sábado, 11 de julho de 2026

Passeio interrompido

O passeio de hoje foi bem rápido e inesperado. Na verdade, de certa forma, interrompido.

Como a Rochelli tinha fechado um trabalho de fotografia com a nossa amiga Luísa, de Ubá e eu não poderia viajar com ela em razão de alguns compromissos familiares, ficamos com programações separadas. Ela viajaria para Ubá e eu ficaria em Barbacena, mas, como a minha manhã de sábado estava livre, resolvi pegar a moto para dar uma volta. O tempo estava convidativo e eu conseguiria dar uma rodada ao menos pela manhã.

Meio sem destino definido, peguei o rumo de São João del-Rei, com a ideia de dar aquela volta legal por Lagoa Dourada e voltando por Carandaí ou eventualmente seguindo pela BR-265 para Rio das Mortes, São Sebastião da Vitória ou outro lugar por ali.

Seria uma boa oportunidade de testar a nova bolha alongada que coloquei na Himalayan. Como comprei a moto com o kit adventure, reduzi bastante a necessidade de acessórios e customatização. Mas, não tem jeito. Coloquei protetores de punho (não os originais robustos, mas ao menos uns paralelos, para proteger as mãos do vento e de eventuais linhas de cerol); antenas corta-linha (fundamentais no inverno na minha região), um protetor de farol que achei legal e que combinava com o estilo que eu quero dar à moto e, agora a nova bolha. A orginal da moto é fumê e minuscula; a do kit é transparente e um pouco maior, mas eu vinha sofrendo com o vento em velocidades mais altas )meu capacete também não é dos mais aerodinâmicos, por ser meio cross). A solução: uma bolha paralela da Atacama, fumê e mais longa. Ela é mais plana que a original, dando uma aparência mais retrô (de trator, um pouco ao estilo da Himalayan 411). Mas gostei bastante da estética na moto.

Saí não muito cedo, ao mesmo tempo em que a Rochelli saía para Ubá. Peguei a 265 e segui passando por Barroso. A viagem foi tranquila, rápida e ótima. A nova bolha facilitou bastante, dando muito mais conforto e em pouco tempo já estava em São João. Como não tinha destino definido, fiz aquela paradinha estratégica e tradicional em O Legítimo Rocambole de Lagoa Dourada, logo na beira da estrada.

Lá, pude ver alguns alertas de ligação da Rochelli e algumas mensagens. Ela estava presa na BR-040, em meio a um engarrafamento por conta de um acidente de caminhão, sem previsão para liberação da pista. Conversando com ela, começamos a pensar em alternativas. Ela estava bem bloqueada pelo tráfego, já há uma hora no sol, sem ar condicionado (nosso Fiestinha não tem). Por sorte, estava parada praticamente ao lado do Nosso Pão de Queijo e, depois de algumas mensagens e manobras, conseguiu ir para a lanchonete. Como viemos a saberr posteriormente, o acidente foi complicado, com um caminhão de sucata tombando e espalhando um monte de tralhas pela pista no sentido sul, próximo à região do Pombal, numa curva manjada por tombamentos. Sem previsão de qualquer liberação e com o horário apertado para chegar em Ubá, a Rochelli entrou em contato com a Luísa e explicou a situação. Acabou que cancelou a ida, não teve jeito, e disse que voltaria para Barbacena. Eu, que estava em São João, já imaginando que ela poderia precisar de algum apoio na estrada e com a versatilidade da moto poderia ajudá-la, resolvi voltar direto de onde estava, não arriscando a ir mais longe.

De qualquer forma, voltei tranquilo, sem correria. Afinal, ainda queria curtir o passeio, sabendo que ela estava já em segurança em uma boa parada de estrada. A Rochelli conseguiu uma via paralela à estrada, usada pela população local para chegar até o retorno da 040 imediatamente antes do ponto onde tudo estava parado e voltou normalmente pela pista de retorno a Barbacena, a qual não tinha sido afetada pelo acidente. Como este nosso trecho da 040 tem mureta central, teve sorte de encontrar essa estradinha paralela. Se o acidente tivesse sido na descida da serra, provavelmente ela ficaria lá por muitas e muitas horas.

Algum tempo depois, eu já estava de volta a Barbacena e também ela, posteriormente. Infelizmente a ida a Ubá foi totalmente prejudicada por esses eventos, mas isso serve sempre para nos lembrar que muita coisa não está no nosso controle em nossas vidas. Acabou que participamos os dois dos eventos familiares aqui em Barbacena mesmo.





domingo, 28 de junho de 2026

Sossego no parque

Tive a ideia neste domingo de dar um pulinho em Desterro do Melo. A ideia era passar um tempo no Parque Xopotó, para espairecer um pouco e também aproveitar para comer uns deliciosos pastéis lá da cidade.

Saí depois do horário de almoço para um passeio na parte da tarde, com a informação de que a pastelaria normalmente abre a partir desse horário.

O tempo estava bom, fazendo um friozinho, mas com bastante sol. A estrada para um trajeto bem curto, a MG-132, estava vazia e convidativa.

Ao chegar em Desterro, fui direto ao parque. Algumas pessoas e famílias estavam por lá, fazendo piqueniques ou simplesmente conversando no gramado à beira do rio. Parei a Himalayan no pequeno estacionamento e sentei em um dos bancos. Levei meu Kindle para ler um pouco em meio àquela tranquilidade.

Depois de relaxar um bom tempo no parque, rumei para a cidade, para ver se a pastelaria estava aberta. Na verdade, não sei os horários de funcionamento e nem sei se também têm constância no cumprimento dos mesmos. Fato é que, ao acessar o centro da cidade, a pastelaria estava fechada. 

Resolvi então, voltar, às vezes parando em alguma outra lanchonete pelo caminho. Mas acabei mesmo indo direto para casa, pois também tinha alguns lanches por lá.

Bem, valeu o pequeno passeio e o momento de leitura em meio a um belo e muito bem cuidado parque.

Quanto ao pastel, ficará para uma próxima.





sábado, 20 de junho de 2026

Revisitando Ouro Branco e região

Neste sábado resolvi dar uma esticada na moto e aí pensei em revisitar alguns lugares históricos. Acabei optando por ir para os lados de Ouro Branco, afinal, a estrada entre Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco é um ótimo trecho da Estrada Real, passando pelas fazendas da Varginha e Carreiras.

Saí de casa não muito cedo, com a ideia de lanchar ou almoçar em algum lugar. O frio de inverno já está pegando em nossa região e, por isso, fui precavido, separando algumas camadas extras de roupa. Optei por não colocar o forro de minha jaqueta, sabendo que a região para onde eu iria é, normalmente, bem quente.

O dia estava muito bonito, com o céu completamente azul. Peguei o contorno e, em pouco tempo já estava na BR-040, aproveitando a estrada. Mas realmente, o frio ainda estava intenso, apesar de não ser tão cedo assim. Acabei parando em uma das lanchonetes do trecho próximo a Ressaquinha para colocar o forro da minha jaqueta, assim, meu conforto aumentou consideravelmente.

Segui por Carandaí e cheguei em Conselheiro Lafaiete, acessando a Estrada Real, hoje MG-129, estrada para Ouro Branco, pela Rua Santo Antônio de Pádua.

Fiz duas paradas. Uma na Fazenda da Varginha, onde uma parte do corpo de Tiradentes ficou exposta após a sua execução, e a outra na antiga hospedaria da Fazenda Carreiras, conhecida hoje como "Casa de Tiradentes". Foi basicamente o mesmo trajeto que eu havia feito há cerca de um ano. A Fazenda da Varginha agora está muito mais bem cuidada, sem tanto mato. Animei, então, a entrar e visitá-la, juntamente com o monumento a Tiradentes, para tirar umas fotos. A hospedaria da Carreiras etá igualmente bem cuidada e também dei uma paradinha por lá. Segui, depois, para Ouro Branco.

Ao chegar, minha intenção era fugir do agito e assim descartei a ideia de repetir o almoço no restaurante Trem Mineiro. Pelo que entendi, aos sábados ocorre uma feira na rua do restaurante, o que deixa a rua lotada e as vagas bem difíceis. Optei então por ir a um supermercado que vi no Google Maps e estava com várias marcações de lanchonetes e restaurantes, inclusive da rede Giraffas. Parei no supermercado, bem grande por sinal, e dei uma olhada nas opções. Acabei optando por tomar um café em uma lanchonete de lá. Café com leite e uma coxinha de costela, aparentemente a especialidade do local. Tudo muito bom por sinal. Aproveitei para esticar as pernas e descansar, com a bela vista da magnífica Serra de Ouro Branco logo ao meu lado, na janela. Uma funcionária do supermercado, ao me ver, até me perguntou se eu iria a um encontro de motociclistas que, aparentemente, estava acontecendo em alguma cidade próxima. Falei que não. Que era só uma rodada solo mesmo. A comunidade de motociclistas é, aparentemente, bastante unida. Ela se queixou de não poder ter ido e seguiu com seus afazeres.

Terminado o lanche e passado o tempo no local, resolvi voltar, mas por outro caminho. Não estava a fim de correr o risco de fazer o retorno zoado por dentro de Lafaiete como da última vez. Optei por tomar o acesso do "minério", passando ao largo da siderúrgica e através de Lobo Leite. Da última vez em que passamos por ali pegamos uma chuva e ficamos cor de ferrugem. Deu trabalho para limpar as moto. Dessa vez, o tempo estava seco, embora a poeira de minério fosse jogada ao ar pelos caminhões que cruzavam por mim no trecho, que é a MG-443. Sobre Lobo Leite, sei que existe um carimbo do passaporte da Estrada Real na pequena e histórica cidade. Até pensei em parar lá, mas eu não estava com o meu passaporte. Bem, é motivo para retornar por aquelas bandas, com a Rochelli, para conseguirmos mais este carimbo.

Depois de atingir o acesso à 040 novamente, o retorno foi tranquilo. Pensei em dar aquela passadinha na Parada da Mexerica, mas ainda estava em fome pelo bom lanche feito em Ouro Branco. Segui de volta para casa, aproveitando cada parte da estrada e suas paisagens. Como a temperatura subiu, o dia ficou muito agradável.

Em pouco tempo, já estava em casa. Cabeça renovada.