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sábado, 6 de julho de 2024

Na trilha dos bandeirantes

Hoje foi mais um sábado de passeio solo. Daqueles em que a Rochelli estava de plantão. Resolvi que era hora de tentar ir a um lugar por cuja entrada sempre passamos na BR-265, mas nunca havíamos entrado. Era sempre possível ver uma bonita e bem cuidada estradinha asfaltada rumando para o norte a partir de um trevo da 265, com a placa: Conceição da Barra de Minas. Então, era mais uma daqueles locais da listinha "quero visitar" do Google Maps.

Saí com calma por volta das 9h e peguei a estrada rumo a Tiradentes e São João del-Rei, com a ideia de tomar café da manhã em algum ponto do caminho. A rodovia estava com um certo movimento, mas nada demais. Alguns caminhões grandes também. O tempo estava bom, mas não com tanta visibilidade. Frio e seco e talvez meio enevoado por conta das queimadas que ocorrem nessa época de inverno.

Passando São João del-Rei, pensei que seria uma boa ideia parar em São Sebastião da Vitória para lanchar, aproveitando a parada do pão de queijo, de nome Pão de Queijo Du Rei, logo após a pequena cidade. Mas antes, dei uma paradinha na entrada de Rio das Mortes, para fazer um ajuste no suporte da GoPro o qual fixei no baú da moto, para experiências. Uma das peças, feita de alumínio, desgastou a rosca de aperto e a câmera passou a ficar caindo para frente durante o trajeto. Ajuste feito, segui para São Sebatião e alcancei a parada, onde fiz um ótimo lanche. Dali era prosseguir mais uns poucos quilômetros pela 265 e chegar finalmente ao trevo de acesso de Conceição da Barra.

Ao chegar ao trevo, já havia uma queimada bem próxima à via. Prossegui com cautela e pude perceber que, em sua parte inicial, a estrada segue paralela à Ferrovia do Aço. Depois, torna-se uma estrada muito bonita, com altos e baixos, vales e um piso impecável, parecendo recém colocado. O percusso, contudo, é bem curtinho e em pouco tempo já se alcança um grande e bem cuidado pórtico de entrada da cidade, em que aproveitei para dar uma paradinha e tirar algumas fotos. Depois do pórtico, nos vem aos olhos uma pequena cidade, com raízes históricas antigas (que mais tarde pude verificar serem ligadas ao desbravamento de Minas Gerais pelos bandeirantes). Três igrejas históricas (Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora da Conceição e Santo Antônio) estão cercadas de muitos casarões visivelmente históricos. A arquitetura barroca das igrejas é muito bonita e interessante. A cidade estava movimentada, pois, aparentemente, estava para acontecer uma cavalgada. Cavalos e cavaleiros estavam por toda a parte, o que acabava justificando uma curiosa placa que encontrei na praça da igreja de Nossa Senhora do Rosário: "proibido amarrar e subir com cavalo na praça". Muito legal, kkkk. Rodei pelo pequeno centro, tirei fotos e curti conhecer o pacato local. Não encontrei nenhum lugar que chamasse atenção para almoçar ou mesmo fazer outro lanche. Também ainda estava um tanto sem fome, considerando o lanche feito em São Sebastião.

Despois dessas ótima escapulida da rotina, resolvi voltar e, novamente, lanchar ou almoçar pelo caminho. Acabei fazendo o exato caminho de volta, optando por não enveredar por outros caminhos, ao menos por ora. A parada do segundo lanche acabou sendo tradicional, no Legítimo Rocambole em São João del-Rei.

Mais um pequeno passeio exploratório pela região do Caminho Velho da Estrada Real. Mais um passeio contemplativo também, restabelecendo a calma desligando um pouco da rotina, dos compromissos e do "mundo virtual". O melhor de tudo, é que, além de curtir a estrada, achei a pequena cidade de Conceição da Barra incrível!




















sexta-feira, 29 de abril de 2022

Rio das Mortes

Aproveitei a manhã de sexta-feira, em que não tenho aulas, para pegar a Ténéré e dar uma espairecida. O local escolhido foi o pequeno Distrito de Rio das Mortes, pertencente a São João del-Rei e que é caminho da Estrada Real. Faz tempos que desejo conhecer o pequeno local, sempre evidente quando rodamos pela BR-265 e passamos pelo bem cuidado trevo do distrito.

Saí logo pela manhã em uma rodada solo, já que a minha lindinha estava no trabalho. A moto já estava abastecida e, então, foi só pegar as coisas, ligar e sair. Viajei devagar, curtindo a estrada e o dia perfeito, sem nuvens. 

Ao chegar em Rio das Mortes, procurei o centro do distrito, logicamente onde se situa a igreja principal. Para minha surpresa, o lugar estava lotado: estava saindo de uma capela lateral um cortejo para um enterro. De forma discreta, parei a moto na frente da igreja, tirei poucas fotos e resolvi aguardar. Enquanto estava ali, observando ao longe, a movimentação, vários senhores moradores locais pararam para conversar, para saber de onde eu era e para comentar detalhes sobre o distrito. A conversa foi ótima e pude saber para onde vão todos os acessos de estrada que partem do centro do distrito, além de muitas outras histórias. Devo ter ficado ao menos uns 40min conversando com o pessoal de lá, que tem o maior orgulho do pequeno e bem cuidado distrito, o qual vem conquistando um crescente turismo de base religiosa.

Como a ideia era conhecer brevemente o local e retornar para um passeio curto, logo me despedi e voltei à estrada. Claro que dei aquela paradinha básica no Legítimo Rocambole para tomar um café e levar um agrado para casa. A Rochelli agradece, claro.

Alma abastecida de paz para mais um bocado de dias!