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sábado, 18 de abril de 2026

Só porque é bom

Hoje foi um dia de um passeio conhecido e curtinho. Resolvi sair só porque é bom mesmo, e esses passeios costumam ser os mais reparadores da mente.

Minha ideia era ir para os lados de Ibertioga e tomar um café em uma das padarias de lá. Mas o dia estava tão bonito que, chegando na pequena cidade, resolvi esticar para aquela estrada maravilhosa de Santana do Garambéu, com suas colinas e piso de bloquete.

Não me arrependi, pois o dia realmente estava incrível e as vistas, nossa, de perder o fôlego.

Em Santana, basicamente parei em frente à conhecida igreja de pedra para tirar umas fotos da Himalayan, aproveitando o cenário.

Voltei em seguida, aproveitando cada trecho da volta e em breve já estava em Barbacena novamente.





sábado, 10 de maio de 2025

Explorando acessos

Mais um sábado na estrada, solo

Esse sábado foi mais um dia de passeio solo. A Rochelle, apesar de estar de folga do hospital e dos plantões, acabou pegando um trabalho como fotógrafa em um casamento, o que tornaria difícil conciliar com uma saída de moto. O pessoal do grupo até cogitou sair — já estavam combinando algo desde a sexta-feira —, mas tinham compromissos e planejavam rodar apenas à tarde. Como eu queria aproveitar o dia inteiro, especialmente a parte da manhã, decidi sair mais cedo. E, dependendo de onde eles fossem, talvez desse até para encontrá-los pelo caminho.

Quando acordei, o dia estava perfeito: sem nenhuma nuvem no céu, muito claro e com um friozinho agradável, daqueles que convidam a pegar a estrada. Vários destinos me passaram pela cabeça — como Lavras Novas, Cadentes e até opções mais distantes, como Lavras ou Juiz de Fora. Mas já fazia algum tempo que eu queria dar um pulo em Santana do Garambéu novamente. Primeiro, porque a estrada até lá é simplesmente excelente: sinuosa, serpenteando por cima das colinas, com trechos íngremes e vistas incríveis da Serra de Pitipoca. Segundo, porque eu tinha ouvido boatos — e até conferido no Google Earth — sobre obras de asfaltamento na região. Isso poderia ter melhorado bastante o piso da estrada, tornando o trajeto mais confortável e, quem sabe, até asfaltado o acesso à Cachoeira da Água Limpa, segundo alguns relatos. Fui, então, rodar por aquelas bandas para satisfazer minha curiosidade — e, claro, aproveitar mais um bom dia sobre duas rodas.

Não saí muito cedo, mas a ideia já era tomar o café da manhã na estrada. Como a estrada para Campolide e Bertioga não tem muitos pontos de parada, planejei tomar café em Bertioga mesmo — e assim foi. Percorri todo o trecho até Bertioga e, chegando lá, parei em frente à Padaria do Amaral. Tomei um café com leite com pão de queijo, bem gostoso, que caiu muito bem para começar o dia.

Depois disso, segui viagem em direção à estrada para Santa Rita. Passei pelo trevo de Santa Rita e fui até a rotatória de acesso para Piedade do Rio Grande e Santana do Garambéu, tomando o rumo dessa segunda cidade. Passei por Cachoeirinha e, em pouco tempo, já estava em Santana. Até Santana, não vi nenhuma obra ou melhoria na estrada além daquelas que já haviam sido feitas até Bertioga. Apesar disso — e de alguns remendos aqui e ali — a estrada continua sempre interessante, inclusive com alguns trechos calçados com bloquetes.

Chegando à cidade, resolvi seguir direto rumo à cachoeira para ver se algo havia mudado. Desci pelas ruas mais íngremes, atravessei a ponte sobre o rio lá embaixo — se não me engano, o Rio Grande — e percebi que tudo continuava igual, aquele terrão de sempre. Como o dia estava seco e frio, imaginei logo o poeirão que ia levantar. E como eu também não tinha planos de visitar a cachoeira em si, decidi voltar e evitar aquela sujeirada.

Retornei à cidade e fiz uma parada na igrejinha de pedra no alto, que tem uma vista muito bonita. Aproveitei para descansar a cabeça, curtir o silêncio e tirar algumas fotos. Sabia que em Santana não teria muitas opções boas para comer, então, depois de um tempo ali, decidi voltar e explorar mais alguns acessos.

No retorno, passando ali pelo trevo de acesso a Santana, na comunidade do Pico, resolvi tomar a saída à direita, no sentido de Santa Rita, só para ver como era o acesso. Enquanto percorria esse caminho, encontrei uma placa com várias quilometragens e informações. Quando parei para dar uma olhada, um senhor me alertou que aquele trajeto era complicado, com muitas encruzilhadas. Agradeci o aviso. Minha intenção não era seguir até Ibitipoca por ali, mas apenas conhecer o acesso mesmo. Percorri alguns metros até o fim do asfalto, avancei um pouco no trecho de terra só para avaliar as condições da estrada, mas desde o início sabia que não era dia de encarar um off-road. Dei meia-volta, retornei à comunidade e segui novamente para Ibertioga, com a ideia de almoçar por lá.

A volta foi igualmente prazerosa, com a estrada perfeita e o dia lindo. Retornei curtindo cada curva, cada trecho do caminho. Ao chegar em Bertioga, consegui parar próximo à Igreja do Rosário, onde eu já sabia que havia um restaurante bacana e bem acessível. Estacionei logo em frente ao restaurante, chamado Sabor da Terra, e fiquei por ali, almoçando com tranquilidade, já que ainda era cedo — por volta de 11h20.

Depois de satisfeito, ainda consegui visitar a praça e o espaço em frente à igreja. Em seguida, peguei a Tenerê novamente e iniciei o retorno para Barbacena. Durante toda a viagem, mantive contato com o pessoal do grupo de moto, mas eles ainda não haviam decidido para onde iriam. Quando cheguei em Barbacena, dei uma olhada no grupo e percebi que tinham combinado de sair para almoçar. Como eu já havia almoçado em Bertioga, vi que não daria para conciliar. Acabei indo para casa, bem satisfeito com o passeio. Depois fiquei sabendo que eles acabaram indo para Juiz de Fora. Esse passeio em grupo vai ficar para a próxima — ou quem sabe um passeio com a Rochelle, quando ela tiver uma folga. Andar de moto é sempre um prazer, e ajuda a gente a se conectar com a gente mesmo.









quinta-feira, 16 de março de 2023

Cachoeirinha e Santana do Garambéu

Na quinta-feira resolvemos que já era hora de cair na estrada e de retornar a um dos caminhos mais bonitos que conhecemos: a estrada de Santana do Garambéu. Também seria uma oportunidade de visitar a pequena comunidade de Cachoeirinha, na qual nunca havíamos entrado. A previsão do tempo estava marcando sol, com uma possibilidade de chuva a partir das 14h.

Aproveitando o esquema das sextas-feiras livres, as quais conseguimos, com alguma sorte e malabarismo, manter para este ano, saímos na parte da manhã, não muito cedo, torcendo para que a estrada que iríamos pegar estivesse em boas condições de rodar. As estradas mineiras continuam muito descuidadas.

Saímos de Barbacena e o trecho até Ibertioga, apesar de remendado, já apresentava inúmeros buracos. Não muito profundos, mas às vezes tomando a estrada inteira. Depois da cidade, os buracos continuavam, com menor frequência, porém mais profundos e perigosos. Apesar disso, o passeio estava ótimo, como um tempo muito bom e aquele cheiro agradável de manhã. Passamos várias plantações de eucaliptos bem perfumados. Alcançamos o trevo para Santana do Garambéu e pegamos o melhor da estrada, com suas subidas e descidas bloquetadas. Infelizmente, até este belo trecho já está sofrendo com buracos.

Antes de Santana, contudo, passamos em Cachoeira. Um pequeno lugarejo completamente parado. Demos uma rodada para conhecê-lo (o que não demorou muito) e seguimos viagem. Após transpormos os lindos vales e morros da região, chegamos ao trevo da comunidade do Pico e viramos para Santana.

Em Santana, fizemos uma parada na pequena igreja de pedra no topo da colina oposta à entrada da cidade (Igreja São Francisco de Assis). Em seguida, procuramos alguma lanchonete para tomarmos um café. Paramos em uma lanchonete/hotel no centro da cidade, que parecia bem organizado. Ao entrarmos, vimos que não tinha praticamente nada (e que o lugar nem era tão organizado assim). Pedimos um café com leite, um refrigerante e um desses pacotes de batata dessas industrializadas, tipo Elma Chips.  Bem, o café com leite estava impossível de ser tomado, com um cheiro estranho. Não deu. Mas aproveitamos as batatinhas, ficando pouco tempo no lugar. Decidimos tentar ir à cachoeira da Água Limpa, se o acesso estivesse transitável, apesar das fortes chuvas.

Seguimos até a cachoeira sem percalços. Bom para a minha lindinha ir treinando as habilidades no offroad. Uma equipe de funcionários, acho que de manutenção da estrada, estavam descansando nos quiosques próximos às quedas d'água. Cumprimentamos o pessoal, estacionamos as motos e visitamos as cachoeiras, tanto as quedas de cima, quanto as debaixo, mais fechadas. Foi bem agradável poder descansar a mente e recompor as energias ali.

Baterias recarregadas, decidimos retornar antes que o tempo (segundo a previsão), piorasse. Voltamos tranquilamente pelas mesmas belas estradas, com atenção aos buracos e chegamos novamente em Barbacena com um pouco de fome. Paramos na tradicional padaria Aurora para comermos um lanche reforçado que acabou substituindo nosso almoço do dia.

Como é bom manter o contato com nossa região!