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sexta-feira, 28 de maio de 2021

Passeio rápido à tarde

Hoje à tarde foi dia de um bree passeio com o Samuel. Ambos cansados do isolamento, resolvemos pegar as motos e seguir um pouco pela estrada para Pinheiro Grosso e Senhora das Dores.

Na estrada muito bem mantida, com o tempo muito bom para as motos, curtimos cada quilômetro percorrido. Libertador após tanto tempo em casa. Na Ténéré, incomodava um pouco o banco original, muito duro, para o qual tive de voltar (o meu banco sela começou a apresentar uns pequenos rasgos, pelo que tenho que mandar consertar).

Próximo a Pinheiro Grosso, paramos num antigo clube de servidores da EPCAR, sobre o qual o Samuel contou histórias de sua infância, na companhia de seu avô. Muito interessante. O tipo de local que jamais imaginaria que existia. Sempre dá para aprender sobre locais na região: nunca se esgota.

Como o distrito é muito próximo de Barbacena (Senhora das Dores também), resolvemos esticar até Desterro do Melo, para pegarmos o trecho de serra. É uma estrada fechada de vegetação, em que não dá para ter "aquele" visual da serra, mas é um trecho sinuoso e bem legal de rodar. Parece que o Samuel curtiu.

Em Desterro, paramos e colocamos o papo em dia. Muito boa companhia.

Antes que ficasse muito tarde, por conta da subida da serra no retorno, que fica escura bem rapidamente, decidimos voltar. De volta a Barbacenas, um breve pitstop no Bahamas Mix para comer um hambúrguer de frango (valeu a dica, Samuel! Já falei com a Rochelli, kkk).

É isso aí. Mantendo minimamente a vontade de explorar durante a pandemia. O importante é rodar, não importa por quanto tempo e nem para onde. Destinos, próximos e distantes, não faltam.










domingo, 29 de julho de 2018

De aventura e hospitalidade

Tudo estava mais ou menos acertado para irmos visitar Dores do Paraibuna, principalmente uma igreja cercada pelas águas de uma represa. Essa visão me chamou atenção imediatamente quando buscava por fotos da região no Google Mapas. Mas esta é uma viagem que ficará para uma próxima oportunidade (não distante, espero).

Fato é que nossos amigos Pedro e Luíza nos convidaram para visitá-los em Ubá mais uma vez. Claro que aproveitamos a oportunidade de voltar a um lugar tão acolhedor. As meninas (Rochelli e Luíza) vinham conversando pela internet e, quando me dei conta, já estava com a viagem toda engatilhada. Inclusive a rota, kkk. A sugestão de minha lindinha era que fôssemos via Alto Rio Doce, passando por Abreus, Dores do Turvo, Senador Firmino e Divinésia, mesmo pegando um grande trecho de estrada de terra! O retorno seria pelo trajeto convencional, via Rio Pomba e Santa Barbara do Tugúrio.

Saímos no sábado, viajando com muita tranquilidade, pois sabíamos que iríamos passar por muitas cidadezinhas que não conhecíamos e aproveitar uma boa estrada de terra. Boa mesmo, pois se mostrou larga e com um piso ótimo. Mesmo com a moto carregada com os baús laterais, deu para andar legal. Nada de costelas ou buracos.

Conhecíamos o trecho e a linda descida da serra até Desterro do Melo. Depois, seria tudo novidade. A estrada segue simples, porém com ótimo piso até Alto Rio Doce. Entramos na pequena cidade e aproveitamos para conhecê-la, mesmo que rapidamente. Surpreendeu-me ser repleta de morros e ladeiras íngremes. Não sei por quê, mas imaginava uma cidade mais plana. A cidade é bem legal, pelo pouco que pudemos observar. Encontramos o que parecia ser o centro, com uma bela igreja de uma torre com uma ladeira atrás, a qual levava a uma praça, igualmente bonita e bem conservada, onde se situava a prefeitura. Pelos vestígios, houvera algum encontro de motociclistas na cidade nos dias que antecederam nossa visita. Seguindo, tomamos o rumo de Abreus, e aí... terra. E que estrada de terra interessante. Acho que nunca rodamos um trecho tão longo e numa estrada tão boa de terra. Sem costelas, com pouquíssimos buracos, dava para rodar a 40, 50 Km/h. Muito legal. Em pouco tempo, mas curtindo bastante, chegamos a Abreus.

Entramos no pequeno distrito para conhecê-lo também, já que, de vez em quando meu irmão e minha cunhada vão àquela região visitar alguns parentes dela. Mais um pequeno lugarejo para nossa já grande lista. Mais uma igreja impecável e uma pequena praça quase sem movimento, a não ser por algumas crianças. Algum comércio ativo, mercearias, salão de cabelereira, entre outras lojas. Tiramos algumas fotos e seguimos nossa jornada pelas boa estrada de chão.

Chegando em Dores do Turvo, voltamos ao asfalto. Paramos na rodoviária da cidade, aproveitando para ir ao banheiro e comermos algo. Jamais imaginaria conhecer esta cidade, muito menos de moto. Não estava nos planos. Graças à minha lindinha, resolvemos passar por este trajeto que nos trouxe novas paisagens e lugares. Uma ampla e bem cuidada praça abrigava a rodoviária com lanchonete e sobre uma elevação imperava grande igreja em reforma. Penso ser das maiores que já vi nestas nossas andanças por pequenos lugares. Subimos no adro e admiramos tanto a cidade ali do alto quanto os morros ao redor. Tiramos várias fotos e, como já era de se esperar, pé na estrada.

Na sequência, Senador Firmino e Divinésia, antes de chegarmos em Ubá. Senador eu tinha vontade de conhecer, pois foi o primeiro local de trabalho de nosso amigo Pedro, que íamos visitar. Divinésia foi outra surpresa com uma decida de serra impressionante até chegar a Ubá.

Em Ubá fomos recebidos por nossos amigos Pedro e Luíza em sua casa. Almoçamos um ótimo strogonoff preparado pela Luíza, conversamos bastante e depois fomos de carro a Visconde do Rio Branco. As meninas iriam a um chá de bebê e, neste meio tempo eu e o Pedro ficaríamos no centro da cidade. Acabou que fomos também ao chá depois de passar brevemente um tempo no centro. Muitas famílias e amigos reunidos. O pessoal todo de lá é muito simpático e hospitaleiro. À noite, retornamos à Ubá, saímos e acabamos indo a dois lugares impecáveis: o Chefs Steakhouse e o Bendita Gula. Ficamos mais uma vez boquiabertos com a variedade de opções que a cidade nos ofereceu.

No dia seguinte, fomos a um churrasco num sítio de amigos dos dois. Mais uma vez, fomos muito bem recebidos. Acabamos provando, inclusive, carne de rã, que nunca havíamos experimentado. Tudo muito, muito bom, sem sombra de dúvidas. Mais hospitalidade ubaense: impecável. No meio da tarde, voltamos à casa do Pedro e da Luíza e nos preparamos para o retorno, não sem antes conversarmos mais um pouco com nossos amigos que tão bem nos receberam e fizeram questão de que nos sentíssemos em casa.

Já saudosos de mais uma viagem incrível que havíamos feito, iniciamos nossa viagem de volta, dessa vez, pelo caminho menos aventureiro, mas não menos bonito. Fizemos nosso retorno passando por Tocantins, Rio Pomba e Santa Bárbara, fazendo a subida da nossa já conhecida Serra de Santa Bárbara, já na luz crepuscular.

De volta em Barbacena, já cansados, tínhamos certeza de ter aproveitado ao máximo as pequenas e limitadas (além de, no meu caso, parciais) férias de julho, fazendo de tudo um pouco, revendo amigos e sabendo que estamos mais ligados do que nunca em nossas viagens e em nossas vidas.

 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 




quarta-feira, 1 de março de 2017

Compras no distrito

Um pequeno passeio e uma saída prática. É como posso definir esta minúscula "viagem". Mesmo sendo pequena, foi o suficiente para quebrar nossa rotina.

Resolvemos dar um pulinho em Alfredo Vasconcelos, cidade vizinha de Barbacena. O percurso mais interessante não é o da 040, mas sim o do antigo leito da ferrovia que ligava as cidades. Boa ideia para pegar uma pequena, mas bonita estrada de chão. Seria uma oportunidade de conhecer a escola estadual em que minha irmã leciona.

Saímos tranquilos, pegamos o contorno de Barbacena e logo entramos na antiga estrada, muito cheia de pedras, mas em boas condições. A vantagem dos leitos de ferrovias é que não têm subidas íngremes e perigosas, além de apresentarem traçados com curvas abertas e longas. O tempo não estava lá muito bom, o que, no entanto, não tirava a beleza do percurso. Eu havia passado por ali sozinho há muitos anos.

Chegando em Vasconcelos, para nossa surpresa, muito do centro da cidade estava interditado em função do carnaval. Estava difícil circular e o acesso que eu conhecia à tal escola estava impedido. Circulamos bem pouco e resolvemos voltar pela BR-040, desta vez desviando para a estrada que dá acesso ao distrito de Pinheiro Grosso. A Rochelli me disse que havia um supermercado famoso lá, conhecido por ter preços bem em conta. Considerando a possibilidade de passar por lá (a ida a Vasconcelos já parecia, de início, muito curta, kkk), coloquei os baús laterais na moto, os quais, além de bons para viagens, são ótimos para compras de mercado!

Pegamos a estrada para Pinheiro Grosso e fomos ao tal supermercado, o Pinheirão. Realmente, valeu a pena. Não apenas pelas compras, mas por toda a ideia do singelo passeio. Às vezes, esquecemos facilmente o quão fácil é quebrarmos a rotina com coisas simples. Uma boa escapada... E as compras da semana, garantidas! Kkk