sexta-feira, 27 de março de 2026

Revisão

Chegando próximo aos 500 Km da Himalayan, já é a hora da revisão inicial da moto, aquela que consiste mais em uma verificação geral da moto e a primeira troca de óleo. Para mim, isso agora significa mais uma ida a Juiz de Fora.

Tirando essa revisão inicial, as revisões regulares da Himalayan na Royal Enfield são programadas para a cada 5000 Km rodados ou seis meses. O que ocorrer primeiro.

Marquei a revisão para a manhã dessa sexta-feira e tinha planos inclusive de ir na véspera, passando a noite em JF de quinta para a sexta. Contudo, com o grande volume de trabalho de áudio (com prazo de entrega coincidindo justamente para o dia da revisão), o jeito foi realmente fazer um bate-e-volta, saindo cedo de Barbacena e voltando assim que a revisão terminasse. A previsão do tempo de serviço era de 2 horas de duração.

Saí de Barbacena por volta das 7h da manhã, com o serviço marcado na Royal às 9h. A viagem foi bem tranquila e cheguei com folga para o horário marcado. Tomei um café na concessionária e tirei algumas dúvidas sobre a moto e também sobre os serviços. Falei com o chefe da oficina que a moto estava com um barulho metálico ao passar por solavancos em certa velocidade, ao que ele prontamente destacou um mecânico para dar uma volta. Na verdade, subimos um caminho bloquetado atrás da concessionária, bem íngreme. Foi estranho andar de garupa, ainda mais na minha própria moto. O barulho não apareceu e cheguei a conclusão de que deveria ser alguma folga justamente na pedaleira do garupa que, agora sendo por mim utilizada, ficou firme. Seria o caso de colocar alguma borrachinha ou arruela com calma em Barbacena.

Depois dessa avaliação do barulho deixei a concessionária e fui a pé até a lanchonete do Posto Salvaterra, onde pude tomar meu café da manhã. Terminado, voltei à concessionária, onde passei o resto do tempo de espera enquanto a minha moto ficava pronta. A concessionária é ótima e o atendimento foi inpecável. Aproveitei o tempo lá para ver com calma as motos e também para adiantar algum serviço da escola (levei meu pequeno Chromebook para isso), já que o trabalho de áudio só poderia ser feito em meu computador principal, em casa.

Terminada a revisão, foi feita uma lavagem rápida e logo após acertar tudo, já peguei a estrada para retornar a Barbacena. Mais uma vez, a viagem foi tranquila. Segui as instruções do mecânico chefe e, ao ultrapassar a marca dos 500 Km, parei a moto em uma parada da BR-040 e fiz o reset da revisão no painel (como minha moto ainda não tinha passado os 500 Km quando cheguei à concessionária, o comando para cancelar o alerta do painel não estava disponível). Depois de ultrapassar essa marca, eu também já poderia ultrapassar o limite recomendado para amaciamento do motor de 4.000 RPM. Podendo alcançar até 6.000 RPM até os 2.000 Km rodados, pude acelerar mais e ver que a moto responde muito bem, ultrapassando 100 Km/h antes dos 6.000 RPM, o que me deixou bem animado pelo fato de eu, na prática, não estar mais limitado pelo amaciamento. Não costumo correr e a moto chegando a 100 Km/h, com possibilidade de andar um pouco mais em ultrapassagens, já me serve perfeitamente.

Retornei tranquilo até Barbacena e feliz de mais essa etapa ter sido concluída. Como estava apertado de serviço, almocei ainda na estrada, no Alto da Serra, e pouco tempo depois já estava em casa, desembolando o serviço para ser entregue naquele mesmo dia, até tarde da noite.







sábado, 21 de março de 2026

Café no Rocambole

Hoje foi um sábado para rodarmos juntos finalmente, com a Crosser e a Himalayan. Para passearmos, testando o "novo arranjo", uma estrada conhecida: a bela rota para Lagoa Dourada, via Carandaí.

Saímos juntos logo pela manhã de sábado, com a ideia de tomar um café, ou mesmo almoçarmos na estrada ou lá em Lagoa mesmo. Com a Himalayan ainda antes dos 500 Km rodados e a limitação de giro do amaciamento do motor, iríamos bem devagar, rodando a cerca de 80 Km/h, o que, de fato, com uma estrada tão boa, bonita, e conversando com os comunicadores, andando juntos, não era problema algum.

Saímos cedo pela manhã e passamos no Lojão dos Parafusos, em Barbacena mesmo, pois eu queria encontrar uns parafusos melhores para colocar nos protetores de punho que eu comprei no Mercado Livre (os que vieram eram bem feios e chamativos, em formato Philips).

Compra feita, seguimos viagem pela BR-040, rumo a Carandaí, onde pegamos a MG-275 para Lagoa Dourada, passando pelos já conhecidos lugarejos de Arame e Bandeirinhas.

Diferentemente do dia em que fomos a Juiz de Fora para pegar a moto nova, o tempo estava seco, com sol entre nuvens e as paisagens, como sempre por aquelas bandas, muito bonitas. Em pouco tempo, alcançamos Lagoa.

Paramos bem em frente a O Legítimo Rocambole de Lagoa Dourada. Como ainda era cedo, por volta das 10h30min, resolvemos lanchar, e não almoçar. Pedimos cafés e pães de queijo, nessa nossa gostosa tradição mineira.

Depois do lanche, resolvemos voltar. E decidimos que voltaríamos pelo mesmo caminho, pois não estávamos a fim de passar pelo centro de São João del-Rei e nem pelo caminho de Prados e Dores de Campos. Seguimos, pois novamente para Carandaí, curtindo a estrada. A ideia era fazer esse passeio inicial, mas tomando um pouco de cuidado com a quilometragem da Himalayan também, já que a revisão inicial é aos 500 Km e só a distância de Barbacena à concessionária em Juiz de Fora é de cerca de 100 Km.

Voltamos tranquilos para Barbacena e ainda resolvemos tomar um açaí assim que chegamos à cidade.

Foi um ótimo sábado!





sexta-feira, 13 de março de 2026

Himalayan!

E chegou o grande dia! Depois de me despedir da minha queridíssima Yamaha Ténére e rodar ao longo de mais de uma semana na Crosser da Rochelli, saímos nessa quinta-feira à tarde rumo a Juiz de Fora. O atencioso vendedor lá da Royal Enfield, Samuel, avisou nos dias anteriores que a minha Himalayan estava pronta para a entrega. Embora a moto já estivesse disponível na loja para pronta entrega, faltava instalar o kit Adventure que também comprei, com baús, protetores, etc. Para deixá-la bem completa para viagens, que é sempre a nossa ideia principal.

Escolhemos a quinta-feira por ser folga da Rochelli no hospital. Como eu trabalho na parte da manhã, o jeito foi sairmos logo depois do meu horário de serviço, pegarmos logo a estrada e almoçarmos no Alto da Serra. Foi o que fizemos. Resolvemos viajar com o Fiestinha, já que o tempo não estava nada bom. Os dias tem sido de calor e chuvas intensas, principalmente na parte da tarde. Chuvas essas que causaram estragos bastante sérios em Juiz de Fora.

A viagem de carro foi bem tranquila e o tempo, na verdade estava até melhor do que esperávamos. Achei mesmo que já pegaríamos chuva logo no início da tarde, contudo, a estrada estava seca e o tempo, apenas nublado. A ideia seria pegar a moto e avaliar a situação. Se a entrega fosse simples e rápida na loja e o tempo cooperasse, poderíamos voltar à tarde mesmo para Barbacena, em carro e moto. Caso contrário, a Rochelli retornaria sozinha com o carro e eu passaria a noite em Juiz de Fora, no apartamento dos meus pais, fazendo a volta na sexta-feira pela manhã, com calma e menor probabilidade de chuva.

Chegamos na Royal Enfield Euroville e a moto já estava lá bem na entrada, montada e pronta, com um bilhete que já tinha encontrado seu dono. Linda mesmo. Deu uma vontade de sair rodando logo, como no dia em que fiz o test drive. Por azar, no horário em que chegamos, umas 14h30min, o Samuel vendedor estava justamente no seu horário de almoço. Confesso que foi momentaneamente frustrante, principalmente por causa da ideia de voltar já pilotando para Barbacena (já que não chovia). Mas acabamos sentando, descansando e aproveitando para olhar novamente a moto (agora que já sabia que era a minha) e os demais modelos. A loja da Royal é realmente um encanto e cada motocicleta é mais bonita do que a outra. Dá vontade de levar uma de cada modelo e cor para casa. Nossa... Passados cerca de uns trinta minutinhos, o Samuel chegou e me passou logo alguns papeis a serem assinados na entrega da moto. Depois, passou todas as instruções relevantes de comandos, painel, uso dos baús, recursos da moto, revisões, amaciamento do motor, etc. Ouvi tudo com bastante atenção. Gosto muito de compreender minhas motos, ler o manual, cuidar, etc. Coisa de nerd.

E chegou a hora de ligar e sair da loja. Sempre um momento especial. O tempo estava bem fechado, infelizmente. Ao sair, começou a pingar. Kkkkk. De qualquer forma, a primeira parada seria obrigatoriamente em um posto de gasolina, para abastecer. Saí com a moto e fui direto ao posto mais próximo, logo ali no Salvaterra. A Rochelli pegou o carro  e foi para lá também. Para nosso azar, a chuva despencou. Uma tempestade mesmo. Bem, estava formalmente descartada a ideia de voltar direto para Barbacena, escoltado pelo Fiestinha. Ficamos meio sem saber ao certo o que fazer, mas decidi encostar a moto em uma vaga de lanchonete que ainda ficava sob a cobertura do posto. Comprei um café e um pão de queijo (tradição absoluta nas minhas viagens). Ao surgir uma vaga apertada, liguei para a Rochelli, que ainda estava "presa" dentro do carro, numa vaga improvisada na chuva e ela deu a volta e encaixou direitinho na vaga. Eu sabia que ela conseguiria. Sempre dirigiu muito bem. Ficamos lá conversando e vendo como o tempo iria ficar. A chuva diminuiu, mas não parou e com as horas passando estava ficando tarde. A Rochelli não queria voltar tarde da noite. Resolvemos então que o melhor seria passarmos no apartamento dos meus pais para que eu guardasse a moto e passasse a noite antes que ficasse muito tarde e o retorno dela ficasse mais complicado com essas tempestades.

Liguei a moto e nem liguei para a chuva. A roupa de viagem protege um pouco, mas eu sabia que iria molhar bem, pois a chuva voltou a ficar bem forte. Mas, quer saber? Nem liguei. Estava muito feliz de estar com minha moto nova. Claro que apreensivo, atento, desacostumado, como todas as vezes em que pegamos um veículo novo, diferente. Ainda assim, sentia o peso, o torque naquelas ruas encharcadas.

A situação só ficou um pouco caótica quando cheguei ao prédio e o portão da garagem não abria. Aí rolou um estresse. Mas foi uma confusão que fiz, no meio da chuva e a abertura pelo celular. Com a ajuda da Rochelli, abrimos o portão e eu entrei com a moto. Subimos, tivemos que nos despedir brevemente para ela pegar a estrada novamente. Ao chegar em Barbacena, ela me disse que chegou em segurança, mas pegou outra grande tempestade na estrada. A decisão de ficar em Juiz de Fora foi mesmo a mais acertada. Conversamos pela internet à noite e fiquei por lá, espalhando minhas roupas molhadas pela varanda e já lendo um monte de coisas sobre a moto. Passei em uma padaria próxima para comprar um lanche e fui dormir bem cedo.

Na manhã seguinte, sexta-feira, o tempo estava nublado, mas completamente seco. Bom para mim, que pegaria a estrada com a Himalayan pela primeira vez e iria com bastante calma, principalmente por conta do amaciamento do motor, cuja recomendação é não passar das 4.000 RPM nos primeiros 500 Km rodados, o que, na prática, daria uma velocidade de cruzeiro de 80 Km/h. Seria uma viagem de volta bem calma, um passeio mesmo. Preparei minhas coisas, acertei a calibragem, liguei pela primeira vez o mapa do painel com o GPS do meu celular e saí. Queria chegar em Barbacena e passar direto na despachante para agilizar o CRVL e a placa para poder rodar logo pela região.

Peguei a saída do Aeroporto da Serrinha e em pouco tempo já estava na BR-040. Nossa, incrível. Mesmo com a limitação de giro e velocidade. A Himalayan tem uma entrega de potência com rotações bem baixas, muito diferente de todas as minhas motos anteriores. Curti bastante. Claro que é uma curva de adaptação até você "vestir" a moto.

O legal é que, refletindo, há alguns anos, mais precisamente desde a pandemia de 2020/2021 passei a acompanhar motociclistas vajantes pelo Brasil e pelo mundo no YouTube. Um dos canais que mais me chamou atenção é o Itchy Boots da motociclista Noraly, que começou a rodar o mundo com uma Himalayan (versão ainda da 411 cc). O como passei admirar aquela mulher motociclista solitária e outras que se aventuravam por aí, rompendo padrões. E também me vem à memória as conversas com o meu tio Célio de que uma marca de motos retrô e estilo inglês, as indianas, estava chegando no Brasil e as vezes que comecei a ver essas motocicletas nos stands dos festivais de moto (principalmente o de Tiradentes). Passei a lembrar do quão legais e distantes essas motos estavam de mim, seja pela questão financeira, seja por serem aquelas "motos de cidade grande", com concessionárias somente nas capitais. Bem, isso tudo passou pela minha cabeça e como foi ficando distante, pois agora estava pilotando uma Himalayan em plena 040. E não qualquer uma, a minha Himalayan. Realmente, algo memorável, extrordinário.

Embora tenha andando a viagem toda a 80 Km/h, parece que Barbacena chegou em um segundo. Num piscar de olhos já estava andando pelas ruas da cidade e em frente à Ana Lúcia Despachante. Depois, foi chegar em casa e estacioná-la na garagem. Sem placa, nada de ficar rodando. Mas isso vai se resolver em breve.

Em breve, estaremos na estrada novamente...

E alcançaremos muitos destinos.





sábado, 7 de março de 2026

Sem café

Nesse sábado pela manhã quando levantei da cama e fui tomar meu café, percebi que eu e a Rochelli precisamos urgentemente fazer compras. Não tinha café em pó. Nem leite, para usar o café solúvel para fazer um café com leite. Era umas 7h da manhã e a Rochelli já havia saído para o seu plantão na Santa Casa.

Estranho começar uma postagem com um tom tão banal e destoado, mas o fato é que, eu realmente teria que ir a algum lugar para comprar ou para tomar café. Bem, um bom motivo para pegar uma estrada e tomar um café quentinho acompanhado de pão de queijo em... Carandaí!

Seria uma boa oportunidade para rodar na Crosser da Rochelli, que tem sido minha motocicleta companheira do trabalho já que a Ténéré agora respira outros ares. É verdade. Vendi minha querida Yamaha Ténéré, que tantas alegrias me trouxe. A postagem da visita a Juiz de Fora foi minha derradeira viagem com ela. E claro que minha nova moto está comprada e a caminho. Nesse meio tempo, curto a Crosser, uma ótima moto, por sinal.

Foi uma saída rápida e o destino foi a Estação Carandaí, logo ali na BR-040. Pude experimentar a moto na estrada e senti-la melhor. Com baixa cilindrada, é leve e diferente de pilotar. Mas, ao mesmo tempo, uma motocicleta muito fácil de se adaptar. Mesmo com um protetor de tanque que me incomoda um pouco pela posição em que está (meus joelhos às vezes ficam batendo nele), em pouco tempo você consegue vestir essa pequena moto valente. E, apesar do motor pequeno, não faz nada feio na estrada. É só manter o giro um pouco mais elevado, reduzindo um pouco antes nas subidas, e tudo certo. E o que mais me impressionou: não se o que a Yamaha fez com o design dessa motocicleta, com o paralama dianteiro e o conjunto do farol aliado ao acabamento do painel, que reduz muito o vento sobre o piloto. Ela nem tem bolha como a Ténéré e a deflexão do vento é algo digno de nota. Um ótimo estudo de túnel de vento. Além disso tudo, é bem mais silenciosa (a Ténéré é famosa pelo barulho que retorna ao piloto por meio do vão do guidão, entre o corpo do tanque e o painel).

O café da manhã tradicional da estrada: café com leite e pão de queijo. O pão de queijo estava muito gostoso, o café, esperava um pouco mais. Mas tudo bem. Passeios de moto tem dessas.

Acredito que regularizando tudo neste ano, acertando a compra da nova moto e definindo nossas rotinas, poderemos rodar bastante. Principalmente considerando que irei fazer as revisões da nova moto em Juiz de Fora. É possível que busquemos alguns destinos a partir de lá, explorando novas regiões também.

Vamos aproveitando o tempo e os recursos que a gente tem, não é mesmo?