Nesta quinta-feira, primeiro de maio, feriado, a Rochelli já estava trabalhando novamente e eu estava com vontade de andar de moto. O tempo estava meio feio, e isso foi me desanimando ao longo da manhã, até que acabei optando por ficar em casa.
Contudo, eu precisava resolver a questão do almoço. Entrei em contato com meus pais, e eles sugeriram um almoço em família — ou no Pesque e Pague Paraíso ou no Restaurante Zazaga — ambos ótimas e conhecidas opções com especialidade em peixe.
Vi nisso uma oportunidade para dar uma esticadinha na moto, aceitei o convite e combinei de encontrá-los direto no restaurante. Saí por volta das onze e meia de Barbacena, pegando o contorno da cidade e evitando, assim, o trânsito intenso do centro. Cheguei rapidinho ao Pesca e Pague Paraíso, que foi o local escolhido, e aguardei os demais.
Pouco tempo depois, chegaram Filipe e Mariana, minha irmã, com suas meninas, Aninha e Beatriz. Uns cinco minutos depois, meus pais e minha tia chegaram também. Foi uma boa oportunidade para botar o papo em dia e ter um belo almoço em família, com um ótimo cardápio de tilápia frita.
O tempo foi abrindo e ficando muito bom para fotos. O retorno foi tranquilo, e eu espero que em breve possa fazer algum passeio mais longo de moto.
O importante é estar sempre aproveitando as pequenas oportunidades — tanto para andar, quanto para encontrar a família..
Este sábado foi o dia do retorno da Rochelli às estradas. Depois de ter torcido o pé jogando vôlei e ficado de molho por um bom tempo, as recomendações de médicos e fisioterapeutas passaram a ser de retomada lenta das atividades e movimentação controlada do pé lesionado. Uma viagem de moto já não representaria um problema, já que a torção foi no pé direito — o do freio traseiro — que fica praticamente parado durante toda a viagem.
O destino? Próximo, mas sempre legal: Mercês. Resolvemos tomar um café da manhã na bela cidade situada no vale do Rio Pomba, alguns quilômetros após a descida da Serra da Mantiqueira.
Saímos não muito cedo, por volta das 8h30. Preparamos as motos, pegando a Crosser na garagem que alugamos (a pobre tem ficado bem parada nos últimos tempos, exceto nos dias em que eu resolvo sair para trabalhar com ela, em vez da Ténéré). Pegamos o contorno da BR-265 e logo já estávamos na BR-040. O dia estava muito bonito, com ar fresco e céu praticamente sem nuvens. A estrada estava com pouco movimento. Ao pegarmos a descida da serra, percebemos a piora no piso da estrada, cujos remendos já não davam conta de todos os buracos que vêm surgindo com o trânsito intenso de caminhões pesados por ali. Isso, contudo, nunca tira a beleza da íngreme descida da serra e suas belas vistas. Essa região é realmente incrível.
Na ida para Mercês, passamos por uma grande estrutura de laticínios à beira da estrada, que reconheci ser a fábrica de um ótimo iogurte que consegui comprar em uma padaria em Barbacena. Tratava-se dos Laticínios Boa Vida. Ficamos de tentar dar uma paradinha por ali, no retorno, para ver se havia alguma lojinha de produtos direto da fábrica. Lembrávamos que, também na entrada de Mercês, na própria estrada de acesso, havia outra grande estrutura de laticínios que parecia ter um tipo de comércio direto. Ficamos de dar uma espiada por lá também.
Chegamos a Mercês e realmente avistamos a outra fábrica, mas seguimos direto para o centro da cidade, onde tínhamos duas opções: o já conhecido Meia Lua, com seu capuccino perfeito e ótimos pastéis, e a padaria onde eu, o Alex e a Maria conseguimos tomar um café self-service a quilo, bem legal. Preferíamos parar na última, pois a Rochelli não a conhecia — e assim fizemos.
Ao chegarmos ao estabelecimento, parando as motos praticamente em frente, percebemos um movimento bem menor do que da última vez. O nome é Padaria e Confeitaria JL (ou ao menos é assim que aparece no Google Maps), mas fomos informados de que o tal café self-service não é mais servido. Apesar do revés, resolvemos ficar mesmo por ali, pois as opções de lanche pareciam ótimas. Tomamos um ótimo café da manhã e, depois, resolvemos dar uma olhadinha no comércio da cidade, buscando uma película nova para o meu celular. Encontramos a película em uma pequena loja de capas e acessórios e ficamos impressionados com a agilidade da atendente para realizar a troca. Realmente impressionante! Demos uma voltinha pelo centro e resolvemos voltar para casa — não sem antes pararmos nos laticínios que havíamos notado na ida.
Na saída de Mercês, passamos em frente aos Laticínios Maria Clara, que aparentemente tinham uma lojinha, mas que estava fechada. Após algumas idas e vindas para checar (havia um rapaz parado no portão e, depois, dentro da loja) e alguns sinais curiosos (ele ficou balançando os queijos nas mãos, como a Rochelli notou, kkk), paramos e abastecemos nossa bolsa térmica com ótimas variedades de queijo. Seguimos.
No retorno, paramos nos Laticínios Boa Vida, no trevo de acesso a Paiva, e ficamos nos perguntando se havia alguma lojinha para compra de produtos direto da fábrica. A Rochelli resolveu ir até lá e perguntar a um funcionário, que nos mostrou onde ficava a loja (estava em obra). Ali pudemos comprar três saborosíssimos iogurtes em garrafas. Ficamos felizes por termos descoberto esses pontos de compra com preços bem bacanas.
Voltamos para Barbacena com os baús cheios de queijos e iogurtes deliciosos (como confirmamos mais tarde) e realizados por mais um bom passeio.
Uma última nota: o registro da incrível hospitalidade e atendimento do pessoal de Mercês. Fomos muito bem atendidos em todos os estabelecimentos comerciais da cidade, sem exceção, todas as vezes em que lá estivemos. Tudo que vem de lá é bom — e adoramos sempre visitar a pequena e calma cidade.
Depois de um tempo sem pegar estrada por conta da vida corrida, já era hora de escolher um destino, pelo menos para uma pequena viagem. Na sexta-feira, comecei a olhar alguns lugares possíveis para um passeio sozinho, já que a Rochelli ainda estava se recuperando de um tornozelo torcido.
Para minha sorte, no sábado de manhã, o Alex me mandou uma mensagem sugerindo uma volta de moto. Não definimos um destino pelas mensagens, apenas combinamos de nos encontrar no posto e, de lá, decidir um lugar interessante para ir. Quando nos encontramos, o Alex, a Maria e eu resolvemos dar um pulo em Resende Costa, apesar de os dois já terem estado lá no fim de semana passado.
O dia estava bonito, com previsão de chuva, mas pelo menos não pela parte da manhã. Pegamos a BR-040 em direção a Carandaí e seguimos viagem. No caminho, percebemos um grande fluxo de motos e logo imaginamos que deveria haver um encontro de motociclistas por perto.
Passamos por Carandaí e pegamos a bela estrada para Lagoa Dourada, que sempre proporciona boas vistas. Já ali, o movimento estava intenso. Ao chegar em Lagoa Dourada, fizemos nossa parada estratégica no Legítimo Rocambole (como sempre, kkk), onde aproveitamos para conversar, comer e tomar um bom café.
De lá, seguimos para Resende Costa. Mais uma vez, encontramos a estrada cheia de motos. Quando entramos no trevo para a cidade, continuamos vendo muitos motociclistas na mesma direção, o que nos fez acreditar que deveria haver algum evento acontecendo por lá.
Ao chegarmos, perguntamos a alguns moradores e descobrimos que, de fato, estava acontecendo um encontro de motociclistas no Parque de Exposições. Nenhum de nós – nem eu, nem o Alex, nem a Maria – havia visitado esse local antes. O parque fica na parte baixa da cidade, abaixo do mirante e do centro, que ficam nas lajes, na parte alta. Pegamos o caminho, descemos por um vale e depois subimos levemente por uma colina, onde o evento já estava lotado de motos. Foi uma agradável surpresa.
O encontro era bem grande, com uma variedade enorme de motos, incluindo triciclos, além das tradicionais barraquinhas vendendo chaveiros, coletes e outros itens típicos. Havia um palco onde, por enquanto, tocava música mecânica, mas que teria apresentações ao vivo mais tarde. Também havia um espaço coberto com opções de refeições e lanches.
Encontramos um lugar para ficar nessa área coberta, já que o calor aumentava com o passar das horas. Aproveitamos para comer algo e bater um bom papo. Durante o evento, conversamos com alguns motociclistas mais experientes, cheios de histórias – algumas bem exageradas –, mas foi uma experiência engraçada.
Com o avançar do dia e a previsão de chuva se tornando mais iminente, decidimos que era hora de voltar. Ficamos em dúvida entre retornar por São João del-Rei, por Prados ou pelo mesmo caminho da ida, passando por Lagoa Dourada e Carandaí. No fim de semana anterior, quando Alex e Maria foram a Resende Costa, eles haviam voltado por Prados. Mas gostamos tanto da estrada entre Lagoa Dourada e Carandaí que optamos por refazer o mesmo trajeto da ida.
Pegamos as motos e seguimos em direção de Lagoa, já com o plano de fazer uma parada em Carandaí, em um restaurante à beira da BR-040 chamado Estação Carandaí. E assim foi. Atravessamos Lagoa Dourada, passamos pelo centro de Carandaí e chegamos ao restaurante, em que aproveitamos para tomar mais um café antes de seguir para Barbacena.
Foi um ótimo passeio! Viajar de moto faz bem para a mente, nos desconecta da rotina intensa do trabalho e nos dá a oportunidade de aproveitar a companhia de bons amigos.
A presença do Alex e da Maria sempre torna tudo ainda melhor. Além disso, foi bacana conhecer uma área diferente de Resende Costa, o Parque de Exposições, e ver que o encontro de motociclistas por lá é bem organizado e animado.