Neste sábado resolvi dar uma esticada na moto e aí pensei em revisitar alguns lugares históricos. Acabei optando por ir para os lados de Ouro Branco, afinal, a estrada entre Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco é um ótimo trecho da Estrada Real, passando pelas fazendas da Varginha e Carreiras.
Saí de casa não muito cedo, com a ideia de lanchar ou almoçar em algum lugar. O frio de inverno já está pegando em nossa região e, por isso, fui precavido, separando algumas camadas extras de roupa. Optei por não colocar o forro de minha jaqueta, sabendo que a região para onde eu iria é, normalmente, bem quente.
O dia estava muito bonito, com o céu completamente azul. Peguei o contorno e, em pouco tempo já estava na BR-040, aproveitando a estrada. Mas realmente, o frio ainda estava intenso, apesar de não ser tão cedo assim. Acabei parando em uma das lanchonetes do trecho próximo a Ressaquinha para colocar o forro da minha jaqueta, assim, meu conforto aumentou consideravelmente.
Segui por Carandaí e cheguei em Conselheiro Lafaiete, acessando a Estrada Real, hoje MG-129, estrada para Ouro Branco, pela Rua Santo Antônio de Pádua.
Fiz duas paradas. Uma na Fazenda da Varginha, onde uma parte do corpo de Tiradentes ficou exposta após a sua execução, e a outra na antiga hospedaria da Fazenda Carreiras, conhecida hoje como "Casa de Tiradentes". Foi basicamente o mesmo trajeto que eu havia feito há cerca de um ano. A Fazenda da Varginha agora está muito mais bem cuidada, sem tanto mato. Animei, então, a entrar e visitá-la, juntamente com o monumento a Tiradentes, para tirar umas fotos. A hospedaria da Carreiras etá igualmente bem cuidada e também dei uma paradinha por lá. Segui, depois, para Ouro Branco.
Ao chegar, minha intenção era fugir do agito e assim descartei a ideia de repetir o almoço no restaurante Trem Mineiro. Pelo que entendi, aos sábados ocorre uma feira na rua do restaurante, o que deixa a rua lotada e as vagas bem difíceis. Optei então por ir a um supermercado que vi no Google Maps e estava com várias marcações de lanchonetes e restaurantes, inclusive da rede Giraffas. Parei no supermercado, bem grande por sinal, e dei uma olhada nas opções. Acabei optando por tomar um café em uma lanchonete de lá. Café com leite e uma coxinha de costela, aparentemente a especialidade do local. Tudo muito bom por sinal. Aproveitei para esticar as pernas e descansar, com a bela vista da magnífica Serra de Ouro Branco logo ao meu lado, na janela. Uma funcionária do supermercado, ao me ver, até me perguntou se eu iria a um encontro de motociclistas que, aparentemente, estava acontecendo em alguma cidade próxima. Falei que não. Que era só uma rodada solo mesmo. A comunidade de motociclistas é, aparentemente, bastante unida. Ela se queixou de não poder ter ido e seguiu com seus afazeres.
Terminado o lanche e passado o tempo no local, resolvi voltar, mas por outro caminho. Não estava a fim de correr o risco de fazer o retorno zoado por dentro de Lafaiete como da última vez. Optei por tomar o acesso do "minério", passando ao largo da siderúrgica e através de Lobo Leite. Da última vez em que passamos por ali pegamos uma chuva e ficamos cor de ferrugem. Deu trabalho para limpar as moto. Dessa vez, o tempo estava seco, embora a poeira de minério fosse jogada ao ar pelos caminhões que cruzavam por mim no trecho, que é a MG-443. Sobre Lobo Leite, sei que existe um carimbo do passaporte da Estrada Real na pequena e histórica cidade. Até pensei em parar lá, mas eu não estava com o meu passaporte. Bem, é motivo para retornar por aquelas bandas, com a Rochelli, para conseguirmos mais este carimbo.
Depois de atingir o acesso à 040 novamente, o retorno foi tranquilo. Pensei em dar aquela passadinha na Parada da Mexerica, mas ainda estava em fome pelo bom lanche feito em Ouro Branco. Segui de volta para casa, aproveitando cada parte da estrada e suas paisagens. Como a temperatura subiu, o dia ficou muito agradável.
Em pouco tempo, já estava em casa. Cabeça renovada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário