Há algumas semanas, o Léo Rodrigues me enviou uma mensagem falando sobre o interesse em comprar uma moto. Acabou que combinamos de nos encontrar um dia desses para que ele pudesse ver a Himalayan de perto, já que está pensando em adquirir uma Royal Enfield. A oportunidade surgiu neste domingo, no encontro de carros antigos de Carandaí, para o qual ele iria com seu Opala; como a cidade é logo ali, resolvi dar um pulo lá também, além do mais curto muito carros antigos. Eram, de fato, autênticos. Não como esses SUVs atuais.
Para me acompanhar em duas rodas (certamente seríamos minoria absoluta nesse evento), chamei o Charles, que, muito animado, aceitou de pronto. Ele está precisando mesmo colocar aquela CB650R para rodar, kkkk!
Tudo combinado, nos encontramos na Praça do Santo Antônio por volta das 8h e saímos. O tempo estava bem nublado e, em alguns pontos da BR-040, garoando um pouco. Mas a viagem foi muito boa e tranquila. Chegando a Carandaí, paramos no Restaurante Estação Carandaí para que eu pudesse tomar um café e também para verificar a posição do Léo. Como nas mensagens ele disse que ainda estava para os lados de Alfredo Vasconcelos, esperando outros carros antigos para irem em comboio, ficamos no restaurante por mais tempo, conversando animadamente.
Passado um tempo, decidimos seguir para o evento. Procuramos pelo Parque de Exposições — o qual desconhecíamos — e descobrimos que fica praticamente às margens da 040, com um acesso logo após o trevo de entrada da cidade. O parque estava bem cheio. A princípio, não poderíamos entrar com as motos e já nos preparávamos para deixá-las na rua, bem perto da portaria. Porém, após a chegada de mais dois motociclistas, acabaram liberando a nossa entrada. Encontramos um cantinho (coberto, inclusive) e estacionamos.
Para minha surpresa, os dois motociclistas, Fabrício e Fabiano, eram amigos do Léo e acredito que tenham vindo juntos, pois logo o vimos chegando com seu Opala. Aproveitamos para conhecer o pessoal, conversar bastante sobre as motos (uma BMW e uma Triumph) e andar pelo evento, que estava repleto de veículos muito interessantes. Bem legal mesmo! Ficamos trocando ideias sobre a viagem ao Chile que o Fabrício fez recentemente de moto e também sobre a vontade do Léo de comprar uma Royal Enfield, analisando os modelos com suas vantagens e desvantagens.
Passada essa manhã tranquila, pegamos a estrada de volta juntos: as quatro motos e o Opalão. Massa demais!
Aproveitei para fazer mais algumas filmagens no regresso. Foi uma pena que a Rochelli não pôde ir. De qualquer forma, não faltarão oportunidades!
Hoje foi um sábado daqueles de passeios curtos. Como estou lidando com alguns problemas na coluna cervical, resolvi, após trocar o capacete, fazer um novo arranjo com as câmeras de viagem. E uma ótima forma de testar tudo é simplesmente pegar a estrada.
Resolvi dar aquele pulo básico até Mercês para tomar um café e, de quebra, buscar uns iogurtes deliciosos lá nos Laticínios Boa Vida, bem no trevo de Paiva. Fiquei de levar alguns para os meus pais experimentarem.
Saí logo pela manhã e aproveitei o tempo bom daquele sábado. Com as câmeras posicionadas — uma à esquerda do guidão e outra no meu ombro —, fui fazendo algumas tomadas aleatórias. Coloquei (ou ao menos pensei ter colocado) uma delas para tirar fotos e fui acionando a de filmagem em determinados pontos. Peguei a BR-040 e depois a BR-265 em direção a Santa Bárbara do Tugúrio. Em pouco tempo, já estava em Mercês.
Resolvi não ir até a praça central dessa vez. Parei logo na Padaria e Confeitaria JL, onde pude tomar um ótimo café da manhã, com toda a calma. Enquanto estava por lá, recebi uma mensagem da minha mãe e combinei de almoçar na casa dos meus pais.
Voltei, então, mais cedo do que estava planejando (embora não houvesse uma programação rígida para o dia). Verifiquei as câmeras. A do guidão filmou bem, tanto para a frente quanto no ângulo voltado para mim (já que o suporte gira 360°). Já a do ombro tirou pouquíssimas fotos; não sei bem o que houve. Além disso, a faixa que fica ao redor do meu peito chegou a incomodar um pouco durante o trajeto. Pensei: "dinheiro jogado fora". Mas quando olhei com mais calma o ângulo das poucas fotos tiradas ainda na saída de Barbacena, achei a perspectiva bem legal, mostrando o painel da moto e as ruas. Resolvi voltar com a GoPro na mesma posição no ombro, desta vez filmando em conjunto com a que estava na frente. Spoiler: deu supercerto!
No retorno, parei no trevo de Paiva e comprei quatro frascos de iogurte. Levei comigo uma pequena bolsa térmica, que conseguiu acomodar três deles. Deixei-a aberta, com o quarto frasco por cima, dentro do baú lateral da moto. Como o trajeto é curto, o fluxo de ar ajuda e o baú não esquenta tanto por não ser preto, estava tudo sob controle.
A viagem de volta foi tranquila, com a subida da serra sempre espetacular. Em pouco tempo, já estava na casa dos meus pais para o almoço em família.
Hoje foi um daqueles dias de sair só para pegar a estrada. Minha ideia era pegar a moto e tomar um café ou lanchar em algum lugar. Com a Rochelli de plantão, seria um passeio solo.
Ultimamente, estou tendo umas dormências meio estranhas do lado esquerdo do corpo e, após algumas consultas médicas, ficou estabelecido como causa provável alguma lesão na coluna cervical. Fui adotando várias mudanças na rotina (pilates, fisioterapia) e de postura (posições no computador, móveis, etc.). Uma das alterações que fiz foi comprar um novo capacete. Apesar de gostar muito do meu Helt Cross, já estava achando a peça meio barulhenta com a mudança de moto (a bolha da Himalayan, mesmo a alongada, é menor do que a que eu tinha colocado na Ténéré). Além disso, por ser um modelo cross, é mais pesado, somando-se ao peso de toda a estrutura das GoPros com seus suportes colados firmemente ao casco.
Optei, então, por uma solução mais tradicional e leve: um Axxis Panther, que não é cross e não tem pala, mas é bem mais leve, aerodinâmico e silencioso. Suportes para a GoPro não ficam mais no capacete e, para isso, terei de fazer alguns experimentos.
Acabei saindo mais tarde e queria mesmo pegar uma rodovia mais rápida, para ver como o equipamento recém-chegado se daria na estrada. Já havia dado uma saída rápida na BR-040 outro dia e gostado bastante do desempenho, mas, desta vez, o usaria por mais tempo.
Resolvi seguir para o norte, rumo a Carandaí, e verificar opções de lugares para lanchar (ou almoçar, já que estava ficando tarde). Fixei a GoPro no bagageiro utilizando um bastão de fibra de carbono que tenho (depois vi que o ângulo não ficou tão legal para as viagens, mas foi o que deu para fazer por enquanto). Comprei outros suportes que ainda estão a caminho: um para o ombro e outro para o guidão da moto.
Peguei a estrada. O dia estava muito bom para rodar. Meu plano era tentar comer algo simples em um lugar diferente até Carandaí. Se eu não encontrasse nenhum local interessante ou que valesse a pena, faria aquela parada de lanche lá no Restaurante Estação Carandaí, talvez provando o almoço deles, que ainda não conheço.
Contudo, antes de chegar a Carandaí, lembrei-me do Roda D'Água, que agora se chama Restaurante Engrenagens, e dei uma parada por lá. Vi que o ambiente havia mudado bastante desde o dia em que eu e a Rochelli tentamos parar ali — na época, não tínhamos gostado muito. Parece ter mudado de proprietário ou algo do tipo. Estava saindo um ótimo almoço no fogão a lenha com churrasco e preço muito bom (tanto por pessoa quanto por quilo). Resolvi experimentar e não me arrependi.
Dali, voltei para Barbacena, pois já havia combinado de dar uma passada na casa dos meus pais à tarde.
Mais um bom local para dar aquela esticada nas pernas e fazer uma refeição quando estiver por aquelas bandas!
Hoje foi um dia em que resolvi ir a um lugar que há muito tempo está na minha lista de interesse: a Fazenda do Pombal, antiga propriedade onde Tiradentes viveu sua infância. Nunca foi um destino difícil de ir ou distante, pois está localizado no município de Ritápolis, com acesso pouco depois de São João del-Rei. Contudo, sempre fomos passando outros roteiros na frente, por diversos motivos. Nesta sexta-feira, aproveitando que eu não tinha aula na escola, resolvi pegar a Himalayan e visitar, finalmente, o local. Era dia de plantão da Rochelli e por isso fui sozinho, mas já imaginando que visitar um punhado de ruínas históricas (restou muito pouco das construções do período colonial) não seria um programa tão atrativo para ela.
Saí logo pela manhã, mas sem pressa, sabendo de antemão que o trajeto seria bem curtinho: pegando a BR-265 direto para São João e depois a estrada que vai para Ritápolis, com um pequeno trecho desconhecido de terra antes de chegar à propriedade. Como acabei tomando um cafezinho antes de sair de casa, não parei em lugar algum na ida — em nenhum daqueles pontos onde geralmente paro para lanchar. A estrada estava ótima e o tempo, nem se fala. Dia lindo, sem qualquer nuvem e com temperatura bem amena, como prefiro.
Em pouco tempo, já estava atravessando São João e a avenida que dá acesso à estrada para Ritápolis. Passei em frente ao campus da UFSJ e, depois de alguns quilômetros, peguei, à direita, a pequena estrada de terra que leva à fazenda. Passei por algumas pequenas pontes e por mata-burros dispostos no sentido longitudinal da pista — o que é um perigo para motos —, mas, por sorte, tinham instalado um gradil sobre um dos lados, possibilitando a passagem sem maiores preocupações. A estrada, simples, porém bem conservada, é estreita e bem plana, por se tratar, em boa parte, do leito antigo da Estrada de Ferro Oeste de Minas, acompanhando o curso do Rio das Mortes.
Ao chegar, já pude ver um cuidado especial com a estrutura da fazenda logo na entrada: placas de identificação e de informações, local designado para estacionamento, entre outras melhorias. Uma funcionária se apresentou assim que estacionei a Himalayan, mostrando todas as instalações e possibilidades do local. Trata-se de um espaço de preservação ambiental e cultural. Além dos alicerces e ruínas da antiga casa de Tiradentes, há os vestígios de um engenho do século XVIII e também construções mais recentes, acredito que de meados do século XX, contando com banheiros para o público, maquetes do local no período da Inconfidência Mineira e outros prédios administrativos. Havia partes passando por obras de renovação e ampliação. Há também várias trilhas pelo parque, bem sinalizadas, e muitas mesinhas rústicas, bancos, brinquedos para crianças confeccionados em madeira, etc. Uma excursão com um ônibus repleto de idosos estava lá para conhecer a fazenda e percorrer uma das trilhas. Eu optei por não fazer caminhadas longas dessa vez; ficará para uma próxima. Mas pude andar pela área central, examinar as interessantíssimas ruínas e ainda caminhar pelo trecho que leva ao encontro dos rios Santo Antônio e das Mortes, onde há um bonito deque com mirante para as águas.
Aproveitei o tempo que passei na fazenda para curtir a natureza e arejar bem a cabeça. Achei um ótimo lugar para espairecer, conhecer e passear. Eventualmente fazer um piquenique, quem sabe. Um lugar para revisitar, certamente. Antes de sair, as funcionárias me alertaram para que eu assinasse o livro de visitas (eu já ia me esquecendo, apesar de ter falado, no início de tudo, que fazia questão de assinar).
Saindo da fazenda, pensei sobre o retorno. Não queria atravessar novamente o centro de São João del-Rei, com seu trânsito carregado, somente para retornar pela mesma rota. Essa decisão me deixava duas opções alternativas de regresso: a estrada de Prados ou a volta por Lagoa Dourada e Carandaí. Optei por Lagoa e pelo caminho mais longo, lembrando-me de uma lanchonete com pão de queijo recheado recomendada pelo meu irmão Leonardo, nas proximidades de São João, justamente perto dos bairros por onde eu passaria para pegar as estradas de retorno.
Por azar, o local do pão de queijo estava fechado, apesar de constar como aberto no Google Maps naquele horário. Bem, segui viagem rumo a Lagoa, já com a parada para o lanche/almoço estabelecida: O Legítimo Rocambole de Lagoa Dourada, onde pude comer super bem.
De Lagoa, peguei a belíssima estrada para Carandaí, com o tempo aberto e a ótima visibilidade propiciando enxergar longe, muito longe. De Carandaí, segui pela conhecida BR-040 de volta para casa.