosto de 2026

Capacete novo

Hoje foi um daqueles dias de sair só para pegar a estrada. Minha ideia era pegar a moto e tomar um café ou lanchar em algum lugar. Com a Rochelli de plantão, seria um passeio solo.

Ultimamente, estou tendo umas dormências meio estranhas do lado esquerdo do corpo e, após algumas consultas médicas, ficou estabelecido como causa provável alguma lesão na coluna cervical. Fui adotando várias mudanças na rotina (pilates, fisioterapia) e de postura (posições no computador, móveis, etc.). Uma das alterações que fiz foi comprar um novo capacete. Apesar de gostar muito do meu Helt Cross, já estava achando a peça meio barulhenta com a mudança de moto (a bolha da Himalayan, mesmo a alongada, é menor do que a que eu tinha colocado na Ténéré). Além disso, por ser um modelo cross, é mais pesado, somando-se ao peso de toda a estrutura das GoPros com seus suportes colados firmemente ao casco.

Optei, então, por uma solução mais tradicional e leve: um Axxis Panther, que não é cross e não tem pala, mas é bem mais leve, aerodinâmico e silencioso. Suportes para a GoPro não ficam mais no capacete e, para isso, terei de fazer alguns experimentos.

Acabei saindo mais tarde e queria mesmo pegar uma rodovia mais rápida, para ver como o equipamento recém-chegado se daria na estrada. Já havia dado uma saída rápida na BR-040 outro dia e gostado bastante do desempenho, mas, desta vez, o usaria por mais tempo.

Resolvi seguir para o norte, rumo a Carandaí, e verificar opções de lugares para lanchar (ou almoçar, já que estava ficando tarde). Fixei a GoPro no bagageiro utilizando um bastão de fibra de carbono que tenho (depois vi que o ângulo não ficou tão legal para as viagens, mas foi o que deu para fazer por enquanto). Comprei outros suportes que ainda estão a caminho: um para o ombro e outro para o guidão da moto.

Peguei a estrada. O dia estava muito bom para rodar. Meu plano era tentar comer algo simples em um lugar diferente até Carandaí. Se eu não encontrasse nenhum local interessante ou que valesse a pena, faria aquela parada de lanche lá no Restaurante Estação Carandaí, talvez provando o almoço deles, que ainda não conheço.

Contudo, antes de chegar a Carandaí, lembrei-me do Roda D'Água, que agora se chama Restaurante Engrenagens, e dei uma parada por lá. Vi que o ambiente havia mudado bastante desde o dia em que eu e a Rochelli tentamos parar ali — na época, não tínhamos gostado muito. Parece ter mudado de proprietário ou algo do tipo. Estava saindo um ótimo almoço no fogão a lenha com churrasco e preço muito bom (tanto por pessoa quanto por quilo). Resolvi experimentar e não me arrependi.

Dali, voltei para Barbacena, pois já havia combinado de dar uma passada na casa dos meus pais à tarde.

Mais um bom local para dar aquela esticada nas pernas e fazer uma refeição quando estiver por aquelas bandas!



sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Origens de Tiradentes

Hoje foi um dia em que resolvi ir a um lugar que há muito tempo está na minha lista de interesse: a Fazenda do Pombal, antiga propriedade onde Tiradentes viveu sua infância. Nunca foi um destino difícil de ir ou distante, pois está localizado no município de Ritápolis, com acesso pouco depois de São João del-Rei. Contudo, sempre fomos passando outros roteiros na frente, por diversos motivos. Nesta sexta-feira, aproveitando que eu não tinha aula na escola, resolvi pegar a Himalayan e visitar, finalmente, o local. Era dia de plantão da Rochelli e por isso fui sozinho, mas já imaginando que visitar um punhado de ruínas históricas (restou muito pouco das construções do período colonial) não seria um programa tão atrativo para ela.

Saí logo pela manhã, mas sem pressa, sabendo de antemão que o trajeto seria bem curtinho: pegando a BR-265 direto para São João e depois a estrada que vai para Ritápolis, com um pequeno trecho desconhecido de terra antes de chegar à propriedade. Como acabei tomando um cafezinho antes de sair de casa, não parei em lugar algum na ida — em nenhum daqueles pontos onde geralmente paro para lanchar. A estrada estava ótima e o tempo, nem se fala. Dia lindo, sem qualquer nuvem e com temperatura bem amena, como prefiro.

Em pouco tempo, já estava atravessando São João e a avenida que dá acesso à estrada para Ritápolis. Passei em frente ao campus da UFSJ e, depois de alguns quilômetros, peguei, à direita, a pequena estrada de terra que leva à fazenda. Passei por algumas pequenas pontes e por mata-burros dispostos no sentido longitudinal da pista — o que é um perigo para motos —, mas, por sorte, tinham instalado um gradil sobre um dos lados, possibilitando a passagem sem maiores preocupações. A estrada, simples, porém bem conservada, é estreita e bem plana, por se tratar, em boa parte, do leito antigo da Estrada de Ferro Oeste de Minas, acompanhando o curso do Rio das Mortes.

Ao chegar, já pude ver um cuidado especial com a estrutura da fazenda logo na entrada: placas de identificação e de informações, local designado para estacionamento, entre outras melhorias. Uma funcionária se apresentou assim que estacionei a Himalayan, mostrando todas as instalações e possibilidades do local. Trata-se de um espaço de preservação ambiental e cultural. Além dos alicerces e ruínas da antiga casa de Tiradentes, há os vestígios de um engenho do século XVIII e também construções mais recentes, acredito que de meados do século XX, contando com banheiros para o público, maquetes do local no período da Inconfidência Mineira e outros prédios administrativos. Havia partes passando por obras de renovação e ampliação. Há também várias trilhas pelo parque, bem sinalizadas, e muitas mesinhas rústicas, bancos, brinquedos para crianças confeccionados em madeira, etc. Uma excursão com um ônibus repleto de idosos estava lá para conhecer a fazenda e percorrer uma das trilhas. Eu optei por não fazer caminhadas longas dessa vez; ficará para uma próxima. Mas pude andar pela área central, examinar as interessantíssimas ruínas e ainda caminhar pelo trecho que leva ao encontro dos rios Santo Antônio e das Mortes, onde há um bonito deque com mirante para as águas.

Aproveitei o tempo que passei na fazenda para curtir a natureza e arejar bem a cabeça. Achei um ótimo lugar para espairecer, conhecer e passear. Eventualmente fazer um piquenique, quem sabe. Um lugar para revisitar, certamente. Antes de sair, as funcionárias me alertaram para que eu assinasse o livro de visitas (eu já ia me esquecendo, apesar de ter falado, no início de tudo, que fazia questão de assinar).

Saindo da fazenda, pensei sobre o retorno. Não queria atravessar novamente o centro de São João del-Rei, com seu trânsito carregado, somente para retornar pela mesma rota. Essa decisão me deixava duas opções alternativas de regresso: a estrada de Prados ou a volta por Lagoa Dourada e Carandaí. Optei por Lagoa e pelo caminho mais longo, lembrando-me de uma lanchonete com pão de queijo recheado recomendada pelo meu irmão Leonardo, nas proximidades de São João, justamente perto dos bairros por onde eu passaria para pegar as estradas de retorno.

Por azar, o local do pão de queijo estava fechado, apesar de constar como aberto no Google Maps naquele horário. Bem, segui viagem rumo a Lagoa, já com a parada para o lanche/almoço estabelecida: O Legítimo Rocambole de Lagoa Dourada, onde pude comer super bem.

De Lagoa, peguei a belíssima estrada para Carandaí, com o tempo aberto e a ótima visibilidade propiciando enxergar longe, muito longe. De Carandaí, segui pela conhecida BR-040 de volta para casa.

Um passeio exploratório e renovador!













domingo, 2 de agosto de 2026

Um pulinho em Oliveira Fortes

Hoje foi dia de dar uma volta e pegar a estrada. Como sabia que estava acontecendo o encontro de motociclistas de Oliveira Fortes, acabei decidindo dar uma passada por lá, mesmo sabendo que provavelmente não haveria quase nenhum movimento, por ser uma manhã de domingo.

O tempo estava bom e convidativo a rodar um pouco. Peguei a Himalayan e desci pela BR-040, com pouco movimento na rodovia. Acessei o trevo de Oliveira Fortes tomando a estrada de acesso à pequena cidade. O trecho estava bem conservado, com seu traçado serpenteando por entre os braços da serra.

Chegando a Oliveira Fortes, como esperado, o encontro já estava praticamente finalizado. Havia apenas alguns motociclistas pela cidade, provavelmente parte do pessoal que acampou e já arrumava suas coisas para partir. Como sempre digo, não sou um grande entusiasta desses eventos. Na verdade, servem basicamente como motivo para ir a um destino específico — embora eu prefira visitar os lugares em dias comuns, para realmente conhecê-los em sua rotina, e não tomados por barracas que vendem essencialmente as mesmas coisas.

Depois de dar uma olhada no centro e tirar umas fotos, peguei o caminho de volta, buscando aproveitar bastante as belas estradas e as paisagens de serra no dia ensolarado. Até pensei em dar aquela paradinha no Alto da Serra, talvez até mesmo para almoçar, mas acabei tomando o rumo de casa.

Temos que aproveitar as oportunidades, mesmo que curtas, para quebrar a rotina, não é mesmo?



sábado, 25 de julho de 2026

Encontros e desencontros

Mais um daqueles encontros de moto conhecidos por todos, que eu e o Felipe nem achamos tão legal assim. Na verdade, enjoamos bastante, rsrs. Porém, como o pessoal do grupo estava animado, topamos. Na noite anterior, avisaram que sairiam de Barbacena às 12h — um horário que eu e o Felipe não curtimos muito para sair, pois gostamos da manhã, de pegar a estrada cedo. Mas como alguns trabalhavam até certo horário, nós entendemos.

Para completar, o Léo, irmão do Felipe, estava em São João del-Rei com a namorada (que mora lá) e nos convidou para almoçar, já que iríamos para a cidade de qualquer forma. Claro que aceitamos! Saímos por volta das 10h para chegar bem no horário do almoço. Deu certinho: assim que chegamos, o Léo já estava se aproximando do restaurante escolhido. Infelizmente ainda não foi desta vez que conhecemos a namorada dele, pois ela estava trabalhando no dia e horário em que marcamos, mas esperamos novas oportunidades em breve!

Almoçamos no Restaurante Villeiros, perto de onde o Leonardo estava hospedado. Comida muito gostosa e com bastante variedade. O preço era um pouco mais salgado, mas super compreensível por ser uma cidade turística. Comemos e batemos bastante papo. Em seguida, fomos até uma praça onde haveria um evento (uma corrida noturna), nos despedimos dele e pegamos as motos para ir ao ponto do encontro de motociclistas. Não era tão longe de onde estávamos, mas a pé não dava... dois sedentários kkk.

Chegando lá, achamos o local bem organizado, bom para estacionar as motos e seguro. Deixamos as tralhas nelas e fomos dar uma volta. Para mim, o mais legal desses eventos é ver tantas motos diferentes e bacanas. Desta vez tinha bastante Royal Enfield — coisa que a gente nem reparava antes de o Felipe ter a dele, ou porque realmente não tinha tantas antes de abrirem uma concessionária perto da gente. Fiquei babando em uma Classic preta fosca que estava parada lá. Nossa, que moto linda! Quem sabe em um futuro próximo? Vamos trabalhar bastante para isso.

Ah, esqueci de contar que o Felipe enviou mensagem para o Charles antes de sairmos de Barbacena, avisando que iríamos e perguntando se ele não queria se juntar a nós. Ele topou na hora e disse que sairia em breve kkk. Superanimado, topa tudo! Depois de um tempo rodando por lá, ele chegou com um casal de amigos. Pessoal superbacana também!

Caminhamos um pouco com eles e aproveitei para comprar uma luva nova, pois a minha velhinha estava machucando bastante. Só que a nova também me machucou no primeiro uso. Talvez o problema sejam as minhas mãos, né? Mas vou usá-la mais vezes para ver se laceia um pouco e melhora.

Como eles chegaram mais tarde, iriam ficar mais tempo no evento. Eu e o Felipe não queríamos voltar tarde e nem pegar estrada à noite. Tomei um açaí e logo nos despedimos do Charles e do casal. E sabe o pessoal do grupo de moto? kkk Uns chegaram mais tarde e nem nos vimos; o Alex dormiu mais que a cama e só acordou quando já estávamos indo embora! Acontece. Marcaremos novos passeios com eles.

No fim, foi ótimo ver o Léo, encontrar o Charles e conhecer o casal de amigos dele. E para os que desencontramos... fica para a próxima!