É isso mesmo que você leu, mas imagino que não tenha entendido, kkkkk. Agora não sou mais garupa do meu lindo, minha gente. Menos 60kg atrás dele... Agora estou é pilotandoooo.
Tudo aconteceu tão rápido! Em um mês fiz todos os procedimentos da auto escola, fiz exame, passei, compramos uma motoca para mim. Uma Crosser linda e maravilhosa, kkk. Encontrei na Olx uma moto impecável, 2.600 km rodados, praticamente 0 km. Fomos na casa do rapaz olhar a raridade. Não pensamos duas vezes e fechamos negócio. No dia seguinte fomos buscar.
O primeiro test drive foi no campo do parque de exposições, pois minha carteira ainda não havia chegado e eu não sou maluca de sair pelas ruas. Mas logo minha habilitação apareceu no app do celular e eu já estava apta a sair pelas ruas da grande e maravilhosa Barbacena (contém ironia).
Estavámos muito felizes e logo já quis dar um passeio. Escolhi o distrito de Campolide inicialmente. Saímos com as motos. Chegando em Campolide, achei pouco, kkkkk (igual criança que ganha brinquedo novo), então falei que queria ir a Antônio Carlos. Meu lindo aceitou meu pedido. Fomos rumo à pequena cidade. Comunicadores sempre deixando o passeio mais legal, várias dicas do meu motociclista favorito.
Chegamos lá, paramos perto da estação. Conversamos, tiramos fotos... E voltamos... Guardamos as motos cientes de que a partir daquele dia novas aventuras estariam por vir... Mas dessa vez: separados... porém sempre juntos!
Depois da busca por motos numa viagem inusitada que acabou terminando em Ibertioga, tínhamos um compromisso marcado. Neste domingo aconteceria o 1º Festival do Japão Extremo, com diversos eventos esportivos e de aventura planejados para acontecer na região do Vale do Japão (não o Japão de Senhora dos Remédios, mas sim o Japão de Oliveira Fortes, que daqui em diante chamarei de Japão II, uma vez que é também próximo ao Campestre II). Com a programação de voos de parapente e asa delta definida para acontecer a partir da Rampa do Japão, resolvemos, claro, dar uma expiada por lá e aproveitar para dar um passeio de moto. Deixo aqui um abraço para a Iriana, professora de História na mesma escola em que trabalho e minha amiga, que me contou pela primeira vez já há um bom tempo sobre os detalhes desses eventos por lá, bem como sobre a via de acesso à rampa.
Saímos não muito cedo no domingo, mas com a ideia de chegar antes do horário oficial dos saltos, para que pudéssemos garantir um bom lugar para ficar. Não sabíamos se o local iria ficar muito lotado, mas tudo indicava que sim. O tempo não estava lá essas coisas. Na véspera, sábado, estava incrível, com céu completamente azul e não muito frio. Mas o domingo amanheceu completamente fechado e com uma garoa fina. Nem dava para dizer se os voos realmente aconteceriam. De qualquer forma, pegamos a Ténéré e seguimos rumo a Correia de Almeida, via BR-40, até o trevo de acesso para o Campestre II.
Ao pegarmos a estrada do Campestre II, surpresa: após rodarmos uns quilômetros, percebemos sinais de grandes obras, com alargamento da estrada e uma preparação para o que parecia um serviço de asfaltamento. Mais à frente, chegamos a um asfalto novíssimo, recém implantado, ainda sem qualquer pintura. Progresso chegando no Campestre II, quem diria... Passando o pequeno distrito, limítrofe dos municípios de Santa Bárbara do Tugúrio e Oliveira Fortes, continuamos pela estrada que vai dar na rampa e mesmo essa parecia, em boa parte do seu traçado, ter passado por bons melhoramentos.
Quanto nos aproximamos da subida para a rampa, muitos veículos já estavam estacionados na base do morro. Paramos a moto, pegamos nossas coisas e começamos a subida a pé, que é curta, mas bem íngreme! Haviam feito uma boa estrada até o topo (coisa que da última vez em que estive lá, não existia), mas não arriscamos subir com a Ténéré, pois pensamos se tratar de um acesso apenas para a organização do evento e para os pilotos com seus equipamentos.
Ao alcançarmos o alto da serra, que vista! Impressionante mesmo! As fotos não dão noção de profundidade e nem da altura em que estávamos. O vale do Japão II lá em baixo e os contornos da Serra da Mantiqueira são incríveis vistos dali. Escolhemos um local um pouco mais plano (havia uns morrinhos na grama, que diminuíam a inclinação que existia ladeira abaixo), estendemos nossa toalhinha de piquenique e ficamos ali curtindo tudo. O pessoal foi chegando e vimos, pelos papos, que vários dos que chegavam eram praticantes de voos de asa delta, parapentes, rapel, entre outras modalidades aventureiras.
Depois de uma avaliação das condições da rampa e dos ventos por vários pilotos, os saltos começaram. Foi muito legal mesmo, pois eram muitos pilotos montando seus equipamentos e saltando. Ficamos bem no meio das duas rampas de salto: as dos parapentes e as das asas delta. Que coragem! Principalmente considerando o ponto vertiginoso de onde as últimas iniciavam seus voos.
Planejamos ficar por lá no período da manhã e por volta do meio dia procurarmos algum lugar para almoçar. Mas estava tão interessante (e havíamos levados uns biscoitinhos, água e suco) que resolvemos ir ficando, ficando. Saímos de lá quando realmente ficamos bem cansados, por volta das 14h30min. Não percebemos, mas queimamos um pouco no mormaço (o sol também saiu timidamente depois do meio dia).
Retornamos do que foi um ótimo passeio em um domingo para sair da rotina. Valeu a pena demais e com certeza retornaremos para as próximas edições do festival!
O passeio de hoje foi inusitado em muitos sentidos. Primeiramente porque ele surgiu de uma novidade empolgante: minha lindinha tirou carteira de moto! E super rápido: resolveu tudo mais ou menos em um mês! Agora poderemos continuar viajando juntos, mas de uma forma ainda mais empolgante, já que ela vai poder sentir ainda mais a liberdade ao pegar a estrada pilotando. Estamos muito animados porque estamos prevendo novas experiências que, claro, poderemos registrar também aqui no blog. O desafio mais imediato será viabilizar outra moto para que ela possa ganhar quilometragem para sairmos por aí.
Então, ao começar a olhar as opções de motocicletas usadas pela região através da internet, para ter ideia dos preços e tal, não é que ela encontrou na Olx uma Brosinha top logo ali em Santana do Garambéu? Eu havia dito que não faria minha já tradicional escapada das sextas-feiras para que fôssemos às lojas e concessionárias iniciar nossas pesquisas. Mas, diante de uma opção interessante de moto já de cara (e logo em Santana, com aquela estrada incrível), por que não dar aquele pulinho logo ali, fazendo um passeio massa demais?
A sexta-feira começou linda, com um tempo perfeito de inverno, sem qualquer nuvem. Pegamos a Ténéré, abastecemos e pegamos a estrada. Ao longo desse processo, a Rochelli foi entrando em contato com o vendedor. Na véspera, ele tinha enviado detalhes sobre a moto em uma mensagem de áudio, mas, como se tratava de uma loja, depois do horário comercial, o contato ficou offline. Não tínhamos uma informação importante: o endereço da loja em Santana do Garambéu. No site, constava apenas a cidade. Como é próxima e bem pequena, não vimos problema. Era ir e buscar lá mesmo, rodando. Enquanto viajávamos, o vendedor poderia responder as últimas mensagens e assim teríamos a localização exata.
A estrada está com um bom asfalto até o distrito de Campolide, porém dali em diante, até um pouco além do Ponto Chique do Martelo, é puro remendo. E com vários buracos insistindo em aparecer. É preciso atenção, mas que não tirou nossa animação e nem o prazer do passeio. Estávamos rodando devagar e conversando o tempo todo.
Em um dos pontos da estrada em que a internet ficou disponível, as mensagens da loja começaram a chegar, no formato de áudio. Minha lindinha alterou o modo do comunicador para ouvir as informações que chegavam no seu celular. A moto realmente estava nos esperando para dar uma olhada, mas a loja... era em Brasília. Kkkkkk. Com certeza algum erro de localização no cadastro da loja no site. Faltavam alguns quilômetros para chegarmos em Ibertioga. Resolvemos, então, seguir para uma visita rápida à pequena cidade, aproveitando para continuar a passear e visitar as famosas padarias de lá.
Paramos no centro, andamos um pouco e escolhemos um lugar para lancharmos. Devia ser umas 9h30min, 10h, por aí. Compramos vários deliciosos biscoitinhos e combinamos de retornar a Barbacena, usando o período da tarde para nosso plano inicial, de visitar as lojas de nossa cidade.
Parece que as escapadas de sexta acontecem mesmo quando planejo ficar em Barbacena, não é mesmo?
Esperamos em breve ter a sorte de encontrarmos alguma motinha usada, mas bem conservada para rodarmos juntos o quanto antes!