terça-feira, 11 de outubro de 2022

Na terra

Aproveitando a tal da Semana de Outubro, resolvemos que era uma boa oportunidade para uma viagem mais longa, de alguns dias. Decidimos por uma ida a Juiz de Fora para visitar os parentes de lá e, claro, rodar um bocado de moto. Como minha lindinha tinha já marcado trabalhos de fotografia nos dois sábados da tal semana, resolvemos sair no domingo pela manhã.

O tempo não estava lá muito bom, com o céu completamente nublado. Contudo, não havia previsão de chuva, o que já era um alento. Saímos não muito cedo, por volta das 9h da manhã e paramos no Posto Avenida para a Rochelli completar o tanque da Crosser. Que beleza é abastecer uma moto super econômica para quem está acostumada com o nosso Fiestinha. O bolso agradece. Tanques cheios, pé na estrada.

A BR-040 estava bastante movimentada, acredito que por conta dessa semana estranha de folga. Vimos alguns carros com pessoas se dirigindo ao litoral. Fui na frente na maior parte do trajeto e usamos os comunicadores o tempo todo para conversarmos. Foi uma ótima compra, agora mais ainda, que estamos em duas motos. E o grande alcance da comunicação continua nos surpreendendo. A viagem foi super tranquila e a minha lindinha pôde ir pegando um pouco mais de experiência ao passar por um trecho da 040 que é um velho conhecido meu.

Ao chegarmos em JF, algumas mudanças no trajeto que planejei: havia uma grande obra em um trevo do distrito industrial e a feira da Avenida Brasil (havia esquecido completamente da grande feira de domingo). Fizemos alguns desvios que nos tomaram algum tempo, mas, no final, foi bom para rodar por outras ruas, inclusive no centro de Juiz de Fora. Alcançamos as casas do tio Célio e dos primos Daniel e Luciano, onde, como sempre, desfrutamos da grande hospitalidade da família, com muito churrasco, uma ótima conversa e muita gargalhada nas partidas de vídeo game.

No dia seguinte, segunda-feira, novo passeio de moto já esquematizado. Pegaríamos o acesso para a pequena cidade de Chácara, após a qual existe uma cachoeira com uma estrutura legal. Fazia tempos que o tio Célio queria nos levar lá para conhecermos. Mais uma vez o tempo estava nublado (embora quente), mas seria mais um aprendizado para a Rochelli, já que a pequena estrada da cachoeira não é pavimentada.

Após passarmos por alguns bairros, finalmente pegamos a estrada simples, porém bem asfaltada para Chácara. Estrada essa muito bonita, aliás, serpenteando os morros da região. Quando chegamos na cidadezinha, paramos para que o tio Célio comprasse uma garrafa de água mineral. Dali, seguimos para a estrada da cachoeira e, em pouco tempo, alcançamos o trecho de terra. Nada agressivo. Uma boa estrada de terra saibrada e bem cuidada: ótima para um primeiro contato para que a minha lindinha sentisse aos poucos o comportamento da motocicleta dela. Com a suspensão mais baixa, ficou evidente que ela estava bem mais segura. Foi um percurso tranquilo e repleto de natureza, com muitas árvores e pequenos sítios margeando a singela estradinha. De repente ouvimos o som de queda d'água que anunciava nossa proximidade com a famosa cachoeira. Descemos uma pequena colina e, curvando à direita, acessamos a fazenda na qual a mesma se localiza.

O lugar é muito lindo e organizado. Estava vazio, o que era meio que óbvio por se tratar de uma segunda-feira totalmente nublada. Havia um restaurante/bar, vários locais para as pessoas fazerem churrasco, um campo de futebol e área de camping. A cachoeira domina a paisagem e é muito aberta e acessível. Percorremos um trecho do rio com pedras e deu para ouvir e ver outra queda d'água mais a frente, rio acima.

Saímos da cachoeira, retornando a Chácara pela estrada de terra. Ao acessarmos o trevo da MG-353, já no bairro Grama em Juiz de Fora, decidimos tomar a direção norte, rumo a Coronel Pacheco, mas logo saindo dessa estrada à esquerda alguns quilômetros à frente, para pegarmos o acesso de volta à BR-040 (AMG-3085), que dá na Barreira do Triunfo. Na 040, descemos de volta boa parte do contorno de JF, pegando a entrada para o aeroporto. Percorremos várias ruas e avenidas interessantes na área, passamos no portão da minha querida UFJF e voltamos para a casa do tio Célio, onde terminamos o passeio com um belo almoço.

Neste dia, à noite, demos um pulo no Independência Shopping com o Daniel. Fomos e voltamos de Uber, sem preocupação com as motos e estacionamentos, curtindo um tempo super agradável na noite juiz-forana de clima ameno, bem diferente das noites frias de Barbacena.

Na terça-feira, com algumas coisas para resolver na nossa cidade, resolvemos retornar. Almoçamos com o Daniel e arrumamos nossas coisas, planejando a saída por volta das 15h, 16h. O retorno através de JF e pela 040 foi ótimo, com a estrada um pouco mais vazia do que na ida e minha lindinha vindo a maior parte da viagem na frente. Ainda resolvemos dar uma pequena paradinha no distrito de Correia de Almeida, numa lanchonete chamada Panela de Minha, onde tomamos um café rápido antes de voltarmos para casa.

Uma ótima viagem para escapar da rotina desgastante de estudo/trabalho e estar com pessoas tão incríveis. De moto, a dois, melhor ainda!



















domingo, 2 de outubro de 2022

Café da manhã diferente

Olá pessoal! Hoje o relato é bem rápido. Mas sempre com grande importância. Eu e meu lindo estávamos esperando um dia bonito e sem chuva para passear de motoca, pra eu colocar meu talento na estrada kkk. Até que na manhã de sábado o tempo deu uma melhoradinha, não com sol, mas sem chuva. E resolvemos tomar um café já estrada sentido Correia de Almeida!

Pegamos as motos e saímos. Paramos em um restaurante que a gente sempre avistava quando passávamos, mas não estava tão atrativo. Fomos para o Nosso Pão de Queijo, já conhecido e muito bom. Tem alguns pelas redondezas. Comemos pães de queijo recheados, Felipe um cafezinho e eu um suco de laranja. Conversamos um pouquinho e voltamos para Barbacena!

Um passeio curto mas sempre prazeroso. Com meu lindo! ❤️












domingo, 25 de setembro de 2022

Exploração e serra

Com o dia-a-dia corrido, cheio de trabalho, tanto na escola quanto com áudios, além dos estudos, resolvemos fazer um passeio curto pelas redondezas, para a Rochelli continuar com seu aprendizado motociclístico. E eu, claro, iria aproveitar os efeitos terapêuticos de mais um pequeno passeio de moto, kkkk.

A ideia era pegarmos alguma estradinha de terra bem tranquila e fácil, para minha lindinha ir testando como a moto se comporta em estradas não pavimentadas. O tempo, porém, não estava ajudando muito. Na véspera havia chovido um pouco e parecia que havia serenado durante a noite.

Bem, saímos em direção ao distrito de Campolide, para tentarmos pegar a antiga Linha da Oeste rumo a Antônio Carlos. Um passeio que já fizemos muitas vezes e que, por isso mesmo, parecia ser o ideal para um aprendizado básico: conhecido, sem subidas ou descidas íngremes e geralmente bem cuidado. Como tudo estava ainda bem úmido, falei que iria na frente, na parte de terra, para ir sacando como estavam as condições da estrada.

Próximo já de Campolide, lembramos que o acesso para a Linha da Oeste deveria estar em obras, ao menos até as instalações dos laticínios Porto Alegre, pois havíamos visto alguma movimentação neste sentido quando fomos até Ibertioga. Ao chegarmos no distrito, paramos no posto de gasolina e segui sozinho para avaliar o antigo caminho. Estavam fazendo um asfaltamento da sede da Porto Alegre até Campolide e as obras já estavam bem avançadas, com a camada asfáltica sendo colocada na antiga estação ferroviária do distrito. Toda esta parte estava ótima. Tanto a asfaltada quanto a preparada. Só seria ruim passar pelo trecho com as máquinas na pista. Segui mais em frente, para além dos laticínios e a estrada continuava boa, porém com algumas poças e algum barro fora do "trilho" dos carros e caminhões. Retornei e ponderamos. Como ela está ainda pegando confiança e não tem experiência alguma com off, resolvemos não arriscar. Além disso, depois do tombo que tomou, de bobeira, praticamente parada, chegamos à conclusão de que seria interessante rebaixar um pouquinho a Crosser. Isso vai fazer com que ela tenha mais conforto e segurança para encarar situações de manobras e baixas velocidades.

Como o acesso não estava do jeito que pensamos que estaria, decidimos que o ideal seria rodar em estradas asfaltadas. Pegamos o caminho de volta a Barbacena e atravessamos a cidade para acessarmos a BR-040. O novo plano seria irmos na direção de Santa Bárbara do Tugúrio, para comermos em um restaurante logo antes da descida da serra, ou mesmo descermos o início da mesma até chegarmos ao mirante com lanchonete que serve um delicioso pastel de queijo, cujo sabor experimentamos no ano passado.

Atravessamos o pedágio, o trevo de acesso para a BR-265 para Santa Bárbara e passamos em frente ao tal restaurante, mas resolvemos prosseguir para o mirante. Quando chegamos, para nossa surpresa, estava tudo fechado. Sem ter como parar ali (colocaram uma corrente no acesso ao estacionamento) não faria sentido nenhum atravessarmos a pista (estávamos descendo e o mirante fica no lado de quem sobe). Seguimos em frente, mas nosso plano não era descer a serra toda. Perguntei a minha lindinha se deveríamos voltar  quando encontrássemos uma reta com boa visão e alguma entrada para estradas vicinais, o que possibilitaria fazermos um retorno. Ela preferiu ir descendo, para retornarmos, com toda a calma e segurança lá em Santa Bárbara do Tugúrio. Isso implicaria em descer a serra toda.

Bem, descemos com toda a calma do mundo, inclusive um bom trecho atrás de um caminhão, sem forçar qualquer ultrapassagem. Desfrutamos da sempre linda vista da serra, aproveitando o passeio. A Rochelli sempre super tranquila. Em Santa Bárbara do Tugúrio, paramos no posto SBT e lembrei de uma lanchonete nova, pouco mais à frente, onde decidimos parar. Além de salgados tinham também almoço com preço fixo por pessoal (o que geralmente não compensa muito para nós). Tudo parecia ser muito bem feito e acabamos comendo por ali mesmo. O espaço era bem legal, com uma vista bonita da cidade e da serra, ao fundo.

Depois de um bom papo e a troca de impressões sobre o passeio e as estradas que percorremos, subimos a serra de volta. Mais um passeio para a conta e mais quilômetros de experiência para a minha lindinha. A terra ficará para a próxima. Vamos rodando sempre!