Essa semana de outubro marcou mais um retorno nosso a Carrancas. Embora eu tenha pesquisado outros destinos e cidades diferentes, acabei encontrando uma pousada muito charmosa bem no centro com um preço excelente. Trata-se da Pousada Vila Mandalah, que fica ao lado do Recanto Bar e Restaurante e conta com ótimos chalés, alguns de dois andares e com banheira. Ficamos encantados com as fotos e com a possibilidade de, para variar, nos hospedarmos bem no centro da pequena cidade. Reservamos duas noites, de quarta a sexta-feira, com relativa antecedência, para garantir um bom preço em uma semana que, tradicionalmente, já é de recesso escolar.
Preparamos tudo na véspera e, na quarta-feira, saímos de Barbacena não muito cedo, com a ideia de comer algo na estrada e chegar a Carrancas por volta do horário do check-in, às 14h. As previsões do tempo estavam instáveis para o período: os dias anteriores oscilaram entre um frio seco e um calorão com muita chuva. Ficamos naquela dúvida cruel: ou iríamos de moto, com a possibilidade de visitar as cachoeiras, ou iríamos de carro (como da última vez) e curtiríamos apenas o descanso na pousada. Essa última opção poderia ser um tiro no pé se ficássemos entediados em uma pousada pequena de cidade pacata. No fim, acabou que fomos de moto, mas sem certeza de nada — nem levamos muita coisa voltada para banho de cachoeira e nem nos preparamos direito para passar os dias só na pousada. Ficar no meio-termo é sempre um mau negócio!
Independentemente disso, saímos por volta das 11h e pegamos um tempo nublado, porém sem chuva. Fizemos uma parada para lanche no O Legítimo Rocambole, em São João del-Rei, e prosseguimos. A chegada a Carrancas, com a subida íngreme da serra, é sempre um show à parte. A Rochelli nunca tinha subido pilotando a própria moto (ou fora como garupa, ou dirigindo o Fiesta). Achou o máximo!
Chegando à cidade, ainda era um pouco cedo e resolvemos passear pela praça central antes de ir para a pousada. É tudo muito perto no centro, mas achamos que valeria a pena caminhar um pouco pela praça e tirar umas fotos por lá antes do check-in. Passado esse tempo, nos dirigimos à hospedagem. Fomos muito bem recebidos e acompanhados até as instalações. Tudo muito bonito e bem cuidado. O quarto é praticamente um apartamentinho: na parte térrea, há uma varandinha com duas cadeiras, uma copa com pequena pia, frigobar, alguns eletrodomésticos e uma mesinha com banquinhos. No mesmo piso fica a espaçosa banheira e um banheiro confortável, com espaços e portas independentes para o chuveiro e o sanitário. No andar de cima fica a cama, acompanhada de escrivaninha, televisão na parede e acesso a uma varanda superior com vista para a pousada. Muito legal mesmo!
Aproveitamos a tarde para tomar um bom banho e descansar da viagem. À noite, saímos para jantar. Fomos literalmente ao vizinho Recanto Bar e Restaurante, onde pedimos uma deliciosa porção de peixe.
No dia seguinte, assim que acordamos, saímos para o café da manhã. Ele é servido em uma cafeteria localizada do outro lado da rua, pertencente à própria pousada. Havia muita variedade em um espaço tranquilo e muito bonito. Vale destacar a presença de vários animais de rua que são muito bem tratados por lá, entre cães e gatos — uma atitude muito nobre por parte da administração e dos funcionários dos estabelecimentos.
Como o tempo estava mais firme, decidimos ir à Cachoeira do Salomão, mais próxima e prática (já que ainda havia possibilidade de chuva à tarde). Resolvemos inovar e eu fui na garupa da Rochelli, na Crosser, pela primeira vez! Ela nunca tinha se animado a levar alguém na garupa, mesmo já tendo experiência e feito grandes viagens de moto. Para mim, que sempre piloto e muitas vezes a levei na minha garupa quando ela ainda não tinha habilitação, foi muito estranho, kkkk, mas também superlegal. Todo mundo que anda de moto sabe o quão diferente é ficar na garupa. De qualquer forma, foi uma ótima experiência para ela ganhar ainda mais confiança e também para mim.
Chegamos à entrada da cachoeira, pagamos a taxa no camping que fica no início da trilha e a moça da recepção, muito atenciosa, guardou nossos capacetes. Seguimos pela trilha até os poços e trechos que já conhecíamos — tanto da primeira vez em que estivemos em Carrancas quanto de quando fomos acampar com o tio Célio — e aproveitamos tudo: a natureza, o clima e a água. Desta vez, também seguimos a trilha um pouco mais acima e descobrimos outras quedas e ótimos lugares que não havíamos visitado antes. Ficamos por lá um bom tempo conversando. Foi ótimo e só nos fez querer voltar mais vezes a Carrancas e a seus encantos.
Decidimos retornar à pousada e depois sair ao supermercado para comprar lanches para a tarde, quando aproveitaríamos a piscina e a área externa. Deixamos a Crosser na pousada e fomos a pé. Foi bem curioso ver que, nesse supermercado, a gente consegue entrar fisicamente dentro de uma grande câmara fria onde ficam as bebidas; nunca tínhamos visto nada parecido! Voltamos à pousada e fomos para a área da piscina, onde outro casal com uma criança também curtia o momento. Acabou que não entramos na água, já que tínhamos ido à cachoeira mais cedo e também tínhamos a banheira quentinha no nosso quarto. É... era muita água para aproveitar, kkkk.
À noite, saímos mais uma vez para jantar no Recanto e, desta vez, resolvemos pedir pizza. Como não existiam muitas opções de tamanho, havíamos pedido uma pizza grande tradicional de oito pedaços. Ponderamos melhor e, como não estávamos com tanta fome, trocamos uma ideia com a garçonete (que já havia anotado o pedido) e alteramos para duas minipizzas, o que se mostrou a decisão mais acertada. Foi uma excelente noite para encerrar nossa pequena viagem.
Depois de uma noite tranquila de sono, acordamos e tomamos nosso último café da manhã na linda cafeteria do outro lado da rua. Conversamos com uma senhora que aparenta ser a proprietária dos estabelecimentos, e a Rochelli comprou uma caneca de lembrança, ajudando também a causa de proteção aos animais de rua. Muito bacana!
Decidimos sair mais cedo da cidade para evitar pegar chuva na estrada. As previsões não eram animadoras para a tarde e o final do dia, como geralmente acontece nessa época do ano. Então, logo após o café, arrumamos nossas coisas na pousada, acomodamos tudo nas motos e providenciei o nosso check-out. Com tudo certo e tranquilo, pegamos a estrada de volta.
O dia ainda estava bonito de manhã, com sol entre nuvens, e a rota estava, como sempre, belíssima — principalmente no trecho de saída de Carrancas, com a subida e descida íngreme da serra, que sempre rende ótimas vistas.
O retorno pela BR-265 teve um tráfego bem mais intenso de caminhões ligados à atividade de mineração, o que deixa o asfalto mais sujo e o ritmo lento. Paramos mais uma vez no caminho, desta vez na Lanchonete Pão de Queijo du Rei, nos arredores de São Sebastião da Vitória. Revigorados, seguimos para a última perna da viagem.
Chegamos a Barbacena felizes por mais um excelente passeio a Carrancas, que tem se mostrado um destino infalível para nós. Gostamos muito da hospitalidade e da tranquilidade de lá. Certamente voltaremos mais vezes, já que é um trajeto próximo e muito acessível para a gente.
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