sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Origens de Tiradentes

Hoje foi um dia em que resolvi ir a um lugar que há muito tempo está na minha lista de interesse: a Fazenda do Pombal, antiga propriedade onde Tiradentes viveu sua infância. Nunca foi um destino difícil de ir ou distante, pois está localizado no município de Ritápolis, com acesso pouco depois de São João del-Rei. Contudo, sempre fomos passando outros roteiros na frente, por diversos motivos. Nesta sexta-feira, aproveitando que eu não tinha aula na escola, resolvi pegar a Himalayan e visitar, finalmente, o local. Era dia de plantão da Rochelli e por isso fui sozinho, mas já imaginando que visitar um punhado de ruínas históricas (restou muito pouco das construções do período colonial) não seria um programa tão atrativo para ela.

Saí logo pela manhã, mas sem pressa, sabendo de antemão que o trajeto seria bem curtinho: pegando a BR-265 direto para São João e depois a estrada que vai para Ritápolis, com um pequeno trecho desconhecido de terra antes de chegar à propriedade. Como acabei tomando um cafezinho antes de sair de casa, não parei em lugar algum na ida — em nenhum daqueles pontos onde geralmente paro para lanchar. A estrada estava ótima e o tempo, nem se fala. Dia lindo, sem qualquer nuvem e com temperatura bem amena, como prefiro.

Em pouco tempo, já estava atravessando São João e a avenida que dá acesso à estrada para Ritápolis. Passei em frente ao campus da UFSJ e, depois de alguns quilômetros, peguei, à direita, a pequena estrada de terra que leva à fazenda. Passei por algumas pequenas pontes e por mata-burros dispostos no sentido longitudinal da pista — o que é um perigo para motos —, mas, por sorte, tinham instalado um gradil sobre um dos lados, possibilitando a passagem sem maiores preocupações. A estrada, simples, porém bem conservada, é estreita e bem plana, por se tratar, em boa parte, do leito antigo da Estrada de Ferro Oeste de Minas, acompanhando o curso do Rio das Mortes.

Ao chegar, já pude ver um cuidado especial com a estrutura da fazenda logo na entrada: placas de identificação e de informações, local designado para estacionamento, entre outras melhorias. Uma funcionária se apresentou assim que estacionei a Himalayan, mostrando todas as instalações e possibilidades do local. Trata-se de um espaço de preservação ambiental e cultural. Além dos alicerces e ruínas da antiga casa de Tiradentes, há os vestígios de um engenho do século XVIII e também construções mais recentes, acredito que de meados do século XX, contando com banheiros para o público, maquetes do local no período da Inconfidência Mineira e outros prédios administrativos. Havia partes passando por obras de renovação e ampliação. Há também várias trilhas pelo parque, bem sinalizadas, e muitas mesinhas rústicas, bancos, brinquedos para crianças confeccionados em madeira, etc. Uma excursão com um ônibus repleto de idosos estava lá para conhecer a fazenda e percorrer uma das trilhas. Eu optei por não fazer caminhadas longas dessa vez; ficará para uma próxima. Mas pude andar pela área central, examinar as interessantíssimas ruínas e ainda caminhar pelo trecho que leva ao encontro dos rios Santo Antônio e das Mortes, onde há um bonito deque com mirante para as águas.

Aproveitei o tempo que passei na fazenda para curtir a natureza e arejar bem a cabeça. Achei um ótimo lugar para espairecer, conhecer e passear. Eventualmente fazer um piquenique, quem sabe. Um lugar para revisitar, certamente. Antes de sair, as funcionárias me alertaram para que eu assinasse o livro de visitas (eu já ia me esquecendo, apesar de ter falado, no início de tudo, que fazia questão de assinar).

Saindo da fazenda, pensei sobre o retorno. Não queria atravessar novamente o centro de São João del-Rei, com seu trânsito carregado, somente para retornar pela mesma rota. Essa decisão me deixava duas opções alternativas de regresso: a estrada de Prados ou a volta por Lagoa Dourada e Carandaí. Optei por Lagoa e pelo caminho mais longo, lembrando-me de uma lanchonete com pão de queijo recheado recomendada pelo meu irmão Leonardo, nas proximidades de São João, justamente perto dos bairros por onde eu passaria para pegar as estradas de retorno.

Por azar, o local do pão de queijo estava fechado, apesar de constar como aberto no Google Maps naquele horário. Bem, segui viagem rumo a Lagoa, já com a parada para o lanche/almoço estabelecida: O Legítimo Rocambole de Lagoa Dourada, onde pude comer super bem.

De Lagoa, peguei a belíssima estrada para Carandaí, com o tempo aberto e a ótima visibilidade propiciando enxergar longe, muito longe. De Carandaí, segui pela conhecida BR-040 de volta para casa.

Um passeio exploratório e renovador!













domingo, 2 de agosto de 2026

Um pulinho em Oliveira Fortes

Hoje foi dia de dar uma volta e pegar a estrada. Como sabia que estava acontecendo o encontro de motociclistas de Oliveira Fortes, acabei decidindo dar uma passada por lá, mesmo sabendo que provavelmente não haveria quase nenhum movimento, por ser uma manhã de domingo.

O tempo estava bom e convidativo a rodar um pouco. Peguei a Himalayan e desci pela BR-040, com pouco movimento na rodovia. Acessei o trevo de Oliveira Fortes tomando a estrada de acesso à pequena cidade. O trecho estava bem conservado, com seu traçado serpenteando por entre os braços da serra.

Chegando a Oliveira Fortes, como esperado, o encontro já estava praticamente finalizado. Havia apenas alguns motociclistas pela cidade, provavelmente parte do pessoal que acampou e já arrumava suas coisas para partir. Como sempre digo, não sou um grande entusiasta desses eventos. Na verdade, servem basicamente como motivo para ir a um destino específico — embora eu prefira visitar os lugares em dias comuns, para realmente conhecê-los em sua rotina, e não tomados por barracas que vendem essencialmente as mesmas coisas.

Depois de dar uma olhada no centro e tirar umas fotos, peguei o caminho de volta, buscando aproveitar bastante as belas estradas e as paisagens de serra no dia ensolarado. Até pensei em dar aquela paradinha no Alto da Serra, talvez até mesmo para almoçar, mas acabei tomando o rumo de casa.

Temos que aproveitar as oportunidades, mesmo que curtas, para quebrar a rotina, não é mesmo?



sábado, 25 de julho de 2026

Encontros e desencontros

Mais um daqueles encontros de moto conhecidos por todos, que eu e o Felipe nem achamos tão legal assim. Na verdade, enjoamos bastante, rsrs. Porém, como o pessoal do grupo estava animado, topamos. Na noite anterior, avisaram que sairiam de Barbacena às 12h — um horário que eu e o Felipe não curtimos muito para sair, pois gostamos da manhã, de pegar a estrada cedo. Mas como alguns trabalhavam até certo horário, nós entendemos.

Para completar, o Léo, irmão do Felipe, estava em São João del-Rei com a namorada (que mora lá) e nos convidou para almoçar, já que iríamos para a cidade de qualquer forma. Claro que aceitamos! Saímos por volta das 10h para chegar bem no horário do almoço. Deu certinho: assim que chegamos, o Léo já estava se aproximando do restaurante escolhido. Infelizmente ainda não foi desta vez que conhecemos a namorada dele, pois ela estava trabalhando no dia e horário em que marcamos, mas esperamos novas oportunidades em breve!

Almoçamos no Restaurante Villeiros, perto de onde o Leonardo estava hospedado. Comida muito gostosa e com bastante variedade. O preço era um pouco mais salgado, mas super compreensível por ser uma cidade turística. Comemos e batemos bastante papo. Em seguida, fomos até uma praça onde haveria um evento (uma corrida noturna), nos despedimos dele e pegamos as motos para ir ao ponto do encontro de motociclistas. Não era tão longe de onde estávamos, mas a pé não dava... dois sedentários kkk.

Chegando lá, achamos o local bem organizado, bom para estacionar as motos e seguro. Deixamos as tralhas nelas e fomos dar uma volta. Para mim, o mais legal desses eventos é ver tantas motos diferentes e bacanas. Desta vez tinha bastante Royal Enfield — coisa que a gente nem reparava antes de o Felipe ter a dele, ou porque realmente não tinha tantas antes de abrirem uma concessionária perto da gente. Fiquei babando em uma Classic preta fosca que estava parada lá. Nossa, que moto linda! Quem sabe em um futuro próximo? Vamos trabalhar bastante para isso.

Ah, esqueci de contar que o Felipe enviou mensagem para o Charles antes de sairmos de Barbacena, avisando que iríamos e perguntando se ele não queria se juntar a nós. Ele topou na hora e disse que sairia em breve kkk. Superanimado, topa tudo! Depois de um tempo rodando por lá, ele chegou com um casal de amigos. Pessoal superbacana também!

Caminhamos um pouco com eles e aproveitei para comprar uma luva nova, pois a minha velhinha estava machucando bastante. Só que a nova também me machucou no primeiro uso. Talvez o problema sejam as minhas mãos, né? Mas vou usá-la mais vezes para ver se laceia um pouco e melhora.

Como eles chegaram mais tarde, iriam ficar mais tempo no evento. Eu e o Felipe não queríamos voltar tarde e nem pegar estrada à noite. Tomei um açaí e logo nos despedimos do Charles e do casal. E sabe o pessoal do grupo de moto? kkk Uns chegaram mais tarde e nem nos vimos; o Alex dormiu mais que a cama e só acordou quando já estávamos indo embora! Acontece. Marcaremos novos passeios com eles.

No fim, foi ótimo ver o Léo, encontrar o Charles e conhecer o casal de amigos dele. E para os que desencontramos... fica para a próxima!




quinta-feira, 23 de julho de 2026

Conhecendo Viçosa

Essa viagem foi daquelas planejadas previamente. Nosso plano é, sempre que possível, fazer alguma viagem para destinos mais distantes, desses que dependem de hospedagem. Pensamos em algumas opções: Nova Friburgo, Poços de Caldas, Divinópolis... Ficamos pesquisando hotéis, tendo em mente nosso orçamento e a quantidade de diárias possíveis. Acabou que a Rochelli encontrou um hotel interessante e com ótimo custo-benefício em Viçosa, uma cidade que nunca havíamos visitado. Planejamos, então, um roteiro curto, de duas diárias, afinal, Viçosa é uma cidade pequena.

Saímos na terça-feira, não muito cedo, já que o check-in do hotel começava somente às 14h. Preparamos as motos e passamos pelo centro da cidade para abastecer no Posto Avenida. Em seguida, pegamos a BR-040 em direção ao sul e depois a BR-265 rumo a Santa Bárbara do Tugúrio. Passamos pelas entradas de Mercês e paramos em um restaurante e lanchonete chamado Parada Mineira, onde pudemos tomar um cafezinho. Seguimos viagem atravessando Rio Pomba, Tocantins e depois Ubá, onde demos uma paradinha para a Rochelli passar em uma farmácia. Continuamos rumo a Visconde do Rio Branco (passando pelo contorno da cidade), São Geraldo, subimos uma serra até atingir Coimbra e chegamos, finalmente, a Viçosa.

Sobre as estradas que pegamos, o trecho da BR-265 entre a 040 e Ubá nós já conhecíamos (principalmente a parte até os trevos de Mercês). Estava com o pavimento razoável, apresentando alguns pequenos remendos. Já as partes menos conhecidas, depois de Rio Pomba, estavam melhores. A rodovia estava com o trânsito bem cheio, chamando atenção o grande número de caminhões e carretas, inclusive bitrens. De qualquer forma, aproveitamos bem o percurso, indo com bastante calma, pois estávamos com folga de tempo até o horário mínimo do check-in.

Ao chegar a Viçosa, fomos direto ao hotel, que gentilmente liberou nosso check-in meia hora antes do previsto. Trata-se do Mundial Park Hotel, bem legal e bonito, mas um pouco distante do centro. Tomamos banho, o que é sempre bom após a viagem de moto, descansamos um pouco e começamos a procurar algum lugar para ir. Até aquele momento, tínhamos apenas feito o lanche na estrada, que, embora generoso, já fazia muito tempo. Não paramos para almoçar em lugar algum, pois não sentimos necessidade. Já passava das 15h e vimos algumas opções.

Pegamos a Himalayan e saímos, agora com a Rochelli na garupa (coisa raríssima hoje em dia). O trânsito estava carregadíssimo. Não sabemos se era porque estava rolando um grande evento na cidade, a Semana do Fazendeiro (e, especialmente neste ano, comemorando os 100 anos da UFV!) ou se o fluxo nas ruas é sempre assim, congestionado. Ao tentarmos alguns dos lugares centrais que havíamos marcado em nosso mapa, tais como o Beirut Restaurante Árabe e Esfiharia e o Restaurante, Pizzaria e Choperia Noa Noa, não encontramos vaga alguma para estacionar, nem mesmo para uma moto, e isso em meio a um tráfego bem intenso e chato.

Mudamos então de ideia e fomos para o nosso plano B: o Café da Villa, que a Rochelli havia encontrado e era bem distante, nos arredores da cidade. Com custo, atravessamos o centro, enfrentando semáforos bem demorados, e chegamos ao charmoso café. É um espaço mais gourmet, mas bem legal mesmo. Gostamos das opções e da tranquilidade do local. Enquanto esperávamos, um senhor notou a Himalayan e me chamou para ver sua Royal Enfield Continental. Era praticamente vizinho do café e mostrou-me sua moto na garagem. Muito linda! Aproveitamos bem o lugar e voltamos, depois, satisfeitos para a nossa hospedagem. À noite, ainda pudemos aproveitar o jantar do hotel. Pedimos uma porção de batatas fritas com bacon e uns pasteizinhos de angu, muito saborosos.

No dia seguinte, após tomarmos café no hotel, resolvemos sair para conhecer a UFV. Pegamos mais uma vez a Himalayan e enfrentamos o trânsito, mas agora sem cair na parte mais caótica do centro. Acessamos a universidade por uma rotatória e depois por outra, mais famosa, com as colunas que são um símbolo conhecido da sua entrada. Conseguimos parar perto do edifício histórico Arthur Bernardes, que marca o centro do campus e também do evento que acontecia.

A universidade é muito bonita e organizada. Diferentemente da UFJF, onde me formei, é bem plana em sua parte central, com grandes avenidas. A Semana do Fazendeiro tinha inúmeros estandes interessantes, com informações sobre animais, máquinas, tecnologias agrícolas, produtos e muito mais. Rodamos bastante, comprei umas pimentas artesanais e a Rochelli comprou doce de leite, queijo e um massageador, kkkk. Todo mundo muito receptivo, educado e empolgado em estar lá. Almoçamos em uma praça de alimentação montada em um grande galpão onde ocorria uma feira de artesanato. Valeu muito a pena a visita.

Pedimos um carro de aplicativo para sairmos tranquilos à noite, sem a preocupação com trânsito ou vagas. Decidimos ir a um restaurante de comida japonesa, o Sushi Mirim, que fica em um shopping localizado em um calçadão (onde, obviamente, não haveria vaga alguma para moto). Achamos o restaurante muito bom, com uma porção farta e saborosa. Infelizmente, a praça de alimentação não estava tão bem cuidada nem era um espaço aconchegante para se estar à noite, mas, paciência. Essas coisas acontecem mesmo em viagens, quando não conhecemos bem a cidade. De qualquer forma, voltamos satisfeitos para o hotel.

O dia seguinte já era o momento do retorno a Barbacena. Tomamos o café da manhã e começamos a preparar as nossas coisas e as motos valentes para o trajeto de volta. Para ficar mais interessante, voltaríamos por outra rota, desta vez rumando diretamente a oeste até alcançarmos Conselheiro Lafaiete e, de lá, direto pela conhecida 040 até Barbacena.

Após o check-out, enfrentamos o trânsito e seguimos pela rota sugerida pelo Waze para deixarmos a cidade pela BR-482. Imaginei que as estradas naquela direção estivessem bem ruins, como pudemos conferir, ao menos em parte,  quando fomos até Catas Altas da Noruega há alguns anos. Porém, encontramos uma rodovia muito bem cuidada, o que não é comum aqui em Minas Gerais. Passamos pelo acesso a Porto Firme, por Piranga, pelo trevo de Catas Altas da Noruega e por Itaverava. Fizemos aquela paradinha estratégica para o café no Restaurante Pé da Serra, que já conhecíamos. Seguimos depois para Lafaiete, também atravessando a cidade, e em pouco tempo já estávamos de volta à 040.

No retorno, ainda paramos novamente para esticar as pernas e aproveitar os produtos locais na Parada da Mexerica, que é sempre boa.

Chegamos a Barbacena na parte da tarde, realizados por mais uma viagem para a nossa conta, com tudo dando certo e dentro do que programamos para nossas singelas férias.