sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Terras de inconfidentes

Havia já algum tempo que meu irmão, Fabiano, informou sobre a existência da Fazenda Paraopeba, recentemente restaurada, na estrada próxima a São Brás do Suaçuí.

Parte da História de Minas Gerais, a Fazenda Paraopeba foi local de encontro de inconfidentes e pertencia ao advogado e poeta Inácio José de Alvarenga Peixoto. Claro que eu queria muito dar um pulo lá para vê-la com meus próprios olhos. Pesquisando na internet, não encontrei qualquer dado sobre horários de funcionamento. Contudo, com a nossa decisão de fazer passeios e pequenas viagens nas tardes de sexta-feira desse nosso período de semi-férias (os estágios continuam a todo vapor), não havia muito o que decidir sobre dias e horários. O negócio seria pegar a estrada e visitar a fazenda, mesmo que não pudéssemos entrar na sede.

Bem, na sexta-feira combinada, chegamos de nossos estágios e preparamos tudo. Já havia abastecido a moto de véspera, para ganhar tempo e, rapidamente estávamos na estrada, que, por sinal, estava bem movimentada. Mas a 040 já é conhecida e tem ótima estrutura, toda duplicada e tal. Sem problemas. No entanto, chegando em Conselheiro Lafaiete, chuva à frente. E parecia ser uma bela tempestade, com raios para todos os lados, vento forte e uma escuridão tomando conta da rota que percorreríamos. Conversando pelos comunicadores, resolvemos dar uma parada no supermercado Mineirão, à beira da estrada em Lafaiete. Lá, poderíamos dar um tempo, avaliar a situação da chuva e decidir se iríamos prosseguir com a viagem. Lá, aproveitamos para comprar um suco, comer um pouco dos biscoitos que sempre levamos e descansar, sempre atentos à mudança de clima. A chuva veio com menos força do que parecia, passando ao largo de onde estávamos. Em pouco tempo, tudo foi clareando e vimos a possibilidade de seguir sem problemas.

A estrada estava molhada, o que exigiu cuidado, e aquela terra alaranjada no ensopado do asfalto serviu para sujar a moto toda. Porém, a Ténéré é para isso mesmo... aliás, para mim, qualquer moto é. Sou muito cuidadoso com minhas motos, mas não ao ponto de deixar de curtir qualquer trajeto por frescura. Percorremos a 040 até a entrada para São Brás do Suaçuí e pegamos outra estrada ótima, pela qual já havíamos passado quando voltamos de Entre Rios de Minas. A fazenda se situa antes de São Brás, à esquerda da via. Como não havia retorno seguro, passamos por ela, fomos até o trevo da cidade (retorno seguro mais próximo), e retornamos, saindo à direita, na pequena entrada de terra após a ponte sobre o Rio Paraopeba. Mesmo de longe, a fazenda era linda e foi incrível parar logo em frente. Como já suspeitava, estava fechada para visitação interna. Porém, só de estar lá, em um lugar com tanta história, e poder vê-la de tão perto, seus muros, suas instalações, e ter o prazer de ter estado lá, de moto, já valeu a pena. A restauração por que passou a fazenda salvou-a da ação do tempo e possibilitou a criação de um pequeno estacionamento para visitantes, com vagas para motos, carros e até ônibus! Chegamos e, ao descer, percebemos uma família de cachorrinhos vivendo nos gramados do entorno. A princípio, vimos alguns filhotes e depois duas cadelas mais velhas. A Rochelli adorou, claro. Infelizmente ela não se liga em História, mas pôde curtir todo seu amor pelos animais. Eu, claro, aproveitei para olhar todos os detalhes que eu conseguia daquele lugar. E tirar fotos, muitas fotos aproveitando o zoom que a pequena Canon que sempre levamos possui. Ficamos um bom tempo por lá, talvez quase uma hora, não sei ao certo. A ideia inicial seria fazermos um piquenique nos gramados. Com os cachorrinhos, seria impossível, kkk. Também não estávamos com fome ainda, pois a parada em Lafaiete não tinha tanto tempo assim. Entrar na fazenda realmente mostrou-se impossível. Havia alguém lá, mas algum tipo de zelador realizando algum reparo. Nos viu, mas não veio até nós. Decidimos avançar até São Brás, cidade que ainda não havíamos visitado, não sem antes ter de distrair as cadelas, que insistiam em perseguir a moto assim que eu acelerava um pouco. Uma delas até ficava um tanto quanto brava, rosnando até. Minha lindinha teve de descer e distraí-las para que eu pudesse me afastar. Não queríamos que elas perseguissem a moto até a estrada movimentada e corressem algum risco.

Na estrada novamente, seguimos até a cidade, onde demos uma volta. Muito bonita e conservada. Uma cidade pequena. Andamos pela avenida central e passamos ao lado da igreja matriz. Paramos numa padaria bem arrumada. A Rochelli acabou tomando um energético, afinal, estava acordada desde as 5h e havia tido um dia exaustivo no estágio. Conversamos, descansamos e nos preparamos para o retorno. Pegamos novamente aquela estrada linda até o entroncamento com a 040 e tomamos o rumo de casa. Mais uma bela viagem em nosso blog e em nossas lembranças. Como é boa a sensação de liberdade de nossos passeios... E ainda temos tantos destinos para descobrir! E muitos para revisitar!

 
 
 
 
 
 
 
 
  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Um lugar paradisíaco

Cansados da rotina semanal, eu e Felipe resolvemos que viajaríamos para qualquer lugar que achássemos legal toda tarde de sexta-feira (de moto, claro), aproveitando o pouco de férias que temos. Então começamos por um lugar totalmente desconhecido para nós: Santana do Garambéu. Cidade pequena, bem arrumada, de pessoas simples. Meu amor buscou por pontos nessa cidade que seriam interessantes de se conhecer até achar uma cachoeira, chamada Água Limpa. Vimos algumas fotos da tal cachoeira e realmente era muito bonita. Aí, resolvemos ir até lá para conhecer.

Chegamos dos nossos estágios, meu lindo fez um almoço bem gostoso para nós, pois chegou mais cedo em casa e queria adiantar as coisas para a curta viagem. Almoçamos, colocamos nossos trajes e partimos, conversando a todo momento pelo comunicador maravilhoso que temos agora, rsrs. Que viagem gostosa, tranquila, sem correria. Pegamos uma estrada até Santana por que nunca havíamos passado, ficamos deslumbrados com tamanha beleza! Que estrada incrível, serras maravilhosas... Ficamos apaixonados. Abusei das fotos, kkkk.

Chegamos em Santana e a cachoeira não ficava tão longe da cidade. Pegamos um trecho com terra, que também adoramos. Margeando o Rio Grande, até chegarmos no local desejado. Havia um trailer e alguns quiosques. Um pessoal curtia uma "piscina" de rio que tinha em frente o trailer, mas o rapaz, muito simpático disse que a principal queda d'água ficava abaixo da estrada. Deixamos a moto na parada da estrada (o rapaz disse que era tranquilo) e descemos. Chegamos um pouco tarde, infelizmente. Já tinha uma família curtindo a cachoeira e o sol já estava baixo. Mesmo assim resolvemos entrar nela, congelando de frio, kkkk. Deu para refrescar bem. Cachoeira maravilhosa e bem rasa. Tiramos algumas fotos lá e subimos novamente. Tomei uma Coca-cola e comemos um biscoitinho que levamos de reserva. Ficamos um tempinho e resolvemos voltar, mas com certeza absoluta voltaremos lá com mais tempo, para curtirmos um dia inteiro.

Na viagem de volta, encontramos uns boizinhos na estrada, mas foram bem amigáveis, kkkk. Viagem tranquila como na ida. Iremos voltar em breve. Aguardem.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Amigos, terra e cachoeira

Já estávamos secos para dar um passeio de moto. Final de ano é fogo. A gente pensa que o agito acabou, mas até a virada do ano tudo fica muito doido. Fato é que com o início de 2019 e as semi-férias de janeiro (nosso estágios continuam a todo vapor), colocamos os passeios dentro de nossas prioridades.

Entrando em contato com o Pedro e a Luíza, descobrimos que eles estavam em Barbacena! Oportunidade de programar um passeio, mesmo que curto. A quinta-feira não era o dia em que estávamos exatamente pensando em sair (a Rochelli madruga na sexta por conta do estágio dela), mas veio bem a calhar. Alguns destinos em mente, todos próximos, mas resolvemos dar um pula na cachoeira do Fagundes, ali logo depois de Antônio Carlos. Para deixar as coisas mais interessantes, faríamos mais off, pegando a Linha da Oeste entre Campolide e Antônio Carlos. Tínhamos ido àquela cachoeira faz muito tempo, quando fomos a João Ayres, ainda com a Brosinha. Agora seria bom ver de novo como estava o lugar, além de mostrá-lo a nossos amigos. O Pedro estava doido para entrar em qualquer água que fosse, kkk. O calor está mesmo de matar.

Encontramos no posto de gasolina e seguimos para um passeio tranquilo e muito bonito. O dia estava um pouco nublado, mas muito quente. Pegamos a estrada para Campolide e depois a antiga Linha da Oeste, saindo em Antônio Carlos. Depois, tomamos o rumo de Curral Novo, mas saímos da estrada quando encontramos a entrada para a cachoeira do Fagundes, que fica próxima a uma barragem.

Quando chegamos percebemos a barragem completamente cheia e a cachoeira, com um pequeno fluxo d'água. A água não estava muito limpa e acreditamos que seja em razão do pequeno volume. De qualquer forma, paramos as motos e descemos pelas pedras até encontrarmos um bom lugar, plano, para fazermos nosso "piquenique". É, piquenique entre aspas, pois eu e a Rochelli não nos programamos direito por conta dos estágios e só levamos água... Que vergonha! Nosso amigos não se importaram e levaram uns biscoitos e salgadinhos.

Ótimo momento para conversar e aproveitar a natureza em um lugar tão pertinho de nossa terra! Saímos já ao entardecer com planos de comer um bom hamburguer artesanal no Morada, em Barbacena.

Bom demais rever amigos (principalmente os motociclistas, kkk). Ótimo passeio!




sábado, 1 de dezembro de 2018

Almoço em Santa Bárbara

Os planos eram grandes, a vontade de pegar a estrada, maior ainda. Já fazia algum tempo em que não saíamos por aí, buscando algum lugar legal para ir. Duas ideias: viajar de moto por algum lugar por nós ainda inexplorado ou pegar o carro e visitar algum lugar mais próximo com uma estrada decente. No meio da semana, começamos a estudar destinos e acabou que ficou mais ou menos certo de darmos um pulo em Santana do Garambéu, de moto, cidade que ainda não conhecemos. Preparei os equipamentos e câmeras, além de lanches, para um possível piquenique numa das cachoeiras que lá existem. A ideia era sairmos logo após minha reunião na escola, já que o destino não era tão longe assim. Tudo certo, exceto o tempo, kkk.

O sábado amanheceu chuvoso e feio. Mas feio mesmo. De qualquer forma, fui ao meu compromisso com a moto toda pronta para o passeio, pois já viajamos com tempos nada bons e curtimos. Mas era claro que a ideia de cachoeira tinha ido por água abaixo. Quando finalmente cheguei em casa, alteramos tudo e partimos para o plano B: carro. O importante era ir a algum lugar: viajar era preciso, kkkk.

Como minha lindinha nunca havia pegado uma boa serra dirigindo, sugeri que fôssemos à famosa Santa Bárbara do Tugúrio, já para almoçar. Como de outras vezes em que fomos de moto, definimos a Parada Olhos D'Água, que serve ótimos pratos de tilápia, como nosso local do almoço daquele dia. O trajeto em si já era novidade para a Rochelli, com o tempo super fechado, chuva e, eventualmente, neblina, consistia em um novo e diferente desafio.

Saímos de casa bem mais leves (deixando toda a tralha que serviria ao passeio de moto para traz) e levamos somente o GPS, para marcar o trajeto, e câmeras fotográficas (não ficamos sem elas, pois somos apaixonados por fotos).

A viagem transcorreu tranquilamente, apesar da estrada estar relativamente bem movimentada, inclusive no trajeto de serra. Na descida, tudo branco. Era impossível ver qualquer coisa além dos limites dos guard rails. Tempo feio, paisagem bonita. Linda, nas palavras da minha lindinha.

Chegamos, fizemos o pedido e em pouco tempo estávamos saboreando porções maravilhosas e fartas de um ótimo peixe. Conversamos e pude até tomar uma cerveja, já que geralmente estou pilotando. Cerveja está longe de ser minha bebida favorita, mas foi uma boa combinação para o prato servido.

Terminado o almoço, rota serra acima, retornamos. Em pouco tempo estaríamos em casa, já que o trajeto é curto. Apesar do tempo fechado e chuvoso, foi um ótimo passeio. Bom para colocar o carro na estrada para variar e para a minha lindinha curtir a direção numa estrada de vez em quando. Experiência que, acumulada, é fundamental para novos e mais longos passeios.