domingo, 21 de janeiro de 2018

Arredores serranos

Depois de um tempinho sem passearmos, por muitos motivos, resolvemos voltar a explorar os arredores da Serra da Mantiqueira. A ideia era, também, testarmos as jaquetas e luvas que havíamos comprado.

Particularmente, nunca havia sequer passado por algumas cidadezinhas próximas, inclusive algumas situadas em braços da serra, a leste da 040. A ideia era fazer um pequeno circuito, visitar inicialmente Mercês, passando naturalmente por Santa Bárbara do Tugúrio, e voltar por outro trajeto, a estrada que passa por Paiva e Oliveira Fortes, antes de pegar novamente a BR-040.

Pegamos a estrada com o dia lindo e ensolarado, seguindo nossos planos. Nossa, que calor! Havia um desvio a ser feito em Santa Bárbara, por conta de um problema de infra estrutura em uma ponte. Já havíamos feito o tal desvio por dentro da cidade quando fomos a Guarapari. Mas, dessa vez, uma pequena variante de terra estava pronta, deixando as coisas um pouco mais fáceis (e interessantes).

Adoramos Mercês. Muito aconchegante e arrumada. Além disso, almoçamos num ótimo restaurante, ligado a um hotel. Achamos totalmente por acaso. Chamava-se Hotel e Restaurante Meia Lua e, contava com uma comida mineira ótima, preço acessível e atendimento de primeira linha. Ficamos admirados. Um ótimo local e um motivo para retornar mais vezes à pequena cidadezinha.

De Mercês, pegamos o trajeto de volta, dessa vez desviando para a estrada de Paiva. Passando pelo pequeno lugar, não percebemos grandes atrativos, tirando a antiga estação ferroviária que, por mais derrubada que esteja, sempre chama minha atenção.

Estrada estreita e sinuosa. Grandes subidas e descidas, típicas de serra. Asfalto em boas condições. Íamos no sentido de Oliveira Fortes quando, de repente, topamos um trevo bem interessante, com uma saída em uma descida íngreme e uma pequena placa: Aracitaba, 9 Km. Minha lindinha logo disse: "Vamos?". Olhei aquela descida íngreme e aquele asfalto horroroso morro abaixo e pensei duas vezes. Mas, já estávamos ali e, se fosse inviável, poderíamos apenas dar meia-volta e retomar nossa rota. E morro abaixo fomos. Morro acima também. A estrada era bem ruim e novamente, totalmente de serra. Dessa vez, ao contrário da estrada principal (para Oliveira Fortes),  a qual tinha trechos muito altos, sobre os morros, essa parecia procurar vales, descendo sempre. Em pouco tempo chegamos a Aracitaba, com uma bonita igreja matriz e uma praça muito bem conservada. Como boa cidadezinha do interior, havia um evento com cavalos bem no centro. Estava repleta deles. Depois de uma breve rodada pela praça, seguimos nossa viagem. Voltamos ao trevo e seguimos para Oliveira Fortes.

Chegando lá, vimos mais uma pequena cidade, com um centro muito bem cuidado e uma bela estação, desativada, mas impecável (tão diferente da magnífica estação de Barbacena, a qual, infelizmente, está caindo aos pedaços).

O trecho final da estradinha, justamente o que a liga à 040, estava péssimo, com trechos repletos de buracos. Nada de mais para a Ténéré, mas, tomei cuidado extra. O retorno a partir da 040, foi tranquilo e nos ajudou a dissipar um pouco o calor que sentíamos, já que estávamos bem "paramentados".

Que passeio ótimo!

 
 
 
 
 
 




sábado, 6 de janeiro de 2018

Um novo ano

Mais um ano que começou e mais uma viagem incrível em família...

Foram tantas coisas e tantos dias que perdemos a noção do tempo e, sem internet, desligamos tudo. Inclusive não nos preocupamos em fazer um log de viagem. Ah... e também fomos de carro. Muita gente. Kkkk

Mas aqui vão muitas das fotos que tiramos. O litoral tem, realmente, uma atmosfera diferente.

Que esse novo ano possa nos trazer inúmeras viagens!




 
 
 
 
 
 
 
 
 

domingo, 10 de dezembro de 2017

Mais conforto = Mais viagens

 Após várias viagens num banco não muito confortável, meu gatinho resolveu aumentar nosso conforto... Comprou o famoso banco pedrinho, que mais parece um sofá! rsrs

Como tudo é desculpa para pegar uma estrada, fomos testar a qualidade do banco! Não fomos muito longe. Resolvemos ir até Ressaquinha, que tem uma estrada boa e bem pertinho de Barbacena.

O tempo também não ajudou muito, estava muito nublado e garoando quando saímos! Mas aproveitamos para tirar fotos na igrejinha que tem lá, e por sorte avistamos de longe uma estação que nem conheciamos! Fomos até lá também, tiramos fotos, descansamos e pegamos estrada de volta... Uma chuvinha chata pegou a gente, mas como sempre, nos divertimos mesmo assim.

Conclusão: O banco (sofá) é ótimo e muito confortável... Está aprovado! Agora é pegar uma viagem mais longa para ter ainda mais certeza!


 
 
 

domingo, 5 de novembro de 2017

Vale do café

Esta viagem começou com uma ida a Juiz de Fora, para ficarmos entre meus tios e primos. A partir de lá, o plano era tomar o rumo sul, para o Rio de Janeiro, aproveitando a antiga Estrada União Indústria e passarmos, ao menos, em Paraíba do Sul, para mais um carimbo da Estrada Real. Combinamos com o Pedro, a Luíza e alguns amigos deles, o Adriano, a Janaína, o Danilo e a Sandra. Nem todo mundo deu certeza, pois cada um tinha uma programação. Meu tio Célio animou a ir também, com sua Shadow 750.

Depois de uma noite complicada, em que eu e a Rochelli dormimos muito pouco (peguei uma virose, sei lá), acordamos cedo no sábado para seguirmos com nosso plano. Tio Célio já esperava a gente com um gostoso café da manhã e a moto reluzente, pronta para viagem. O tempo estava meio fechado e esperávamos encontrar chuva pelo caminho.

Marcamos o ponto de encontro no Posto Salvaterra, na saída de Juiz de Fora. Lá ficamos sabendo que o Danilo e a Sandra não iriam e o Adriano e a Janaína estavam atrasados. Entramos em contato e resolvemos seguir. Eu meio catimbado e minha lindinha com sono pela noite mal dormida, mas estávamos firmes em nosso propósito. Pegamos a 040 somente até a saída para Cotejipe e Simão Pereira, tomando o traçado da antiga União e Indústria. Estradinha simples, sinuosa, mas repleta de história.

Passamos pelas pequenas cidades até a divisa com o Rio de Janeiro, em um lugar conhecido como Paraibuna, com uma grande pedra que emoldurava a paisagem. Paramos próximo ao agora desativado Museu Rodoviário e esperamos por notícias do Adriano. Nada ainda, kkk. Seguimos pois. Voltamos a 040 para só pararmos em Paraíba do Sul, no posto da Polícia Rodoviária Federal, nosso próximo ponto de encontro.

O tempo foi abrindo e cada vez mais aproveitávamos. Minha lindinha usou e abusou da GoPro (infelizmente esquecemos nossa câmera Canon, mas as muitas fotos ficaram ótimas). É muito bom viajar assim, em grupo.

No posto policial, depois de um tempo parados, recebemos a informação que o Adriano e a Janaína não viriam mais. Uma pena. Seríamos só nós cinco mesmo. Seguimos em frente, entramos em Paraíba do Sul e fomos direto ao Hotel Itaoca (graças ao Pedro e à Luíza, que lembravam o caminho entre as ruas de Paraíba), onde conseguimos mais um carimbo em nossos passaportes. Nos informamos e seguimos para o Parque das Águas Minerais Salutaris, onde paramos, descansamos e curtimos o lugar.

Embora antigo, algo evidenciado pelas construções, o parque é bem agradável. Experimentamos as diferentes águas das fontes, tiramos fotos e compramos umas bobagens. Aí ficaria apenas a decisão: em função de nossa noite tenebrosa (kkk), valeria a pena irmos mais adiante? Ou melhor seria voltarmos de Paraíba mesmo? Bem, estávamos bem e animados. Não estávamos com mostra de cansaço evidente, então... Claro que seguimos.

O plano consistiu então em seguirmos rumo a Paty do Alferes, com intuito de chegarmos a Miguel Pereira, onde almoçaríamos e ainda poderíamos visitar o Lago Javary (sugestão do Tio Célio, que já havia ido a um encontro de motociclistas por lá). As estradas, no entanto eram simples e sinuosas, com poucas possibilidades de ultrapassagem. Nós gostamos muito dessas estradinhas, mas depois de um bom tempo trafegando por elas, passando por paisagens repetitivas e um monte de pequenas cidadezinhas repletas de quebra-molas, ficamos exaustos.

Quando chegamos em Miguel Pereira, estávamos doidos para esticar as pernas e almoçar. Encontramos um restaurante muito bom, chamado Estação Grill, onde pedimos os pratos executivos. Ótimos, por sinal. As meninas optaram por hambúrgueres e todo mundo comeu até fartar.

Após um bom descanso e termos jogado bastante conversa fora, saímos do restaurante e tomamos o rumo do Lago Javary, onde pretendíamos ficar um tempo, recuperando as energias para o retorno. Lá, estacionamos as motos e nos acomodamos à beira do lago. Lugar muito agradável e bonito, com pontes suspensas sobre a água, passeios de bicicleta, pedalinhos, restaurantes e música. Muito optavam por pescar no lago e eu mesmo vi uns dois peixes grandes virem à superfície. Foi uma pena mesmo termos esquecido a Canon, que poderia ter feito fotos maravilhosas. Mas nos viramos com a GoPro mesmo e com nossos celulares.

Meu amor nunca tinha andado de pedalinho e aproveitamos a oportunidade. Eu estava com um pouco de dor de cabeça ainda por conta da noite mal dormida e tudo o mais, mas foi bem legal. Eu mesmo já tinha me esquecido de como era e, com certeza, se tivermos outra chance como essa, andaremos de bom grado.

Passamos uma tarde agradável próximo àquelas águas, todos relaxando. O tio Célio gostou muito da companhia do Pedro e da Luíza e, como sempre, pensamos em outros passeios. Mas, com o avanço das horas, tínhamos de pensar na volta, considerando o cansaço que eu e a Rochelli teríamos e, também, na situação de nossos amigos da Ténéré 660, que ainda iriam para Barbacena! A decisão, dessa vez, foi por pegarmos as melhores e mais rápidas estradas disponíveis e, para isso, tomamos o rumo de Vassouras. De lá, pegaríamos somente as BRs 393 e 040.

Mais um bocado de estradas simples, agora a RJ-121, e chegamos a Vassouras. Nossa, que cidade linda. Passamos brevemente pelo centro histórico e, sinceramente, deu vontade de ficar por lá. Depois eu e a Rochelli checamos ser a cidade onde foi filmada a minissérie Presença de Anita. Deve ser por isso que nos pareceu tão familiar e bonita. Adoramos aquela minissérie. Vassouras possui um lindo casario imperial. Com certeza voltaremos lá, e para ficar uns bons dias. Anotado na lista de desejos... kkk.

Depois de Vassouras, só estradão até Juiz de Fora novamente, onde paramos mais uma vez no Posto Salvaterra para nos despedirmos do Pedro e da Luíza, que seguiriam para a velha Barbacena. Valeu, gente! Foi realmente incrível.

Uma passadinha na farmácia e lá estávamos nós na casa do tio Célio de novo, comendo um delicioso cachorro-quente. Dessa vez, uma noite muito bem dormida, obrigado, e um domingo mais uma vez entre pessoas que sempre nos recebem tão bem. Obrigado Daniel, Patrícia, Luciano e tios Célio e Valéria, por toda a hospitalidade.

Saindo de Juiz de Fora, ainda encontramos um tempinho para das uma passada no Shopping Jardim Norte, apesar do tempo ir dando mostras de uma boa pancada de chuva. Na volta, chegamos a colocar nossas roupas de chuva, mas pegamos somente uma pancada, e bem breve, na saída da cidade, somente.

Em casa, mais uma vez, junto de nossas gatinhas Mione e Lisa, tentamos, sem sucesso, lembrar de tantas coisas que havíamos feito e de quantos quilômetros percorridos por estradas tão diferentes... Realmente, este texto não retrata nem um décimo do que vivemos nestes dias. Viagem perfeita.