quarta-feira, 22 de abril de 2026

Voltinha por São João del-Rei

Quarta-feira e um dia atípico. Por questões de ajustes burocráticos no calendário escolar, o horário que correu na escola nesta quarta foi o de segunda-feira. Loucuras burocráticas de tentativa de padronização da escola, em que se quer um número pré-determinado e igual de segundas, terças, quartas... Enfim, dessas medidas que parecem muita organização, mas no final não contribuem em nada para a qualidade do ensino.

Apesar dessa doideira, com a qual obviamente não concordo, ganhei uma quarta-feira de folga. E aí aproveitei para dar um pulo em São João del-Rei. Ainda não tinha rodado com a Himalayan nessa parte da BR-265 e saí assim meio sem destino mesmo. Poderia ser só até Barroso, até São João ou mesmo mais distante, tipo Rio das Mortes, São Sebastião da Vitória, etc.

Saí na parte da manhã, mas com o compromisso de voltar ali pelo horário do almoço, pois já tinha combinado de almoçar na casa da Nara, tia da Rochelli. O tempo não estava lá muito bonito, mas isso contribuía para uma temperatura mais amena, o que é ótimo. A viagem foi tranquila e agradável.

Chegando a São João del-Rei, parei no Legítimo Rocambole de Lagoa Dourada e tomei aquele ótimo capuccino com um pão de queijo. 

De lá, pensei em retornar por Lagoa Dourada e Carandaí, aproveitando outra rota, mas ao sair de São João, ali pelos lados do aeroporto, fui percebendo que esse caminho me faria atrasar bastante para o almoço. Mudei de ideia então e entrei na estrada para Prados. Lembrei que o trecho havia sido recapeado recentemente e a asfalto estaria ótimo. Vencer os quebra-molas e os bloquetes não seria problema com a Himalayan.

Assim, retornei por Prados e Dores de Campos, passando pelos centros das cidades e rapidamente alcançando novamente o trevo de Barroso, de onde retornei a Barbacena.

Um passeio breve e simples. Uma oportunidade. Um descanso.





sábado, 18 de abril de 2026

Só porque é bom

Hoje foi um dia de um passeio conhecido e curtinho. Resolvi sair só porque é bom mesmo, e esses passeios costumam ser os mais reparadores da mente.

Minha ideia era ir para os lados de Ibertioga e tomar um café em uma das padarias de lá. Mas o dia estava tão bonito que, chegando na pequena cidade, resolvi esticar para aquela estrada maravilhosa de Santana do Garambéu, com suas colinas e piso de bloquete.

Não me arrependi, pois o dia realmente estava incrível e as vistas, nossa, de perder o fôlego.

Em Santana, basicamente parei em frente à conhecida igreja de pedra para tirar umas fotos da Himalayan, aproveitando o cenário.

Voltei em seguida, aproveitando cada trecho da volta e em breve já estava em Barbacena novamente.





sábado, 11 de abril de 2026

Três proveitos

A viagem dessa postagem foi um pouco diferente. Uma viagem para Juiz de Fora com um objetivo bem específico, mas também uma visita familiar e também a solução de uns contratempos na moto.

Havia marcado um horário no Consulado Honorário de Portugal em Juiz de Fora, que funciona em datas pré-definidas na Associação Portuguesa de Juiz de Fora. Consegui um horário no último dia de funcionamento da missão consular, uma quinta-feira, às 15h30min, o que deixaria a minha vida um tanto quanto corrida naquele dia. Iria aproveitar então para dormir ficar na cidade por um ou dois dias, aproveitando para visitar a minha mãe, que ainda se recupera de uma cirurgia e também para dar um pulo na concessionária da Royal Enfield.

A volta na concessionária se daria por dois motivos. O primeiro é que, após a revisão, apareceram manchas nos baús laterais. E eu deduzi que poderia ter sido na lavagem que fizeram da moto após o serviço, após o qual peguei direto a BR-040 para retornar a Barbacena. Achei que as manchas poderiam ter sido um problema com algum produto que, mal secado, se fixou nos baús ao longo da viagem que eu fiz. Mas não tinha também certeza, pois eu poderia ter passado em alguma poça ou produto derramado na estrada (o que eu definitivamente não lembrava, uma vez que o tempo estava bom e a estrada estava relativamente vazia) que poderia ter ficado aderido. Eu mesmo havia tentado tirar as manchas, mas preferi mandar os baús para a concessionária através do meu pai, que está fazendo a viagem Barbacena a Juiz de Fora regularmente. O segundo motivo era um barulho que vinha aumentando na minha moto e ficando bastante incômodo. Eu sabia que não era nada sério. Apenas alguma peça com alguma folga ou falta de aperto mesmo. Mas, já que iria a Juiz de Fora mesmo, maquei um horário na Euroville Royal Enfield logo na manhã de sexta-feira, para que pudessem analisar tudo com tempo devido.

Meu plano era voltar na sexta mesmo, dependendo de como corressem as coisas, principalmente na concessionária. Eventualmente, poderia deixar para regressar no sábado, ficando mais um tempo com os meus pais.

Bem, terminado o turno da escola, fui almoçar na casa da minha sogra, como faço em alguns dias da semana e, como deixei tudo já previamente preparado para a viagem com a ajuda da Rochelli, consegui sair sem demora, pegando logo a 040.

A viagem foi muito boa, apesar de certa preocupação com o compromisso e as obras constantes na estrada, feitas pela nova concessionária, a EPR Via Mineira. Cheguei à Associação Portuguesa com tempo de sobra, por volta das 14h40min. Lá estive com o próprio cônsul, que havia vindo pessoalmente para essa missão consular. Muito educado e atencioso, fez questão de perguntar bastante sobre o processo de marcação de datas online. Acabou que não consegui resolver o que eu havia programado. Burocracias administrativas e jurídicas. Normal. Ainda mais para questões internacionais. Eu, que tenho também a cidadania portuguesa, ainda tenho alguns detalhes a serem acertados.

Do consulado, fui ao apartamento da minha mãe e por lá fiquei o resto da noite, fazendo companhia e batendo um bom papo. Foi muito bom conversar com ela, vê-la já bem mais recuperada e dormir em Juiz de Fora. Senti falta da Rochelli ao meu lado, mas conversamos pelo celular.

No dia seguinte, sexta-feira, saí com a Himalayan para a concessionária e fui recebido pelo Fábio, chefe da oficina. Sobre os baús, fizeram uma descontaminação e limpeza para mim, diminuindo as manchas, mas eles garantiram que não havia nada agressivo ou com problemas de secagem na lavagem após o serviço. Ficou aquela coisa de não saber ao certo o que causou o problema. Ao menos, as manchas ocorreram no lado interno, próximo à fixação dos mesmos no suporte, perto da roda traseira (o que também corrobora para a hipótese de ter sido algo jogado pela própria roda). Sobre o barulho, deixei a moto lá na oficina da loja e rapidamente descobriram o barulho, que comigo só ocorria com a moto andando. De qualquer forma, pediram que eu a deixasse lá para que acabassem com o barulho, verificassem novamente todos os apertos e fizessem todos os testes de rua necessários. Voltei ao apartamento pedindo um carro do 99.

Como minha irmã acabou indo a Juiz de Fora também nesse dia para uma consulta, acabamos passando uma sexta-feira familiar por lá, o que foi bem legal. Ela voltaria a Barbacena no final da tarde mesmo, mas eu resolvi ficar ainda mais uma noite e voltar na manhã do sábado. A boa notícia é que, ao buscar a moto lá na Royal Enfield com o meu pai, verifiquei no retorno que o barulho realmente tinha sumido completamente. Na concessionária, o pessoal me explicou que já viram acontecer com alguns modelos e já sabiam exatamente o que fazer, mas preferiram ainda assim fazer todas as verificações. Está certo mesmo. Na volta da oficina, vim seguindo meu pai no carro dele passando por várias ruas e avenidas com remendos e... Tudo certo. Tudo justinho e perfeito.

Na manhã seguinte, sábado, ainda consegui encontrar brevemente o tio Célio, que, sabendo que eu ainda estaria na cidade pela manhã, foi ao apartamento para conhecer pessoalmente a nova moto. Deu uma voltinha e parece ter gostado bastante. Com certeza faremos vários passeios em que ele poderá testar devidamente a Himalayan, preferencialemente na estrada.

O retorno, para variar, foi ótimo. Apesar desses pequenos contratempos, a Himalayan está me surpreendendo muito positivamente. Conforto e torque surpreendentes. Cada viagem é realmente um prazer. Parei no já tradicional Alto da Serra Lanchonete e Restaurante para um ótimo almoço e em pouco tempo já estava de volta a Barbacena.






sexta-feira, 3 de abril de 2026

De Mercês para a Prainha em grupo

Com o feriadão de páscoa, o pessoal do grupo de moto começou a se manifestar. Como sempre, o Alex foi um dos primeiros, dizendo que estava a fim de rodar por esses dias. Algumas mensagens trocadas e saiu o combinado de dar uma rodada na sexta. Só não definimos para onde, kkkk. Aproveitei e mandei uma mensagem também para o Samuel. Fazia um bom tempo que havíamos rodado e disse para ele chamar os amigos dele também. Acabou que ele também topou, mas disse que os caras provavelmente estariam enrolados. Combinamos todos de encontrar no Posto Pelicano da Avenida Sanitária às 8h.

Eu e a Rochelli saímos mais cedo de casa, pensando em abastecer no posto Belvedere, no qual confiamos mais, mas acabou que fizemos uma projeção do combustível restante nas motos e desistimos, tínhamos mais de meio tanque. Fomos direto para o Pelicano e, em pouco tempo, o Samuel chegou, seguido, poucos minutos depois, pelo Alex e a Maria. Foi bom que iríamos rodar pela primeira vez com essa formação. O Alex nos conheceu no Belvedere justamente quando estávamos em um passeio com um Samuel, anos atrás. Mais um casal, afinal, se juntou ao nosso grupo do dia, o qual tivemos o prazer de conhecer: o Edu e a Alexsandra, que nos encontraram mais perto da BR-040, na Cabana da Mantiqueira, com uma bela Honda CB500X.

Acabou que decidimos ir a Mercês para tentar tomar um café por lá, no Meia Lua ou em alguma outra padaria. Em plena sexta-feira da paixão, grandes eram as chances de ter muita coisa fechada, principalmente em uma cidade pequena. Mas haveria de ter algum lugar legal aberto pelo menos no trajeto. Imaginei logo os Laticínios Boa Vida, com aquele ótimo iogurte, mas as chances de estarem com a loja aberta eram bem pequenas também. A partir da Cabana da Mantiqueira, seguimos rumo sul pela 040.

Finalmente parecia um dia sem qualquer chance de chuva, ao menos na parte da manhã. O tempo estava firme, com poucas nuvens, o que era um ótimo sinal, depois de toda a chuvada dos últimos meses. Seguimos a bela estrada e fomos passando pelos lugares, todos com portas fechadas por causa do feriado. Os Laticínios Boa Vida estavam aparentemente fechados e nossas opções pensadas previamente iam diminuindo a cada trecho rodado.

Chegando em Mercês, paramos na praça principal. Tudo fechado mesmo. Meia Lua, padarias, lanchonetes, enfim, todo o comércio. Conversamos um pouco ali na praça e mesmo e logo vimos que teríamos de procurar um outro lugar para comer. O Alex então sugeriu um pesque e pague próximo de Carandaí, para almoçar. O Samuel não poderia ficar com a gente até a parte da tarde, pois já tinha marcado um almoço com os sogros em Barbacena. Seguimos com o retorno então, mas dando duas paradinhas na BR-265: na Parada Olhos D'Água, onde, apesar dos preços exorbitantes, tomamos um cafezinho e conversamos por um tempo, e no Posto SBT, em Santa Bárbara do Tugúrio, para abastecermos algumas das motos (inclusive a Crosser e a Himalayan).

De lá, passamos novamente por Barbacena e, no primeiro acesso nos despedimos do Samuel. Seguimos então para Carandaí, procurando o tal do pesque e pague, o qual depois descobrimos se tratar da Fazenda Prainha, cujo acesso era por uma estrada de chão em frente ao Restaurante Caldeirão Mineiro. Seguindo o Alex, ainda pegamos um acesso errado, que nos fez dar de cara com a entrada de um sítio, com a porteira fechada. Depois de trocar uma ideia com um caseiro, retornamos e descobrimos o acesso correto, o qual é, basicamente, uma estrada que liga a 040 à antiga Linha do Centro, da ferrovia, hoje desativada. Havia um pouco de barro e umas poças bem profundas, mas chegamos sem problemas ao lugar.

Um restaurante rústico, mas muito bem pensado e com bom atendimento. Um grande lago e ótimas vistas. Foi um bom novo lugar para se conhecer. Pedimos pratos individuais bem servidos com preços bem acessíveis e conversamos bastante enquanto comemos. Só não ficamos mais tempo por ali porque o dia começou a ficar escuro, com ar de chuva. Decidimos todos que era melhor irmos embora. Ainda demos uma voltinha para conhecer as instalações e tiramos umas fotos.

Depois disso, pegamos novamente o acesso e logo, a 040. Em pouco tempo, estávamos de volta a Barbacena.

Muito bom rodar em grupo novamente!